Embriologia da Mama

Na gestação a mama aumenta consideravelmente de tamanho
Na gestação a mama aumenta consideravelmente de tamanho

Medicina

29/11/2012

As mamas são órgãos pares, situados na parede anterior do tórax. São estruturas complexas, consideradas anexos cutâneos. Externamente, cada mama, na sua região central, apresenta uma aréola e uma papila. Na papila mamária exteriorizam-se 15 a 20 orifícios ductais, que correspondem às vias de drenagem das unidades funcionantes, que são os lobos mamários. A função fisiológica principal das mamas é a produção do leite para a amamentação, porém desempenham papel relevante na sensualidade feminina, embelezam a silhueta do corpo feminino e desempenham também função erógena.

A formação das mamas, no desenvolvimento embrionário, se dá por volta da 6 semana gestacional. São apenas pequenas estruturas chamadas de crista mamária; Estas formam espessamentos maciços na epiderme, chamados de brotos mamários – ectoderme.
A partir do broto mamário primário, temos a formação de brotos mamários secundários, que dão origem aos ductos lactíferos e seus prolongamentos até formarem de 15 a 20 ductos. Isso ocorre por estímulos hormonais que chegam até o embrião pela circulação fetal. Depois vão se formando junto a outras estruturas do corpo do embrião, o tecido conjuntivo, formado pela ectoderme; o tecido adiposo, formado pela mesoderme.

Antes do nascimento a epiderme da glândula mamária forma uma depressão chamada fosseta mamária; por esta razão nos recém-nascidos as papilas mamárias são deprimidas e poucas desenvolvidas.

Após a fase gestacional e o nascimento o recém-nascido tem uma evolução dos mamilos a partir da fosseta mamária – é como se elas brotassem. Isto acontece por causa do desenvolvimento do tecido conjuntivo envolta a sua aréola. São estruturas planas que pesam em média uma grama, alguns dias após o nascimento. Geralmente as mamas se tornam edemaciadas e possuem ductos lactíferos. Pode ocorre a secreção de um fluido em pequena quantidade e sem gordura chamado de “leite de bruxa” pela mama do recém-nascido até duas semanas após o nascimento; isso ocorre pela influência de hormônios. Esses tipos de mama com ductos e sem seios lactíferos permanecem presentes na puberdade quando sofreram a ação de outros hormônios.

Na puberdade, nas mulheres, pelo desenvolvimento ovariano ocorre a produção de hormônios – estrógenos – que estimulam o desenvolvimento da glândula mamária e seus ductos. Nesta fase ocorre a reserva de tecido adiposo e um aumento do tecido fibroso.

Durante esta fase outros hormônios auxiliam no desenvolvimento da mama: progestógenos, prolactina, corticoides e GH também influenciam.


Quando a mulher entra no seu ciclo menstrual ocorre algumas variações na estrutura da glândula mamária, como o aumento quantidade de ductos e das estruturas secretoras da mama-estímulos da ovulação(estrógeno). Há também um aumento do tecido adiposo e da porção hídrica do tecido fibroso, melhorando sua lubrificação. Por esta razão na fase pré-menstrual ocorre um aumento do volume das mamas.

Na gestação a mama aumenta consideravelmente de tamanho. Nesse período as glândulas passam por um crescimento porque ocorrem ramificações dos ductos lactíferos, lóbulos e alvéolos. Ocorre ainda à produção dos elementos secretores, o tecido fibroso e adiposo diminui para dar espaço a esses elementos. Aumenta também a quantidade de plasmócitos, imunidade passiva para o recém-nascido. Esse crescimento é ditado pela ação de vários hormônios produzidos nesta fase-estrógeno, progestógenos, mamatrófico placentário, tiroxina e somatotrófio.

Geralmente depois do quarto dia após o parto ocorre a produção do leite sob a ação do hormônio para essa produção, como o manuseio da mama, o choro do recém-nascido e a amamentação propriamente dita. Antes que isso ocorra, é liberado o colostro, líquido pré-lactio que contém proteína, vitamina A, sódio, cloreto, linfócitos e monócitos (células de defesa), minerais, lactoalbumina e anticorpos produzidos pelos plasmócitos – IgA secretora – para compor a defesa do organismo do recém-nascido. Quando diminui a produção do estrógeno e dos progestógenos, a prolactina é produzida e secretada pela glândula hipófise, localizada sobre a sela torcera do osso esfenoide, que ativa a secreção do leite para substituir o colostro. O leite é liberado para a sucção pelo recém-nascido pelo hormônio ocitosina, que estimula as células mioepiteliais que envolvem os ductos alveolares da mama.

Esta estimulação provoca uma contração desses tecidos, fazendo com que o leite seja empurrado do alvéolo mamário para o ducto, e depois do ducto até o seio lactífero ou ampola, passando para as aberturas dos ductos lactíferos encontrados, desembocando no mamilo ou papila mamária. O efeito da estimulação que a sucção realiza na amamentação é um aumento na produção da prolactina que produzirá mais leite, e assim ocorre a sequência da lactação por meses.

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