Identificação dos benefícios e dificuldade da educação continuada

Identificação dos benefícios e dificuldade da educação continuada
Identificação dos benefícios e dificuldade da educação continuada

Enfermagem

21/06/2012

 INTRODUÇÃO
A educação é um recurso de desenvolvimento que leva ao progresso da capacidade física, moral e intelectual do ser humano. É uma atividade humana primordial, sendo um fenômeno social e universal (PASCHOAL; MANTOVANI; MÉIER, 2007; FERREIRA, 2001).




O conceito de processo educacional ao longo de toda a vida é considerado como educação continuada, sendo uma chave de acesso para o século XXI. A educação baseia-se na aquisição, utilização e atualização do conhecimento (SEVERINO, 2001).




A educação traz conteúdos fundamentais como conhecimentos, aptidões, valores e atitudes que o ser humano precisa para sobreviver. Apresentando novo modo de viver e trabalhar com dignidade, a participação plena do seu desenvolvimento e a melhora da sua qualidade de vida (DELORS et al, 2006).




Nesta época de velozes mudanças, o conhecimento é uma poderosa arma na conquista de reconhecimento e espaços, onde são alcançados através da educação inicial e concretizados com a educação continuada. Através dessa afirmativa que são formados profissionais diferenciados, capazes de elaborar respostas criativas para os desafios da realidade atual (BEZERRA, 2003).



Os serviços de educação em enfermagem além de oferecer a aprendizagem de uma profissão, também fazem com que o indivíduo adquira uma postura necessária para assumir suas competências e para enfrentar numerosas situações imprevisíveis que podem ocorrer durante sua atuação como profissional (FAUSTINO; EGRY, 2002).


O indivíduo ao graduar-se em enfermagem deve aprender que assumiu um compromisso infinito frente à sociedade e a si próprio, onde é necessário manter-se atualizado constantemente, adquirindo novos conhecimentos que o permanente progresso técnico e científico provoca (BEZERRA, 2003).



A evolução constante da educação em enfermagem está diretamente relacionada com as mudanças em função dos avanços tecnológicos, a necessidade do indivíduo manter-se atualizado aperfeiçoando seus conhecimentos e habilidades técnicas (MIRANDA; SOLINO, 2006).


Diante dessa realidade é possível constatar a necessidade de incluir a educação continuada como um processo educacional para identificar as necessidades de aperfeiçoamento das competências da equipe de enfermagem (RICALDONI; SENA, 2006).



A educação continuada é recurso permanente desenvolvido após a formação inicial, proporcionando ao profissional aprimoramento de suas competências para que seu desenvolvimento seja compatível com as suas responsabilidades frente à instituição, sendo visível à qualidade das habilidades técnicas e do senso crítico na assistência de enfermagem, levando em consideração as evoluções científicas e tecnológicas e as necessidades sociais (PASCHOAL; MANTOVANI; MÉIER, 2007; KURCGANT et al, 2005).


A enfermagem é um ramo da saúde que possui várias áreas de atuação, dentre essas, destaca-se neste estudo a assistência domiciliária.



A assistência domiciliária é o atendimento específico ao cliente realizada por uma equipe multiprofissional em seu próprio domicílio, preconizando assim, recuperar, reabilitar e acompanhar o cliente e a sua família promovendo a saúde física e emocional e prevenindo-os de possíveis complicações e intercorrências. Atualmente a assistência domiciliária é dividida em assistência domiciliária, visita domiciliária e internação domiciliária. Dentre esses cuidados desenvolvidos no domicílio do cliente, focaremos a internação domiciliária (KERBER; KIRCHHOF; VAZ, 2008).



A internação domiciliária é designada como um cuidado intensivo aos clientes que apresentam complexidade moderada ou alta, tendo a necessidade do deslocamento de parte da estrutura física hospitalar para o domicílio com assistência da equipe multiprofissional 24 horas por dia (FRANCO; MERHY, 2008).


Para obter uma estrutura eficiente e precisa na internação domiciliária é primordial o funcionamento da sede base 24 horas por dia com sistema de atendimento a emergência, sistema de informação em tempo real, prontuários de saúde, fornecimento de medicamentos, matérias e equipamentos hospitalares e fornecimento de gases medicinais (TAVOLARI; FERNANDES; MEDINA, 2000).


Em função disso é pré-estabelecido o dimensionamento da equipe multiprofissional que é obtido com a avaliação do grau de dependência do cliente, através disso é determinada à carga de trabalho diário e oferecimento de uma melhor assistência de enfermagem ao cliente e sua família. É importante frisar que esse processo é dinâmico, sendo primordial haver uma avaliação permanente do dimensionamento da equipe multiprofissional, levando em consideração o reconhecimento da situação, a caracterização da instituição e a caracterização do serviço de enfermagem (KURCGANT et al, 2005).


Para manter uma eficiência na gestão de pessoas, elaboração de procedimentos e atendimento humano na assistência domiciliária é essencial à busca contínua de informações e atualizações. Nesse aspecto surge à necessidade explicita de implementar a educação continuada como um recurso educacional indispensável para oferecer uma melhor assistência de enfermagem na internação domiciliária (TAVOLARI; FERNANDES; MEDINA, 2000).

Em função dos profissionais de enfermagem envolver-se de forma profunda com as atividades diárias pré-estabelecidas no seu cotidiano de trabalho, deixam muitas vezes de lado as atividades de aprimoramento causando dificuldade de inserir um programa de educação continuada para a capacitação da equipe de enfermagem, frisaremos à importância da identificação dos benefícios e dificuldades da educação continuada na assistência domiciliária.



Os profissionais de saúde atuam rotineiramente no cotidiano do dia-a-dia, deixando muitas vezes de lado a educação continuada, em função disso, há necessidade de atualização (ALBUQUERQUE et al, 2008).




O processo educacional é o ensino teórico e prático no progresso científico e tecnológico para busca de maiores saberes e competências no desenvolvimento pessoal e profissional. Com o processo educacional ocorre a mudança explícita de comportamento do indivíduo potencializando sua memória, raciocínio, capacidades físicas e facilidade para comunicar-se, adquirindo amplas competências tornando-o apto a enfrentar numerosas situações no seu cotidiano (DELORS et al, 2006).



Capacitar os funcionários nos dias de hoje é fundamental, devido grandes avanços tecnológicos e necessidades específicas para um atendimento distante do hospital (SCHUTZ; LEITE; FIGUEIREDO, 2007).



