Pé torto equinovaro congênito

A etiologia do pé torto congênito ainda não foi descoberta
A etiologia do pé torto congênito ainda não foi descoberta

Fisioterapia

26/12/2012

O pé torto equinovaro congênito é uma patologia complexa CUJB etiologia não foi ainda totalmente elucidada.

Patologia
É a deformidade mais frequente que envolve as articulações do tornozelo, subtalar e mesotársica. O pé apresenta-se com flexão plantar adução e inversão. Anatomicamente, o defeito primário é a subluxação medial e plantar do complexo articular talocalcâneo-navículo-cuboídeo que ocorre durante o desenvolvimento embrionário. Podendo ser unilateral ou bilateral.

A incidência do pé torto congênito é de 2,17 casos para cada 1.000 nascidos vivos.

Etiologia
A etiologia do pé torto congênito ainda não foi descoberta. A grande variabilidade dessa anomalia no que se refere ao grau de deformidade, resistência ao tratamento clínico, presença de outras malformações associadas, acúmulo familiar e consanguinidade entre os pais nos conduzem a aceitar uma etiologia multifatorial.

Várias teorias surgiram com relação à etiologia, tais como:
- Teoria esquelética:
o defeito primário estaria na deformidade dos ossos do retropé, principalmente o tálus;

- Teoria muscular: pesquisas com microscopia eletrônica revelaram alterações importantes nas fibras musculares dos pacientes portadores de pé torto congênito;

- Teoria neurológica: alterações primárias nos nervos periféricos seriam responsáveis pela ocorrência das deformidades;

- Teoria vascular:
as anomalias arteriais em fetos e embriões seriam responsáveis por uma "crise vascular", determinando uma área de necrose na região no nó de Henry;

- Teoria da “parada do desenvolvimento”:
o pé permaneceria em seu estado embrionário desde o terceiro mês de gestação.

Todas essas teorias tentaram explicar o aparecimento do pé torto congênito, entretanto nenhuma delas conseguiu explicar todos os casos. Portanto, mais uma vez aceitamos que a etiologia do pé torto seja multifuncional.

O pé torto pode aparecer como deformidade isolada ou acompanhada de outras malformações. E podemos dividi-las em quatro grupos:

- Idiopático: Ocorre como deformidade isolada sem qualquer acometimento de outras estruturas musculoesqueléticas. Pode ser uni ou bilateral.

- Teratológico: deformidade associada a alterações neuromusculares. Geralmente bilateral.
Sindrômico: quando faz parte de uma síndrome bem definida, por exemplo: Freeman Sheldon, Down, Picre-Robin, Larsen, etc. Geralmente bilateral.

- Postural:
é o "falso pé torto", ou seja, o pé apresenta-se na posição de equinovaro, porém é redutível e não apresenta as deformidades estruturais clássicas. Pode ser uni ou bilateral.

Tratamento
Se for diagnosticado precocemente, o tratamento pode ser conservador. Neste caso realiza-se o estiramento passivo gradual, corrigindo-se o pé lentamente para a posição correta e a seguir, se possível, o pé é levado para a posição abduzida e evertida. Essas posições podem ser mantidas em talas de metal ou com aparelho gessado. Acredita-se que esta conduta apresenta as seguintes vantagens:

- O joelho em flexão relaxa o músculo tríceps sural e facilita a correção do equinismo;

- Facilita a confecção do gesso quando é realizada no sentido proximal para distal: fixando-se o joelho, podemos trabalhar melhor o pé;

- Evita que o gesso saia em casa, principalmente quando a adução está corrigida.


Quando se usa o aparelho gessado, ele é mantido por aproximadamente três meses (no início ele é trocado semanalmente e, depois, a cada dois ou três semanas). Este aparelho mantém o quadril e o joelho fletido em um ângulo de 90°.

Após o nascimento, quando a condição é leve e o pé está relativamente móvel, pode-se realizar o alongamento passivo. É muito importante, fixar a extremidade da tíbia e manter o joelho fletido durante os alongamentos, para evitar danos nas epífises (lateral, distal e fibular) e na articulação do joelho.

Ao utilizar a bandagem adesiva, para manter a posição correta, O fisioterapeuta deverá aplicar trocando de duas a três vezes por semana, devendo ter cuidado com a circulação, para evitar feridas.

Se a deformidade não puder ser corrigida conservadoramente, será necessária a cirurgia. No pós-cirúrgico o membro será mantido com gesso por dois ou três meses. Após a retirada do gesso, devem-se realizar movimentos passivo e ativos de abdução e eversão e fortalecimento de dorsiflexores e eversores.

Caso a criança já ande, devemos ensinar um bom padrão de marcha, e caso ela ainda não ande, devemos observar quando começar a andar

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