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Disgrafia


3 de novembro de 2010


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Segundo Ajuriaguerra, 1980,denomina-se de disgrafia a incapacidade do indivíduo produzir uma escrita culturalmente aceitável, apesar de possuir nível intelectual adequado, receber a devida instrução e ser submetido ao mesmo processo de prática da escrita no decorrer de sua formação acadêmica.
A disgrafia é também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve muito lentamente o que acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra ilegível.
Será uma disgrafia quando não haja nenhum distúrbio neurológico que a justifique, pois a disgrafia não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual.
Em relação à classificação, em geral, considera-se que a disgrafia pode ser adquirida por resultado da perda de habilidades anteriormente adquiridas e de  desenvolvimento, resultando no desenvolvimento anormal da habilidade de escrever.
As características clínicas da disgrafia são:
<!--[if !supportLists]-->·                    <!--[endif]-->Comuns dificuldades para escrever;
<!--[if !supportLists]-->·                    <!--[endif]-->Produção escrita marcada por mistura de letras (maiúsculas e minúsculas e/ou letras bastão com letra cursiva);
<!--[if !supportLists]-->·                    <!--[endif]-->Traçado de letra ininteligível;
<!--[if !supportLists]-->·                    <!--[endif]-->Traçado de letra incompleto;
<!--[if !supportLists]-->·                    <!--[endif]-->Dificuldade para realizar cópias e falta de respeito à margem do caderno
Algumas crianças com disgrafia possuem também uma disortografia, amontoando letras para esconder os erros ortográficos, entretanto, não são todos os disgráficos que possuem disortografia.
O tratamento requer uma estimulação linguística global e um atendimento individualizado complementar à escola. Os pais e professores devem evitar repreender a criança. Reforçar o aluno de forma positiva sempre que conseguir realizar uma conquista. Na avaliação escolar dar mais ênfase à expressão oral e por fim, conscientizar o aluno de seu problema e ajudá-lo de forma positiva.
 
 
REFERÊNCIAS
 
 
Ajuriaguerra J. Manual psiquiatria infantil. São Paulo: Masson do Brasil; 1980. 952p.
 
Rodrigues, Sônia das Dores, Castro, Maria José Martins Gomes de and Ciasca, Sylvia Maria Relação entre indícios de disgrafia funcional e desempenho acadêmico. Rev. CEFAC, Jun 2009, vol.11, no. 2, p.221-227. ISSN 1516-1846
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