A assistência domiciliária é definida como transferência de toda uma estrutura hospitalar convencional oferecida na residência do cliente proporcionando comodidade e segurança e contribuindo para sua rápida recuperação e bem-estar (RODRIGUES; ALMEIDA, 2005).


Esse tipo de assistência não só reduz custos, mas também diminui infecções hospitalares e é um conjunto de atendimento humanizado e individualizado, com grande satisfação do paciente e seus familiares (FABRICIO et al, 2004).




O perfil profissional para esse tipo de assistência inclui a capacidade de se adaptar a situações inesperadas, ter iniciativa, criatividade e preparo técnico. Não se envolvendo com problemas da família (SCHUTZ; LEITE; FIGUEIREDO, 2007).



O mercado de trabalho regula o volume de emprego e distribui os indivíduos de forma mais adequada conforme a sua formação e competências profissionais. Neste mercado cada vez mais competitivo, os treinamentos e capacitações estão em altas, pois diminui os gastos materiais, aumenta a qualidade do serviço prestado e satisfação do profissional (BASTOS, 1999).



Esta pesquisa tem por objetivo identificar os benefícios e as dificuldades da educação continuada na assistência domiciliária.


OBJETIVOS
Geral
Descrever a educação continuada como a principal ferramenta para obtenção de uma assistência de enfermagem qualificada no âmbito domiciliar.


Específicos
Identificar os principais benefícios da educação continuada na assistência domiciliária; Identificar as principais dificuldades da educação continuada na assistência domiciliária.



METODOLOGIA
Revisão da literatura sobre educação continuada na assistência domiciliária. A abrangência foi o período de 1999 a 2009, nos seguintes bancos de dados: Literatura da América Latina e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SCIELO). Complementação da revisão da literatura foi realizada uma busca não sistemática de livros e de banco de dados primários.



CAPITULO I – HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
O termo educação deriva a partir de duas palavras do latim: educere que é conduzir de fora, dirigir exteriormente e educare, sustentar, alimentar, criar. O sentido comum é o de instruir e ensinar, o ensino dirige o sentido de incentivar o aprendiz a criar suas próprias regras (GHIRALDELLI JUNIOR, 2006).


A educação é um processo de socialização da cultura, onde constroem-se, mantem-se e transformam-se os valores do conhecimento (RIOS, 2003).


O conhecimento é a informação adquirida através do estudo ou pela vivência da prática que resulta em experiências (FERREIRA, 2001).


O processo educacional é essencial e mediador, com o propósito à prática humana, tem o objetivo de inserir o desenvolvimento no trabalho, na sociedade e na cultura com competências desenvolvidas através de conhecimentos múltiplos que são adquiridos de diferentes formas e em situações concretas (PERROUND, 1999; SEVERINO, 2001).


A partir da resolução n° 205 da Constituição da República Federativa do Brasil, a educação é direito de todos e dever do estado e da família, será promovido e incentivado com a colaboração da sociedade visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (VIEIRA, 2009).



A educação é um direito universal, porém destinada para todos os indivíduos e o foco central da discussão deste estudo será a educação no Brasil e sua convergência com o desenvolvimento da educação em enfermagem.



A historiografia da educação brasileira é dividida através de vários períodos que revelam a evolução do processo educacional.



Os primeiros jesuítas chegaram ao Brasil em março de 1549 junto com a embarcação do governador Tomé de Souza. Quinze dias depois fundaram a primeira escola do Brasil, sob comando do padre Manoel da Nóbrega, as aulas eram ministradas pelo noviço José de Anchieta, marcando o início da educação no Brasil, com o ensino da moral, dos costumes, da religiosidade e também os métodos pedagógicos. Os jesuítas permaneceram como educadores durante duzentos e dez anos, quando foram expulsos por Sebastião José de Carvalho, o Marquês de Pombal (ROMANELLI, 2000).

O período pombalino iniciou em 1760, após a expulsão dos jesuítas, a educação por eles ministrada era contraditória aos interesses comerciais ordenados por Pombal, pois os objetivos dos jesuítas eram servir aos interesses da fé, Pombal tinha como objetivo organizar a educação para servir aos interesses do estado. Portugal logo percebeu que a educação brasileira estava paralisada e era preciso oferecer uma solução, foi então regulamentado o subsídio literário, imposto destinado na época para a manutenção do ensino básico, porém a educação foi reduzida a praticamente nada, havendo mudança somente com a chegada da família real (ROMANELLI, 2000).



No modelo monárquico imperial foi marcado pela vinda da família real. Somente em 1824 é instituída a primeira constituição brasileira, onde era instituído que a educação primária deveria ser gratuita para todos os cidadãos, graças a promulgação da Lei em 1835 surge a primeira escola normal do país em Niterói. Até a proclamação da república em 1889 praticamente nada foi realizado de concreto pela educação brasileira (GHIRALDELLI JUNIOR, 2006).


Durante a primeira república seguiu o modelo político americano, onde o ensino primário era gratuito, a intenção era substituir a domínio literário pela científica, tornando o ensino enciclopédico. Em meados de 1900, a predominância de analfabetos correspondia a 75% da população e somente 12% dos alunos estavam matriculados nas escolas (GHIRALDELLI JUNIOR, 2006).



Com início da segunda república na década de 1920 ocorreu entrada do Brasil no mundo capitalista e nas transações comerciais e marítimas, onde o nosso país investia no mercado interno e na indústria. Essa nova realidade acabou exigindo uma mão-de-obra qualificada e especializada, levando o governo a investir na educação. Em 1930 foi criado o Ministério da Educação que organizava o ensino brasileiro, somente em 1934 foi estabelecido, pela primeira vez, que a educação é direito de todos, sendo ministradas pela família e pelo governo (GHIRALDELLI JUNIOR, 2006).


Em 1937 com período do estado novo foi sancionada uma nova constituição, que enfatizou a preparação dos indivíduos para o mercado de trabalho, porém ocorreu uma distinção, pois o ensino intelectual era destinado para as classes mais favorecidas, e o ensino manual era destinado as classes desfavorecidas. Em 1942 o ensino foi composto por cinco anos do curso primário, e quatro do curso ginasial e três do curso colegial (ARANHA, 2006).


