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Educação Infantil - Cuidados oferecidos pelas creches

Artigo por Colunista Portal - Educação - sexta-feira, 7 de novembro de 2008

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Educação Infantil - Cuidados oferecidos pelas creches: percepções de mães e educadoras



Cláudia Maria Bógus I; Maria Cezira Fantini Nogueira-Martins II, *; Denise Ely Belloto de Moraes III; José Augusto de Aguiar Carrazedo Taddei III

I Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, Departamento de Prática de Saúde Pública. São Paulo, SP, Brasil
II Instituto de Saúde, Núcleo de Práticas de Saúde. R. Santo Antonio, 590, 3º andar, Bela Vista, 01314-000, São Paulo, SP, Brasil
III Universidade Federal de São Paulo, Departamento de Pediatria, Disciplina de Nutrologia. São Paulo, SP, Brasil


 

 
OBJETIVOS: Este estudo teve como objetivos: a) conhecer as percepções de mães de crianças de zero a dois anos sobre os cuidados desenvolvidos pelas creches freqüentadas por seus filhos; b) conhecer as percepções das educadoras sobre o seu papel nos cuidados oferecidos às crianças e suas famílias.
MÉTODOS: Foi utilizada a abordagem qualitativa de pesquisa, com aplicação da técnica do grupo focal. Foram realizados, em creches da Prefeitura do Município de São Paulo, cinco grupos focais com mães e dois com educadoras.
RESULTADOS: No material obtido com as mães, foram identificados três eixos temáticos: relações da família com a creche; cuidados prestados à criança pela creche; creche enquanto política pública. Nos grupos das educadoras, os eixos foram: dificuldades dentro das rotinas de trabalho; relação educadora-família; relações com a coordenação da creche; inserção e capacitação profissional.
CONCLUSÃO: As mães, por se considerarem privilegiadas em terem acesso às creches, apresentam baixa exigência com relação aos cuidados prestados. O que mais valorizam são os aspectos relacionados com alimentação, higiene e administração de medicamentos. Quanto às educadoras, há grandes limitações quanto às suas condições de trabalho, principalmente no que diz respeito ao pequeno número de profissionais. A relação educadora-família é ambígua: as educadoras ora consideram as mães omissas e irresponsáveis ora as consideram carentes e necessitadas de ajuda. São recomendadas futuras pesquisas sobre dois temas: a relação entre as creches e os serviços de saúde e as condições de trabalho das educadoras.




INTRODUÇÃO

As primeiras instituições brasileiras voltadas para o atendimento de crianças entre zero e dois anos de idade datam do século XIX e tinham como objetivo cuidar dos filhos de mães solteiras das camadas sociais mais carentes. Posteriormente, como conseqüência da pressão dos trabalhadores urbanos, surgiram as creches, com o objetivo de atender à necessidade das mães de trabalharem na indústria. A partir de então, as creches passaram a ser vistas como complementação salarial e direito dos trabalhadores. Nas décadas de 1970 e 1980, houve uma intensificação da mobilização da sociedade civil no sentido de buscar a expansão do número de creches, com apoio do movimento feminista e dos movimentos populares dos bairros1.

Gradativamente, a creche vem se modificando, no sentido de se transformar em proposta de política pública nos setores de educação, nutrição e saúde2-4.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, as creches e pré-escolas têm como finalidade o atendimento em educação infantil, no que diz respeito ao desenvolvimento intelectual, social e emocional. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil5 destaca que os cuidados essenciais associados à sobrevivência e ao desenvolvimento da identidade da criança devem ser contemplados pelas instituições de educação infantil.

A rede de creches da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) foi criada na década de 1960 e foi vinculada, até recentemente, à Secretaria Municipal da Assistência Social, antes de passar à responsabilidade da Secretaria Municipal da Educação (SME), em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional6, que estabelece que as instituições de educação infantil pertencem aos sistemas municipais de ensino, sendo mantidas pelo poder público ou pela iniciativa privada. Essa legislação também estabelece novos referenciais para a qualificação do educador, como a exigência de curso superior7.

As creches, em associação com os programas de suplementação alimentar, são os principais instrumentos de política pública voltados para a promoção da segurança alimentar e nutricional para a população urbana de lactentes e pré-escolares de famílias de baixa renda. Assim, a creche deve ser uma instituição que desenvolve processos educativos, que oferece alimentação equilibrada - quantitativa e qualitativamente - e segura do ponto de vista sanitário; além disso, deve também proporcionar educação alimentar e nutricional às crianças e suas famílias8,9.

