Doenças Infecciosas do Coração

Doenças do coração são graves
Doenças do coração são graves

Enfermagem

29/05/2012

Várias são as doenças infecciosas do Coração. Entre elas destaque para:

Endocardite reumática
A febre reumática é uma doença inflamatória aguda e recorrente, que tipicamente surge dentro de uma a cinco semanas após infecção por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A (geralmente faringite).

O tratamento imediato da faringite com antibióticos pode evitar o desenvolvimento da febre reumática. Ocorre principalmente em crianças (de cinco a 15 anos de idade), porém os adultos também podem sofrer o primeiro ataque.

As evidências sugerem, em sua maioria, que a doença é secundária a anticorpos antiestreptocócicos do hospedeiro, que exibem reatividade cruzada com antígenos cardíacos.

O comprometimento cardíaco e as lesões articulares da endocardite reumática não são infecciosos pelo fato de que esses tecidos não são invadidos e lesionados diretamente por organismos destrutivos; ao contrário, representam um fenômeno ou reação de sensibilidade que ocorre em resposta aos estreptococos hemolíticos.

Os leucócitos acumulam-se nos tecidos afetados e formam nódulos, os quais, mais adiante, são substituídos por tecido cicatricial. É certo que o miocárdio estará envolvido nesse processo inflamatório; a miocardite reumática desenvolve-se, o que enfraquece temporariamente a força contrátil do coração.

O pericárdio também é afetado, e a pericardite reumática ocorre durante a doença aguda. Essas complicações miocárdicas e pericárdicas geralmente ocorrem sem sequelas graves. No entanto, a endocardite reumática resulta em efeitos colaterais permanentes e, com frequência, incapacitantes. Endocardite infecciosa
A endocardite infecciosa aguda é causada por micro-organismos altamente virulentos (por exemplo, Staphylococos aureus), que frequentemente se instalam em uma valva previamente normal, produzindo infecção invasiva, ulcerativa e necrosante.

A endocardite infecciosa é mais comum nas pessoas idosas, provavelmente por causa da resposta imunológica diminuída à infecção e das alterações metabólicas associadas ao envelhecimento. 

A endocardite infecciosa é mais comumente causada por invasão direta do endocárdio por um micróbio (estreptococos, enterococos, pneumococos, estafilococos).
Em geral, a infecção causa a deformidade dos folhetos valvulares, mas ela pode afetar outras estruturas cardíacas como as cordas tendíneas.

Os pacientes em risco mais elevado para a endocardite infecciosa são aqueles com próteses valvulares cardíacas, uma história de endocardite, malformações congênitas cianóticas complexas e shunts sistêmicos ou pulmonares ou condutos que foram construídos por meios cirúrgicos.

A endocardite adquirida em hospital ocorre mais frequentemente em pacientes com doença debilitante, naqueles com cateteres de demora e naqueles que recebem terapia intravenosa ou com antibiótico por longo tempo.

Miocardite
A miocardite é um processo inflamatório que envolve o miocárdio. A miocardite pode causar dilatação cardíaca, trombos na parede cardíaca, infiltração das células sanguíneas circulantes, ao redor dos vasos coronários e entre as fibras musculares.

Em geral, a miocardite resulta de uma infecção viral, bacteriana, micótica, parasitária, por protozoário ou por espiroquetas. Elas também podem ocorrer em pacientes depois de infecções sistêmicas agudas, como a febre reumática, naqueles que recebem terapia imunossupressora ou naqueles com endocardite infecciosa. A miocardite pode resultar de uma reação alérgica aos agentes farmacológicos usados no tratamento de outras doenças. Ela pode começar em uma pequena área e, depois, espalhar-se por todo o miocárdio.

O grau de envolvimento miocárdio determina o grau de efeito hemodinâmico e os sinais e sintomas resultantes.

Pericardite

Pericardite refere-se a uma inflamação do pericárdio, o saco membranoso que envolve o coração. É habitualmente secundária a distúrbios que afetam o coração ou estruturas mediastínicas adjacentes ou, com menos frequência, anormalidades sistêmicas.

A pericardite aguda é mais frequente de origem viral. Além disso, podem ocorrer reações crônicas (com tuberculose e fungos), e a cicatrização pode resultar em aderências que provocam lesão. A incidência da pericardite varia com a etiologia.

A pericardite pode levar a um acúmulo de líquido no saco pericárdio (derrame pericárdio) e pressão aumentada sobre o coração, levando ao tamponamento cardíaco.
Episódios frequentes ou prolongados de pericardite também podem levar ao espessamento e à elasticidade diminuída, que restringem a capacidade do coração para encher-se adequadamente com o sangue (pericardite constritiva).

O pericárdio pode ficar calcificado, restringindo ainda mais a expansão ventricular durante o enchimento ventricular (diástole). Com menor enchimento, os ventrículos bombeiam menos sangue, levando ao débito cardíaco diminuído e sinais e sintomas de insuficiência cardíaca.

O enchimento diastólico restringido pode resultar em pressão venosa sistêmica aumentada, causando edema periférico e insuficiência hepática.

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