Com a ruptura política da nova república foi marcado pela obrigatoriedade no cumprimento do ensino primário, voltando a ser considerado que a educação é direito de todos. Somente 1961 foi sancionada a lei 4.024 que regulamentava as diretrizes e bases da educação nacional. Esse foi o período mais proveitoso da história da educação brasileira, pois vários educadores deixaram seus nomes por suas realizações (ARANHA, 2006).



O regime militar foi o período onde o principal objetivo era, erradicar o analfabetismo através de um programa nacional. A característica seguida nesse período era tentar oferecer a formação educacional voltada ao profissionalismo, fazendo com que a educação contribuísse decisivamente com o progresso da produção industrial brasileira (LOPES; FARIA FILHO; VEIGA, 2000).


Com a abertura política foi a fase politicamente marcante na história da educação no Brasil, com a criação do Conselho Nacional da Educação, as questões educacionais ficaram menos burocráticas e mais políticas. Desde o descobrimento do nosso país até os dias atuais esse foi o período mais fértil da educação brasileira, pois foram executados o maior número de programas voltados a educação e seguidos até os dias atuais (LOPES; FARIA FILHO; VEIGA, 2000).


1.1 Educação universitária
O princípio da educação universitária é a formação de cidadãos aptos a exercer funções profissionais especializadas por intermédio da educação e do conhecimento (FAVERO, 2000).



A educação universitária sofreu resistências por parte de Portugal, pois a nobreza não achava necessária uma instituição no Brasil, já que era destinada a elite, esses poderiam muito bem seguir a carreira acadêmica nas instituições de ensino superior na Europa (FAVERO, 2000).


No início do século XIX o príncipe regente D. João trouxe sensíveis mudanças no quadro das instituições educacionais, a principal delas foi à criação dos primeiros cursos superiores, onde ofereciam a educação profissional e prática. As principais instituições foram à Academia Real da Marinha e Academia Real Militar que tinham a missão de formar engenheiros civis e preparar a carreira das armas. Os cursos médicos-cirúrgicos da Bahia e do Rio de Janeiro foram as primeiras faculdades de medicina, o objetivo principal desses cursos era atender a formação de médicos para a Marinha e o Exército. Esse tipo de ensino era disponibilizado para a elite, a fim de acelerar o preparo de seus filhos e interligá-los a nobreza (GHIRALDELLI JUNIOR, 2006).


Com o decorrer dos anos, após muitas reformas do ensino superior, ampliaram-se as universidades do nosso País, cresceram tanto em quantidade como em qualidade.



A década de vinte foi marcada por diversas reformas políticas, entre elas a Semana da Arte, e no meio de tantas transformações o Governo Federal criou a primeira universidade situada no Rio de Janeiro. No início da década seguinte foi sancionado o projeto de reforma do ensino superior, abrindo assim as portas para novas instituições como a Universidade São Paulo (SOARES, 2002).

Em meados dos anos 40 inicia-se um novo contexto para a educação superior, onde concedeu as universidades autonomia administrativa, financeira e didática. Nessa mesma época surge no ensino da Universidade do Brasil a Escola de enfermeiras Ana Nery, voltada ao ensino profissional de enfermagem. Com o ritmo acelerado do desenvolvimento industrial nos anos 50 o ensino superior não teve grandes avanços, somente em meados dos anos 60 que foram traçadas diretrizes da reforma universitária com o projeto revolucionário para a modernização do ensino superior, entre essas as principais foram liberdade para criar ou suprir matérias da grade curricular, podendo experimentar novos métodos de ensino, modificar sistemas de egressos e aprovações. (LOPES; FARIA FILHO; VEIGA, 2000).



Com a reforma universitária dos anos 90 são definidas novas diretrizes para o ensino superior brasileiro, onde o corpo docente deveria ter pós-graduação, currículos mínimos contendo a grade das disciplinas e a carga horária para que o cursando tenha uma formação sólida com a superação de desafios do exercício da profissão, levando em consideração as constantes mudanças do mercado de trabalho para que o mesmo torne-se um profissional apto a habilidades e competências (ROLLEMBERG, 2005).



A educação universitária prepara e qualifica as competências necessárias do estudante para ingressar com o seu conhecimento e habilidades técnicas no mercado de trabalho (SEVERINO, 2001).


Atualmente são estabelecidos e seguidos três fundamentos básicos para as universidades, a pesquisa, o ensino e a extensão universitária. As novas tendências são adotadas por diferentes classes sociais que perceberam a importância da educação e do conhecimento para o desenvolvimento sócio-cultural e econômico do País e principalmente para a melhoria da qualidade de vida da população (ROLLEMBERG, 2005).



1.2 A educação no século XXI
O século XXI evidência notáveis progressos científicos, tecnológicos e econômicos, diante desse quadro, os indivíduos que procuram prosperar devem comprometer-se com a educação e compreender as transformações que ditarão as competências exigidas em conhecimentos e habilidades tanto na vida pessoal como para na carreira profissional (FARIA; CASAGRANDE, 2004).



A educação é organizada em quatro aprendizagens fundamentais, que ao longo de toda trajetória de vida serão de alguma maneira os pilares do conhecimento, onde são divididos em aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser (FARIA; CASAGRANDE, 2004).



O aprender a conhecer é aprender a pensar a realidade, o novo, reinventar o futuro. Tem a ver com o prazer da descoberta, da curiosidade, de compreender, construir e reconstruir o conhecimento. O aprender a fazer é saber trabalhar o coletivo, ter iniciativa, gostar de novos desafios, saber comunicar-se, resolver conflitos, ter estabilidade emocional. É a valorização da competência profissional que possibilita o indivíduo a enfrentar novas situações com o trabalho em equipe (DELORS, 2006).


O aprender a viver juntos significa compreender o outro, ter esforço em comum, participar e cooperar em projetos. O aprender a ser está relacionado com o desenvolvimento integral do indivíduo inteligência, sensibilidade, ética, responsabilidade, crítica, criatividade e iniciativa (DELORS et al, 2006).


Os homens buscam a educação, tendo em vista que todo conhecimento está em constante evolução. O verdadeiro e contínuo conhecimento não é uma situação imediata do indivíduo e sim um processo que compõe o desenvolvimento e a maturação, necessários para viver e sobreviver (SEVERINO, 2001).