A mãe que não tem disponibilidade para cuidar do seu filho, por falta de renda ou por trabalhar fora de casa, transfere os cuidados tomados com a criança pequena, com relação à saúde e à educação, para os profissionais da creche. Portanto, o papel da creche é fundamental para amenizar as situações de insegurança alimentar e promover o desenvolvimento infantil10.

O cuidado pode ser considerado a essência da saúde, pois é uma necessidade para a sobrevivência e o desenvolvimento humano8. Na creche, os cuidados prestados à criança de zero a dois anos de idade referem-se à higiene, à alimentação, ao desenvolvimento, às atividades lúdicas e à saúde, independentemente da qualidade do cuidado que ela possa receber em casa e das outras pessoas responsáveis por ela.

Este estudo objetiva conhecer as percepções de mães de crianças de zero a dois anos de creches da PMSP (administração direta e conveniadas)(2) a respeito dos cuidados desenvolvidos pela creche que seus filhos freqüentavam, e as percepções das educadoras, a respeito de seu papel nos cuidados oferecidos pela creche às crianças e suas famílias.

 

MÉTODOS

Foi utilizada a abordagem qualitativa de pesquisa, com aplicação da técnica do grupo focal. Foram observadas as principais recomendações com relação a essa técnica, que são: o grupo deve ser composto, preferencialmente, por, no mínimo, seis e, no máximo, quinze pessoas; o moderador deve propor as questões aos participantes, mantendo o foco da discussão, realizando sínteses e retomando o assunto, em eventuais desvios11; o observador deve ter a função de, após a realização do grupo, complementar o relato dos acontecimentos12,13; a amostra deve ser intencional, isto é, composta pelos indivíduos mais adequados quanto à possibilidade de fornecerem as informações úteis para a pesquisa11.

Foram estudadas cinco creches: duas de administração direta da PMSP e três conveniadas com entidades filantrópicas. Foram realizados cinco grupos focais com as mães das crianças de zero a dois anos de idade, sendo um grupo em cada creche. Esses encontros aconteceram nas próprias creches, no horário da entrada das crianças.

Com as educadoras, foram realizados dois grupos focais, fora do horário e do local de trabalho. As educadoras foram distribuídas pelos dois grupos, mesclando os profissionais das cinco creches.

Em todos os grupos focais houve a participação de uma moderadora e de uma observadora. As reuniões foram gravadas e transcritas posteriormente. O material obtido foi submetido à análise temática, que procura obter os núcleos de sentido, ou seja, os temas mais significativos abordados nas reuniões13.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os grupos focais com as mães

Os temas surgidos nos grupos com as mães foram agrupados em três grandes eixos: relações da família com a creche e seus profissionais; cuidados prestados à criança pela creche; creche enquanto política pública.

Relações da família com a creche e seus profissionais

O período de adaptação caracteriza-se pela transição do cuidador primário para o cuidador secundário14. Como, para os pais, não é fácil deixar seus filhos com pessoas que ainda não conhecem bem15, quando encontram apoio e orientação por parte da creche, conseguem superar ou minimizar as dificuldades:

    Elas [educadoras] me ajudaram bastante, porque eu chorava e falava para elas 'mas ela está sofrendo muito' e elas [diziam] 'não, mãe, ela tem que aprender, ela vai aprender a esperar' [...] .

Contribuem para o sucesso do período de adaptação a atitude dos profissionais da creche e o contato com outros pais que têm ou tiveram crianças na instituição. Um aspecto fundamental para a construção da confiança da família na creche é o acesso ao espaço interno da creche e pré-escola; assim, os familiares podem observar de perto a instituição em que o filho vai permanecer durante o dia, conhecer os colegas de classe, conversar com o educador responsável e ver o local onde as refeições são preparadas e servidas15.

    Eu vim conhecer, gostei do ambiente, limpeza, pessoas, cuidado. Eu preferia estar cuidando. Se eu pudesse cuidar, eu cuidaria. Nada como a mãe do lado [...] [mas] agora, ela tem as crianças da mesma idade e tal [...] .

De uma forma geral, para os pais, a creche continua sendo um lugar seguro, que fornece o suprimento das necessidades básicas; a relação entre creche e família baseia-se na necessidade dos serviços oferecidos pela instituição16. Porém, muitos pais têm pouco contato com os profissionais da creche; como conseqüência, são poucas as informações recebidas sobre seus filhos.

    O horário de entrar é até às oito horas; tem o horário das três até às cinco para sair, acho que até as seis horas [as crianças] saem ainda, só sei isso.

Entre as mães, predomina a idéia de que elas é que são as responsáveis pela iniciativa quanto à comunicação com a creche; essa atitude, segundo elas, estaria ligada ao interesse pela criança. Também é comum a idéia, por parte das mães, de que não devem perguntar muito, pois podem incomodar as pessoas que estão trabalhando.

