Doença Venérea - HPV

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Medicina

30/03/2012

A doença venérea – HPV, na verdade, deve ser tratada por doença sexualmente transmissível, pois a possibilidade de contaminação não ocorre somente pelo contato sexual (venéreo). A transmissão ocorre por contato direto com a pele infectada, e apesar de raro, estudos demonstram a presença dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. Ainda assim, o contágio é basicamente sexual (INCA, 2012).

O agente causador da doença venérea - HPV é um vírus, da família papovaviridae, chamado de Papiloma Vírus Humano.

Existem mais de 200 subtipos de vírus da doença venérea HPV, porém, os mais prevalentes são os definidos com o número 16 e 18 (INCA, 2012). O tipo de HPV 16, de alto risco oncológico, foi considerado pela IARC (Internacional Agency for Research on Cancer) como definitivamente carcinogênico para a raça humana (ELEOTÉRIO JR. et. al., RAMA, et. al., 2006).

O HPV é o causador do condiloma acuminado (do grego kondilus = tumor redondo e do latim acuminare = tornar pontudo) (PEREZ et al., 2000, apud CASTRO. & BUSSOLOTI FILHO, 2006), também chamado de “crista de galo”, que são verrugas comuns na região genital (INCA, 2012). O maior problema, contudo, não são as verrugas, mas o efeito sobre o colo de útero, representando o fator de risco mais importante no aparecimento de câncer de colo de útero (RAMA et. al., 2006).

Estima-se que 15% a 40% da população mundial apresenta ou já tenha apresentado infecção cervical pelo HPV, representando, assim, a doença sexualmente transmissível isolada mais frequente do mundo, colaborando para isso o fato das lesões subclínicas não apresentam nenhum sintoma. Estudos no mundo comprovam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas, podendo progredir para o câncer do colo do útero caso não sejam tratadas precocemente (INCA 2012, CASTRO. & BUSSOLOTI FILHO, 2006).

Dessa maneira, as formas de apresentação da doença venérea – HPV são clínicas (lesões exofíticas ou verrugas) e subclínicas (sem lesão aparente). A maioria, contudo, é assintomática ou inaparente e de caráter transitório.

As infecções persistentes, no entanto, são encontradas em 5% a 10% das mulheres com 35 anos ou mais, associando-se com aumento do risco de progressão neoplásica. Tratamento:
Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser, cirúrgico). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.

Referências
CASTRO, T. P. P. G. & BUSSOLOTI FILHO, I. Prevalência do papilomavírus humano (HPV) na cavidade oral e na orofaringe. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. 2006, vol.72, n.2, pp. 272-282.
ELEUTÉRIO JUNIOR, J.; GIRALDO, P.C; CAVALCANTE, D. I. M.; GONÇALVES, A. K.; ELEUTÉRIO, R, M, N. Associação entre a carga viral de HPV de alto risco, expressão de p16INK4a e lesões intra-epiteliais escamosas do colo uterino. Rev. Assoc. Med. Bras. [online]. 2007, vol.53, n.6, pp. 530-534.
INSTITUTO NACIONAL DE CANCER – INCA. HPV - Perguntas e Respostas mais frequentes. Disponível em: <http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=327>. Acesso em: 29 mar. 2012.
PEREZ M, G.; AO, W. E.; GUIDI, H.G.; SCHIAVINI, J.L.; CARVALHO, J.J. HPV no homem. IN: CASTRO, T. P. P. G. & BUSSOLOTI FILHO, I. Prevalência do papilomavírus humano (HPV) na cavidade oral e na orofaringe. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. 2006, vol.72, n.2, pp. 272-282.
RAMA, C. H.; ROTELI-MARTINS, C. M.; DERCHAIN, S. F. M.; OLIVEIRA, E. Z.; ALDRIGHI, J. M.; MARIANI NETO, C. Detecção sorológica de anti-HPV 16 e 18 e sua associação com os achados do papanicolaou em adolescentes e mulheres jovens. Rev. Assoc. Medica Brasileira. 2006, vol.52, n.1, pp. 43-47.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


Ronaldo de Jesus Costa

por Ronaldo de Jesus Costa

Farmacêutico e Bioquímico Especialização em Farmacologia Mestre em Genética e Biologia Molecular Tutor de Ensino a Distância - Portal Educação

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