Com a crescente e rápida produção de conhecimentos de diferentes áreas e das mudanças do mercado de trabalho, é constante a necessidade de formação profissional, resultando em estender ao longo de sua carreira a continua aprendizagem (OLIVEIRA; SANTOS; PRIMI, 2003).


Um dos maiores desafios da atualidade, onde os indivíduos estão em busca de conhecimento está em compreender que a educação trará novas possibilidades de aprendizado e desenvolvimento contínuo (FARIA; CASAGRANDE, 2004).


CAPITULO II – EDUCAÇÃO CONTINUADA
A formação de um profissional seja qual for à área em que atue configura-se, sempre, como um processo contínuo, que deve acompanhar toda a sua trajetória, é indiscutível a necessidade de ações educacionais voltadas para o chamado processo de formação continuada. As mudanças científicas, tecnológicas e administrativas atingem diariamente os indivíduos e instituições de forma gradual e global, esse resultado é um indicador da necessidade de atualização contínua do profissional (BEZERRA, 2003).



A enfermagem seguia modelos organizacionais que surgiu na década de 1940 que focavam principalmente as regras e normas da instituição, que demonstrava poucas expectativas de mudanças, comprometendo a qualidade da assistência oferecida aos clientes, em função de priorizar e manter os resultados em quantidade, além disso, o desenvolvimento dos profissionais era escasso (RIBEIRO, 2003).



Somente após o movimento da segunda guerra mundial a educação continuada começou a fazer parte das funções administrativas, tendo como compromisso de criar oportunidades e desenvolvimento dos profissionais oferecendo treinamento e orientações no local de trabalho (MARQUIS; HUSTON, 2003).


A educação continuada começou a ter importância a partir de 1974, após a Assembléia Mundial de Saúde que constatou a necessidade de desenvolvimento dos profissionais da saúde, onde ganhou um novo contexto institucional, pois as práticas educacionais são desenvolvidas pelos modelos de gestão de pessoas com objetivo de qualificar e promover o profissional (LEÃO, 2008).



Na década de 90 houve o aumento de hospitais a procura de um gerenciamento de qualidade, sendo assim, surgiram novas formas de educação continuada com cursos de aperfeiçoamento, programas de desenvolvimento e treinamentos que reduziram os níveis hierárquicos, otimizando os procedimentos com a implementação do controle de processos (CRUZ, 2005).



O conceito da educação continuada significa a aquisição de conhecimentos abrangentes e integrados que ampliam a aquisição do conhecimento, estimulando o desenvolvimento pessoal e cultural para atingir a capacitação e potencializar o raciocínio profissional. É considerado um processo de qualidade que fortalece e melhora as relações interpessoais e os meios de comunicação incentivando o espírito de equipe com a manutenção ética da conduta profissional dentro da instituição de saúde (BEZERRA, 2003).

A responsabilidade do enfermeiro da educação continuada é contribuir com seu trabalho para a atualização contínua da competência do profissional, onde mobilizam-se todas as ações necessárias com o objetivo de oferecer uma melhor qualidade da mão de obra tanto para o profissional quanto para a instituição e principalmente ao cliente, realizando as ações de forma explícita, crítica, consciente e comprometida conforme as exigências da instituição (RIOS, 2003).


Os principais benefícios da educação continuada não estão voltados somente às instituições, mas também aos profissionais e clientes convergindo em qualidade e excelência na assistência de enfermagem.



Para as instituições os benefícios são uma mão-de-obra capacitada com menor tempo de execução devido as constantes mudanças sócias econômicas e tecnológicas, surgimento de novos procedimentos e equipamentos que alcance as metas e objetivos conforme sua missão e leva a motivação do profissional aumentando a sua produtividade e reduzindo os custos. Ao profissional leva a buscar, adquirir, rever, atualizar e aprimorar seus conhecimentos para seu desenvolvimento profissional conforme as necessidades da instituição e por fim o cliente recebe uma assistência capacitada e um atendimento eficiente (KURGANT et al, 2005).



Para o desenvolvimento de ações ligadas a educação continuada se faz necessária à articulação entre profissionais de diversas áreas de atuação. Envolvidos no processo de planejamento, informação, comunicação e educação para reorientar as práticas de capacitação dos profissionais conforme os problemas apresentados quanto à quantidade e equidade dos serviços (SANTOS; NATAL, 2007).



Em instituições de saúde a educação continuada é um setor fundamental que se preocupa com o profissional para uma melhor qualidade de cuidados prestados através da obtenção rápida de informações, agilizando o atendimento necessário à equipe multiprofissional. Para uma coordenação própria são necessários recursos humanos, recursos materiais, financeiros e físicos de forma adequada e disponível, além disso, a atuação de uma enfermeira exclusiva para que haja sucesso com tomadas de decisões que facilitam as comunicações horizontais com as demais divisões. É imprescindível ainda, que a instituição ofereça as mínimas condições de trabalho aos profissionais envolvidos com a educação continuada desenvolvam suas atividades de maneira eficiente e contínua (DAVIM; TORRES; SANTOS, 1999; ADAMI, 2000).



A educação continuada contempla três etapas fundamentais para o seu desenvolvimento de forma organizada, são o planejamento, tipos de programa e processo de avaliação.


2.1 Planejamento da educação continuada
O planejamento é uma etapa da educação continuada de suma importância para elaboração de programas adequados, onde são determinadas as ações, organizações, natureza e sequência de eventos educacionais após o levantamento das necessidades da equipe de enfermagem.



Os programas de treinamento são definidos como redução de custos, melhora da produtividade com qualidade e satisfação do profissional, atualmente as instituições planejam inúmeros treinamentos e capacitações devido ao mercado competitivo (CASTRO; TAKAHASHI, 2008).


Os principais fatores que devem ser identificados são quem necessita dos programas de desenvolvimento, que tipo de programas são necessários e quando esses programas devem ser desenvolvidos, considerando as prioridades. Os levantamentos de dados são realizados através de entrevista com os profissionais e/ou aplicação de questionário (KURGANT et al, 2005).



2.2 Programas existentes
Os programas da educação continuada são aplicados tanto ao profissional que está sendo admitido como para aqueles que já são efetivos devendo seguir de maneira específica à missão, os valores e as prioridades da instituição, levando em consideração a filosofia de enfermagem da instituição que norteia a essência das atividades que serão desenvolvidas (KURGANT et al, 2005; BEZERRA, 2003).


