Distúrbios Hepáticos

Causa mais comum da lesão parenquimatosa: desnutrição
Causa mais comum da lesão parenquimatosa: desnutrição

Enfermagem

28/05/2012

A disfunção hepática resulta do comprometimento das células parenquimatosas do fígado, quer diretamente, por doenças hepáticas primárias, quer indiretamente, por obstrução do fluxo biliar ou distúrbios da circulação hepática. A disfunção hepática pode ser aguda ou crônica; a disfunção crônica é muito mais comum que a aguda.

Os processos patológicos que levam à disfunção hepatocelular podem ser causados por agentes infecciosos, como bactérias e vírus, bem como por anóxia, distúrbios metabólicos, toxinas e medicamentos, deficiências nutricionais e estados de hipersensibilidade.

A causa mais comum da lesão parenquimatosa é a desnutrição, principalmente aquela relacionada com o alcoolismo. As consequências da doença hepática são numerosas e variadas. Seus efeitos finais são, com frequência, incapacitantes, ou exibem risco de vida, sendo sua presença um sinal de mau prognóstico. Com frequência, o tratamento é difícil.

ICTERÍCIA
Quando a concentração de bilirrubina no sangue está anormalmente elevada, todos os tecidos do corpo, inclusive as escleras e a pele, tornam-se amareladas ou esverdeadas, uma condição chamada de icterícia.

A icterícia fica clinicamente evidente quando o nível sérico de bilirrubina supera 2,5 mg/dl (43 fmol/l). Os níveis séricos aumentados de bilirrubina e a icterícia podem resultar do comprometimento da capacitação hepática, da conjugação da bilirrubina ou da excreção da bilirrubina no sistema biliar.

Há vários tipos de icterícias: hemolítica, hepatocelular ou a icterícia decorrente da hiperbilirrubinemia hereditária. As icterícias hepatocelular e obstrutiva são os dois tipos comumente associados à doença hepática. Hiperbilirrubinemia Hereditária
Os níveis séricos aumentados de bilirrubina (hiperbilirrubinemia) decorrentes de vários distúrbios herdados também podem produzir icterícia. A síndrome de Gilbert é um distúrbio caracterizado por um nível aumentado de bilirrubina não conjugada que gera a icterícia.

Embora os níveis séricos de bilirrubina estejam aumentados, a histologia do fígado e os resultados das provas de função hepática estão normais, e não há hemólise. Essa síndrome afeta 2 a 5% da população.

Outras condições que são provavelmente causadas por erros inatos do metabolismo biliar incluem a síndrome de Dubin-Johnson (icterícia idiopática crônica, com pigmento no fígado) e a síndrome de Rotor (hiperbilirrubinemia conjugada crônica sem pigmento no fígado); icterícia colestática “benigna” da gravidez, com retenção de bilirrubina conjugada, provavelmente secundária à sensibilidade incomum aos hormônios da gravidez; e, provavelmente, também a colestase intra-hepática recorrente benigna.

Hepatite Viral
A hepatite viral é uma infecção viral sistêmica, na qual a necrose e a inflamação das células hepáticas produzem um agrupamento característico de alterações clínicas, bioquímicas e celulares.

Até o momento, foram identificados cinco tipos definitivos de hepatite viral: hepatites A, B, C, D e E. As hepatites A e E são similares na modalidade de transmissão (via fecal-oral), enquanto as hepatites B, C e D compartilham muitas características.

A incidência crescente da hepatite viral é uma preocupação de saúde pública. A doença é importante porque é fácil de transmitir, apresenta alta morbidade e causa o absenteísmo prolongado da escola ou do emprego. CIRROSE HEPÁTICA
A cirrose é uma doença crônica caracterizada pela substituição do tecido hepático normal por fibrose difusa, a qual rompe com a estrutura e função do fígado. Existem três tipos de cirros e ou cicatrização do fígado:

Cirrose alcoólica, na qual o tecido cicatricial circunda caracteristicamente as áreas porta. Isso se deve com maior frequência ao alcoolismo crônico e é o tipo mais comum de cirrose.

Cirrose pós-necrótica, em que existem faixas largas de tecido cicatricial como consequência tardia de um surto prévio de hepatite viral aguda. Cirrose biliar, em que a cicatrização acontece no fígado ao redor dos dutos biliares. Em geral, esse tipo é o resultado da obstrução biliar crônica e da infecção (colangite); é muito menos comum que os dois outros tipos.

A parte do fígado principalmente afetada na cirrose são os espaços porta e periporta, onde os canalículos biliares de cada lóbulo comunicam-se para formar os dutos biliares hepáticos.

Essas áreas transformam-se nos sítios de inflamação, e os dutos biliares são ocluídos pela bile espessada e pus. O fígado tenta formar novos canais biliares, existindo um crescimento excessivo de tecido constituído em grande parte de dutos biliares recentemente formados e desconectados, circundados pelo tecido cicatricial.

As manifestações clínicas compreendem a icterícia intermitente e a febre. A princípio, o fígado está aumentado, endurecido e irregular, porém, mais adiante, ele se atrofia.

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