O programa de orientação inicial é aplicado ao profissional recém admitido, pois capta uma mão-de-obra qualificada, inserido em forma de “integração”2, para que o profissional possa atender as expectativas da instituição. O programa de treinamento é a adaptação e capacitação do profissional em uma determinada área, tendo como objetivo a realização eficiente do seu trabalho. O programa de aperfeiçoamento oferece informações específicas para uma determinada área, através da identificação das potencialidades ou habilidades do profissional (BORK, 2003).


2.3 Processo de avaliação
A avaliação pode ser definida como conjunto de ações sistematizadas, com objetivo de determinar a serventia e o valor das atividades realizadas através dos programas da educação continuada (SUDAN; CORRÊA, 2008).



O processo de avaliação é necessário para a aplicação dos programas da educação continuada que ocorreram com as mudanças nos últimos anos, avaliando a necessidade de renovação contínua, mantendo o olhar crítico e investigador a respeito das diferenças no aprendizado (RUTHES; CUNHA, 2009).


Para a eficácia dos programas de educação continuada são utilizados quatro níveis de avaliação, cada nível tem seu grau de importância.


O nível de reação tem como objetivo verificar se o programa de educação continuada atendeu as expectativas dos profissionais, levando em consideração a satisfação dos clientes oferecendo um importante feedback para a instituição, fornecendo informações sobre a necessidade ou não da melhora nos próximos cursos. O nível de aprendizado avalia a aprendizagem através da aplicação de questionário pré e pós-testes, verificando o conhecimento, habilidade e atitude dos profissionais antes e depois dos programas de educação continuada. O nível de comportamento é mais difícil de mensurar, pois avalia a mudança de atitude de cada profissional, utilizado após a aplicação dos programas de educação continuada, sendo necessárias quatro condições onde o profissional precisa querer mudar, saber como e o que mudar, o clima de ambiente de trabalho deve ser adequado, ser premiado pela mudança. O nível de resultado verifica o resultado final do programa de educação continuada, por meio de indicadores qualitativos e quantitativos do desempenho profissional, trazendo o retorno do investimento (LEÃO, 2008).



O processo avaliativo faz com que profissional forneça informações para melhoria do ensino, favorecendo a reflexão crítica e a expressão de idéias, superando dificuldades, sendo assim, proporciona o crescimento e a evolução profissional através da educação continuada (CASTRO; TAKAHASHI, 2008).



A prática educativa deve ser avaliada pelo profissional de enfermagem com curso superior continuamente, sendo parte essencial do processo educativo e não apenas na fase final das etapas da educação continuada, ou seja, deve acompanhar os resultados após as atividades realizadas (SUDAN; CORREA, 2008).



A avaliação das competências profissionais constitui uma tarefa complexa, especialmente porque prioriza a mensuração dos conhecimentos adquiridos, mas o acompanhamento da progressão das aprendizagens efetivadas, das habilidades construídas e atitudes adquiridas (SOUZA, 2005).



2.4 A importância da educação continuada na enfermagem
Na enfermagem a educação continuada apresenta-se geralmente em forma de ações pontuais (palestras, conferências, oficinas), curso de curta duração (10, 20 ou 30 horas) ou cursos de longa duração (como aperfeiçoamento e especialização), ações de educação à distância (televisão, internet, módulos institucionais impressos), entre outros projetos que reúnem profissionais de várias instituições ou contextualizados numa só instituição (MARIN, 2000).

A coordenação da educação continuada é essencial e deve ser realizada por um enfermeiro exclusivo que mantém contato direto e permanente com os profissionais, sendo responsável pelas orientações e pelo desenvolvimento da equipe de enfermagem oferecendo-lhes condições para que possa alcançar os objetivos da instituição e atender de melhor forma a clientela. O enfermeiro ainda contribui para adequação de conteúdos programáticos, avaliam as mudanças do desempenho dos profissionais e o quanto essas mudanças são decorrentes dos programas de desenvolvimento (MARQUIS; HUSTON, 2003).



As responsabilidades da educação continuada são gerenciar todas as atividades e programas incluindo recursos humanos e materiais; propiciar melhor educação a equipe de enfermagem, mantendo atualizado em relação ao conhecimento e procedimentos; promover atitudes que benecifiem as oportunidades de educação continuada; providenciar orientações escritas que direcione o desenvolvimento e implementação das atividades educativas; manter e desenvolver a competência clínica e ambulatorial; planejar programas que aumentem a extensão e a profundidade dos conhecimentos básicos de enfermagem; as necessidades, o tipo de abrangência da supervisão na prática educacional; aplicar os princípios de educação de adultos na estrutura dos programas; implementar a determinação da necessidade de aprendizado; avaliar os efeitos das atividades educativas; documentar os resultados das tentativas educacionais; assistir os enfermeiros em suas relações com os profissionais e os instrumentos de trabalho, como o cuidado com o cliente e a delegação de tarefas; corresponder à missão e objetivos estabelecidos para o educador na instituição (BEZERRA, 2003, P. 41).



O trabalho da educação continuada desenvolvida de forma competente gera segurança e motivação que estimula o profissional para trabalhar com qualidade, produtividade e maior satisfação, atingindo de forma ampla os objetivos da instituição e oferecendo uma qualificada assistência de enfermagem aos clientes (RIOS, 2003).


A qualidade da assistência de enfermagem se resulta em comportamento positivo e concentrado dos profissionais, cabendo ao profissional de enfermagem uma atitude auto-avaliativa podendo ser necessária uma mudança comportamental. A gestão de qualidade é algo que vem sendo implantado nas instituições de saúde, sendo almejados nos dias atuais com preocupação de realizar de forma padronizada os procedimentos de enfermagem (BARBOSA; MELO, 2008).



A educação continuada é imprescindível para a retroalimentação da prática de enfermagem, onde é efetivado através dos processos para a melhoria da qualidade da assistência de enfermagem e também para o despertar da consciência crítica da equipe de enfermagem (CRUZ, 2005).



CAPITULO III – ENFERMAGEM
A palavra enfermagem é de origem latina composta pelo prefixo em (aproximação e transformação), firm (firmeza, solidez, persistência e fortaleza) e o sufixo agem (resultado da ação), portanto a enfermagem é a arte de cuidar de enfermos (LIMA, 2005).



A enfermagem é uma profissão com práticas de saúde, portanto é uma profissão única, dinâmica, histórica e socialmente determinada que requer uma atualização constante, em função da evolução cientifica e tecnológica (POTTER; PERRY, 2005).



O profissional de enfermagem tem um importante valor a respeito das necessidades básicas do individuo, sendo primordial identificar os problemas, tendo amplos e atualizados conhecimentos e habilidades, pois sem eles sua atuação é muitas vezes prejudicial (VEIGA; CROSSETTI, 2000).



Segundo Wanda de Aguiar Horta (1979) a enfermagem é a ciência e a arte de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas, de torna-lo independente desta assistência através da educação; de recuperar, manter e promover sua saúde, contando para isso com a colaboração de outros grupos profissionais.


Na prática de enfermagem, o enfermeiro é um educador comprometido com a educação, pois sua competência envolve ações na área social, no ensino, na pesquisa e na administração das responsabilidades legais e morais, perante a equipe de enfermagem. Permite ainda administrar a assistência integral que integra o planejamento, a execução e a avaliação dos cuidados de enfermagem (SOUZA; CERIBELLI, 2004).



3.1 História da Enfermagem
A enfermagem não possui relatos como uma profissão na Antiguidade, as atividades eram realizadas de forma simples e sem especialização, pois resumia apenas em atender as necessidades físicas dos doentes, ministrar medicamentos, cuidar da higiene e realizar curativos, eram executadas conforme as ordens da Igreja Católica (OGUISSO; SCHMIDT, 2007).


O grande nome da história da enfermagem é Florence Nightingale, nascida em 12 de maio de 1820, era uma jovem de família nobre e por ter grande ligação com o trabalho social, foi voluntária na guerra da Crimeia. Foi revolucionária quebrando as regras da época em busca de melhor qualidade da assistência prestada aos soldados através de um ambiente propício aos enfermos. Sem cessar percorreu as enfermarias para atender aos feridos em qualquer hora do dia ou da noite. Florence sempre utilizava uma lâmpada nas madrugadas escuras, em função disso ficou conhecida como a dama da lâmpada. Com o fim da guerra dedicou-se ao ensino motivando a prática da enfermagem, e em 13 de agosto de 1910 faleceu aos 90 anos (CRUZ, 2005).



As primeiras assistências de enfermagem registradas referem-se a prática em domicílio, realizadas por mulheres de classe social elevada, que eram conhecidas como visitadoras. As enfermeiras visitadoras eram enviadas às residências dos indivíduos pobres para ensinar-lhes um estilo de vida mais saudável com os conceitos de doença, higiene pessoal, responsabilidade individual pela própria saúde e métodos de tratamento, porém os procedimentos eram realizados de forma leiga (RIZZOTTO, 1999).



Somente após a Revolução Industrial que a enfermagem foi considerada uma profissão em conjunto com o progresso da ciência, onde a enfermagem passou a seguir os preceitos Florence Nightingale. As mudanças ocorridas com a evolução constataram que o treinamento de enfermeiras era importante tanto quanto qualquer outra forma de ensino. As escolas de treinamento tinham parcerias com os hospitais e mantinham sua independência financeira e administrativa, as enfermeiras profissionais deveriam ser responsáveis pelo ensino aos estudantes (CRUZ, 2005).



E neste aspecto histórico que podemos observar a ligação explicita da educação continuada e a assistência domiciliária no ramo da enfermagem.

Já no Brasil a prática da enfermagem no século XVI era doméstica e baseada somente na prática intensiva, mais uma vez quem destacou-se foi o padre José de Anchieta, pois o mesmo não limitou-se somente ao ensino científico e religioso, ele foi além oferecendo sua ajuda as necessidades da população exercendo o papel da enfermagem, outra pessoa que destacou-se foi o Frei Fabiano de Cristo que durante 40 anos dedicou-se as atividades de enfermagem na cidade de Santo Antônio do Rio de Janeiro (OGUISSO, 2005).



Na enfermagem brasileira raros nomes destacaram-se, porém Ana Justina Neri nascida em 13 de dezembro de 1814 na Bahia, foi voluntária nos campos de batalha na guerra do Paraguai em prol dos brasileiros, foi reconhecida como a primeira enfermeira das armadas brasileiras, improvisou hospitais e não media esforços para atender aos necessitados. Após cinco anos retornou ao Brasil onde foi acolhida com carinho e louvor e recebeu o título de mãe dos brasileiros pela sua dedicação em cuidar dos soldados do exército brasileiro e assim como Florence Nightingale rompeu com as normas da época onde as mulheres eram criadas para serem esposas e mães (FONTINELE JUNIOR, 2007).



A primeira tentativa de profissionalização ocorreu em 1890, com a fundação da Escola Alfredo Pinto, onde preparava os estudantes para execer as profissões nos hospícios e hospitais civis e militares, com cursos de dois anos somente. A enfermagem no Brasil teve início em 1894, com a fundação do hospital Samaritano em São Paulo, sendo os serviços de enfermagem realizados pelas enfermeiras estrangeiras e inglesas. No ano de 1896 o hospital começa a receber alunas em regime de internato, onde entravam como praticantes, morava no hospital e ficava sob supervisão da matron . A partir de 1908 surgem as primeiras enfermeiras formadas no curso de enfermagem brasileira. O grande passo da enfermagem ocorreu com a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, em 1922, tendo como parceiro a Fundação Rockfeller, dos Estados Unidos, um ano depois a escola passou a chamar Escola de enfermeiras Ana Neri, seguindo os preceitos do modelo nightingaleano. Somente a partir de 1949 a prática da enfermagem é considerada uma profissão, através do ensino em escolas de enfermagem de nível superior e em 1961 é implantado definitivamente o nível superior para a formação de enfermeiros. (RIZZOTTO, 1999).



A enfermagem sofreu significativas mudanças em sua prática e finalidade ao evoluir somente do cuidado em si para uma atividade institucionalizada e destinada à recuperação, reabilitação e cura do cliente (BEZERRA, 2003).



3.2 Competências do Enfermeiro
A assistência de enfermagem envolve atividades que variam desde aquelas consideradas extremamente simples até as mais complexas, exigindo profissionais com diferentes conhecimentos para a sua execução.



A Lei que dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem é a de nº 7.498 de 25 junho de 1986, regulamentada pelo Decreto 94.406 de 08 de junho de 1987. Esta Lei define as categorias que pertencem a enfermagem, bem como as atribuições que lhes competem (PINTO, 1986).



Dessa forma, no uso de suas atribuições legais e regimentais, dentre outras considerações, resolve no artigo nº 11 que o enfermeiro exerce todas as atividades de enfermagem, cabendo-lhe privativamente a direção do órgão de enfermagem integrante da estrutura básica da instituição de saúde, pública e privada, e chefia de serviço e de unidade de enfermagem; a organização e direção dos serviços de enfermagem e suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços; planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação da assistência de enfermagem; consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre a matéria de enfermagem; consulta de enfermagem; prescrição da assistência de enfermagem; cuidados diretos de enfermagem a clientes graves com risco de vida; cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exija conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas. Ainda no artigo nº 11 no inciso II como integrante da equipe de saúde o enfermeiro é o responsável direto ao ensino através da educação visando à melhoria da saúde da população (FONTINELE JUNIOR, 2007).



Ainda na Resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) -311, os enfermeiros devem desempenhar suas funções conforme o Código de Ética que está organizado por assuntos e inclui princípios, direitos, responsabilidades, deveres e proibições pertinentes à conduta ética dos profissionais de enfermagem, levando em consideração a necessidade e o direito de assistência em enfermagem da população, os interesses do profissional e de sua organização. O profissional de enfermagem deve respeitar a vida, a dignidade e os direitos humanos em todas as suas dimensões, exercendo suas atividades com competência para a promoção do ser humano na sua integralidade de acordo com os princípios da ética e da bioetica (BAIS, 2007).



O enfermeiro é o principal responsável pela sua equipe de enfermagem, onde deve assumir o processo assistencial integral tornando como objetivo principal o cuidar do cliente (VILLAS BOAS; ARAUJO; TIMÓTEO, 2007).


É a essencial para promover a assistência de enfermagem com qualidade ao individuo, fundamentando seus conhecimentos técnicos com autonomia, tomando decisões para suas ações, realizando o elo de ligação entre o cliente e a equipe multiprofissional (LORE, 2006).



A convergência entre a historiografia e a educação continuada da enfermagem dialoga com o processo de desenvolvimento de uma prática de assistência que relembra os primórdios da atuação da enfermeira visitadora e construção de um modelo assistencial de enfermagem domiciliária.



CAPITULO IV – HOME CARE (ASSISTÊNCIA DOMICILIÁRIA)
A expressão home care é de origem inglesa, onde home significa lar e care traduz-se como cuidados, portanto o significado literalmente é cuidados no lar (BELLEHUMEUR et al, 2007).


Define-se por enfermagem em home care a prestação de serviços de saúde ao cliente, família e grupos sociais em domicílio, esta modalidade assistencial exprime a autonomia e o caráter liberal do enfermeiro (TEIXEIRA, 2001).



A assistência domiciliária necessita de profissionais preparados para cada tipo de assistência e funções assumidas (PUSCHEL; IDE, 2007).



O profissional da assistência domiciliária necessita desenvolver habilidade e maturidade profissional para atender a demanda de clientes pré-estabelecidas. Necessita ainda sentir-se valorizado e competente em suas tarefas e responder ao objetivo da satisfação profissional e social (SOUZA; CERIBELLI, 2004).



O enfermeiro da assistência domiciliária deve ter a competência técnica e cientifica, possuir um bom relacionamento interpessoal, postura, educação, desenvolver o autoconhecimento, buscar a atualização constante dos planos de cuidados, devendo ser criativo e respeitando a diversidade cultural do cliente e sua família (CARRARO; WESTPHALEN, 2001).


Conforme a Resolução da Diretoria Colegiada nº 11/2006, dispõe o regulamento técnico de funcionamento de serviços que prestam atenção domiciliar nas modalidades de assistência ou internação domiciliar no Brasil (MELLO, 2006).



A equipe de enfermagem da assistência domiciliária deve ter a visão que a residência é um ambiente determinado pelo cliente e sua família, que reflete o estilo próprio de vida, suas condições socioeconômicas e suas preferências pessoais e culturais. A enfermagem neste espaço deve ter como principais objetivos o profissionalismo, a percepção e a atuação, que exigem um aporte pessoal e de formação técnica (CARRARO; WESTPHALEN, 2001).


O espaço domiciliar é dinâmico e requer uma equipe interdisciplinar capacitada, nesse aspecto de relações intimas em um lugar de vínculo que a enfermagem deve realizar os cuidados e fazer a diferença (BELLEHUMEUR et al, 2007).

São várias as vantagens da assistência domiciliária que proporcionam aos clientes uma assistência humanizada, redução de reinternações, tempo de permanência em hospitais, cria vínculo com sua família e a satisfação de ter seu tratamento realizado na sua própria residência (FABRICIO et al, 2004; SANTOS, 2005).


4.1 História da assistência domiciliária
A assistência domiciliária teve seu início nos EUA no ano de 1796, praticado pela primeira vez na região de "Boston Dispensary", nos EUA, em um momento da história na qual eram prestados serviços aos pobres e enfermos, dando-lhes a dignidade de serem tratados em seus lares ao invés de hospitalizá-los (BELLEHUMEUR et al, 2007).



Os profissionais de enfermagem procuravam prestar os cuidados necessários, muitas vezes, sob condições precárias de trabalho, devido ao nível de pobreza da época. Foi um momento dominado por doenças infecto-contagiosas e por altas taxas de mortalidade, mas em uma época de grandes avanços na área da ciência, da medicina e da saúde pública. No Brasil teve início no século XX, voltado para o setor privado onde envolve a presença continua de profissionais no domicílio, uso de equipamentos e materiais, reduzindo os custos (SCHWONKE; et al, 2008). O Conselho Federal de Enfermagem aprova a Resolução número 270/2002, define a regulamentação para as empresas que prestam serviços de Enfermagem Domiciliar Home Care, onde deve ser dirigida exclusivamente pelo enfermeiro. Ainda no inciso II toda a empresa de enfermagem domiciliar é obrigada ter em seus quadros um enfermeiro responsável por turno e um enfermeiro responsável técnico pela coordenação das atividades de enfermagem (TEIXEIRA, 2002).



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) através da Consulta Pública número 81/2003, considera a necessidade de propor os requisitos mínimos de segurança para o funcionamento de serviços de assistência domiciliária nas modalidades de atendimento e internação domiciliária relacionada com a prática da assistência domiciliária no Brasil, onde essas empresas obtenham o número de Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES), exigindo que as fontes pagadoras contratem somente empresas que tenham feito o cadastro (HENRIQUES, 2003).



4.2 Modalidades de atendimento
No Brasil a assistência domiciliária é dividida em visitas domiciliárias, assistência domiciliária e internação domiciliária, voltada ao setor privado (DAL BEN; SOUSA, 2004).



A visita domiciliária é assistência realizada na residência do cliente com o objetivo de avaliar as condições do doente e sua família, o ambiente que vai ser tratado, determinando um plano assistencial designado a sua recuperação e habilitação, buscando o auto cuidado e a sua independência (SANTOS, 2005).



A assistência domiciliária é o grupo de ações que devem ser promovidas pela equipe multiprofissional voltada a atender o cliente na sua residência. O plano assistencial depende do estado clínico do cliente (SANTOS, 2005).



A internação domiciliária é um conjunto de atividades prestadas no domicílio, assegurando um atendimento eficaz mesmo após sua estabilização clínica é necessários cuidados especializados e profissionais habilitados 24 horas ao lado do cliente, enfatizando a proximidade com a família (SCHWONKE; et al, 2008).


Para obter uma classificação específica do tipo de atendimento é necessário realizar a elegibilidade que consiste em definir o grau de dependência do cliente. Os critérios para elegibilidade devem incluir a idade, o tipo de doença, estágio da doença, nível de complexidade e condições econômicas (DAL BEN; GAIDZINSKI, 2007).


O nível de complexidade é um dos critérios que devem ser focados para uma melhor elegibilidade, e são divididas em baixa complexidade, média complexidade e alta complexidade.


A baixa complexidade consiste na caracterização da investigação do processo saúde doença e o cliente necessita de procedimentos relacionados a prevenção, promoção e manutenção do estilo de vida saudável. A média complexidade não é definida por uma doença em curso, porém o cliente necessita de procedimentos que visem a deliberação do dano, invalidez e reabilitação com retorno ao seu estado de vida. A alta complexidade o cliente apresenta uma doença em curso, onde o atendimento deve ser realizado por uma equipe multiprofissional com internação domiciliar (TEIXEIRA, 2001).


A Resolução do Cofen nº 189/1996 estabelece parâmetros para dimensionamento do quadro de profissionais de enfermagem nas instituições de saúde, onde estabelece o qualiquantitativo mínimo dos diferentes níveis de formação dos profissionais de enfermagem para dar cobertura assistencial, porém não esta inclusa base para o cálculo da assistência domiciliária, deixando essa competência para o bom senso e prudência administrativa do enfermeiro responsável da instituição (OGUISSO; SCHMIDT, 2007).



4.3 A Educação Continuada aplicada na assistência domiciliária
Na enfermagem observa-se a necessidade de educar os profissionais de saúde para oferecer uma assistência adequada e capacitada aos clientes e contribuir com uma mão-de-obra especializada que mantenha um baixo custo para atender os objetivos da instituição (BEZERRA, 2003).



A grande preocupação na assistência domiciliária e de se levar para esse ambiente a assistência institucional, pois há algumas diferenças nos cuidados, um ponto diferenciado e a falta de programas de educação continuada. O profissional para esse tipo de assistência deve fazer a previsão e provisão do material e o controle do trabalho, além disso, o profissional deve estar capacitado para atender as necessidades de cada cliente, identificando o momento único e especial do cliente e da sua família (PUSCHEL; et al, 2006).



Para obter sucesso no funcionamento da assistência domiciliária é de suma importância e necessidade que os profissionais sejam em qualidade e quantidade adequada que exista um efetivo programa de educação continuada com o objetivo de manter o profissional atualizado com conhecimentos, competências e desenvolvimentos de habilidades para analisar os problemas e adequar-se no trabalho em equipe (SOUZA; CERIBELLI, 2004).



Ainda conforme a Resolução do Cofen nº 267/2001 define a função educativa do enfermeiro em conceder e promover processos construtivos, que visem a melhoria da qualidade do cliente, família e/ou grupo social em domicílio; participar e desenvolver com a equipe multiprofissional processos educativos, que visem o aprimoramento e desenvolvimento técnico científico da enfermagem domicílio-home care; atuar na formação, preparo e qualificação de pessoal de enfermagem na especialidade de enfermagem domicílio-home care (TEIXEIRA, 2001)

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo identificou os benefícios e as dificuldades da educação continuada nas três esferas, profissional, instituição e cliente na assistência domiciliária.


A educação continuada é um instrumento de suma importância para a excelência da assistência domiciliária, os benefícios apresentados são uma mão de obra capacitada, menor tempo de execução, aumento da produtividade e redução de custo para a instituição, ao profissional leva a buscar, adquirir, rever, atualizar e aprimorar seus conhecimentos para seu desenvolvimento profissional conforme as necessidades da instituição e por fim o cliente recebe uma assistência capacitada e um atendimento eficiente.



É imprescindível a elaboração de mecanismos estratégicos que incentive a participação dos profissionais envolvidos com a educação continuada, fazendo com que os mesmos desenvolvam suas atividades de maneira eficiente, planejada e contínua, através de programas de qualidade da educação continuada com atividades sistematizadas visando os recursos e o processo assistencial que permite assegurar uma assistência de qualidade elevada. Os objetivos desse programa são identificar oportunamente problemas atuais e potenciais; analisar esses problemas propondo ações concretas e factíveis para a correção e prevenção; realizar as ações propostas para verificar se os resultados e avaliar a própria estratégia de garantia de qualidade.



Durante toda essa jornada foi difícil a obtenção de estudos científicos brasileiros referentes a esse tema. Frente a essa escassez e com intenção de contribuir um pouco mais com os estudos, me propus a iniciar esse trabalho e acredito na importância da sua continuidade que converterá para uma futura análise temática que poderá criar um programa de qualidade em educação continuada na assistência domiciliária, contendo um alto grau de competência profissional, atendimento excelente aos clientes e um efeito favorável a saúde.



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Elcio Tamagawa

por Elcio Tamagawa

Pos graduado em docência do ensino superior e tecnicos para enfermeiros. Atuando como Docente há mais de 2 anos no nivel técnico de enfermagem. Atuando como enfermeiro assistencial no ramo Hospitalar.

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