    A mãe é que tem que correr atrás, porque são muitas crianças [...] então não dá para [a educadora] ficar conversando com a mãe, talvez um dia ela faça uma reunião.

Maranhão & Silva14 pontuam que o cuidado e a educação de crianças menores de seis anos requerem comunicação diária entre o educador infantil e a família, de tal forma que seja possível identificar necessidades, saber como atendê-las, combinar determinados cuidados e também a forma de oferecê-los. As autoras alertam para o fato de que conflitos não resolvidos entre as famílias e a equipe da creche podem levar à demora na identificação e/ou no atendimento das necessidades da criança, conduzindo, inclusive, ao agravamento de seu estado de saúde ou a alterações no seu processo de desenvolvimento. A esse respeito, as mães referem que, no caso das crianças menores, há maior comunicação com a mãe, com mais informações e notícias sobre os filhos.

    No Berçário I, a gente ficava sabendo mais do nosso filho. Agora, passando para o II, a gente sabe menos. Então, para a gente saber, tem que perguntar.

Quanto à comunicação creche-família, a maneira tradicional (reuniões, bilhetes, recados, circulares) tem se revelado insuficiente para manter um contato freqüente com os pais. O que se observa nas creches estudadas é a forma tradicional de comunicação. Um dos recursos utilizados é o mural de avisos, no qual são expostos comunicados sobre quando não vai haver expediente, quando chega o leite, quando há reunião. Essa forma de comunicação, por ser estática, apresenta problemas. Muitas vezes, as mães não chegam a ler os avisos.

    Tem mãe que chega na hora e não vê [o mural] . Aconteceu na semana passada, no dia de fechamento [da creche] , um monte de mãe que trouxe a criança para a creche.

Outra forma de comunicação são as reuniões da creche com as famílias. A dinâmica das reuniões deveria ocorrer de forma participativa, em círculo, com direito à palavra e emissão de opinião(ões), reforçando a co-participação e a co-responsabilidade16. Nos grupos focais, as mães relataram que as reuniões são esporádicas e que, em geral, servem para atender às demandas da creche em relação às famílias.

    Eles falam sobre o piolho, [falam] para observar as unhas da criança (...) para observar a bolsa de roupas. Pedem para dar em casa comida para criança, para a criança não ter dificuldade aqui. Pedem para a criança não faltar [...] .

Conforme Bhering & De Nez17, pais e creche só mantêm uma relação mais aberta e um contato mais direto quando algo diferente acontece com a criança ou quando é estritamente necessário ou, ainda, quando a creche não consegue, sozinha, resolver problemas relacionados à criança (geralmente problemas de saúde e comportamento).

    A minha [filha] foi picada por uma abelha, e me falaram. Ela caiu e ficou um inchaço e eles também me falaram.

Behring & De Nez17 recomendam que, para favorecer a comunicação creche-família, haja oportunidades de contato entre todos os envolvidos (profissionais-educadores-família), para uma compreensão maior sobre os procedimentos adequados para promover o desenvolvimento saudável das crianças.

Cuidados prestados pela creche às crianças

De forma geral, entre todos os tipos de cuidados a serem prestados pelas creches, os mais valorizados pelas mães são a administração de medicamentos e a alimentação, provavelmente porque são aqueles considerados indispensáveis para a garantia da sobrevivência e bem-estar das crianças.

A orientação que predomina nas creches estudadas é a de não oferecer medicamentos às crianças sem prescrição médica por escrito, apesar de todas solicitarem que as mães, no momento da matrícula das crianças, preencham um formulário indicando e autorizando a administração de algum analgésico e antifebril, para situações de emergência. Quando as crianças apresentam febre no meio do dia, as mães são chamadas pela creche para levá-las para casa ou para algum serviço de saúde. E, enquanto a criança não dispuser de prescrição médica, ela não poderá voltar a freqüentar a instituição. Apesar da aparente compreensão da conduta adotada pelas creches e seus dirigentes, as mães reclamam da rigidez dessa norma porque, às vezes, não podem sair do trabalho para atender ao chamado da creche.

    Depende do que é que a criança tem; se é uma coisa que passa para a outra [criança] , aí não pode trazer.

    Eu tenho que pegar licença médica para ficar com ele no quarto lá em casa, para não descontar no trabalho.

Vale ressaltar que, somente em duas das creches estudadas, as mães referiram que foram explicitamente orientadas a matricularem seus filhos em serviços de saúde públicos ou filantrópicos para realizarem o acompanhamento das crianças. E dessas, em apenas uma houve menção a encaminhamentos providenciados pelos profissionais da creche para tratamentos específicos, necessitados pelas crianças. Conforme Santos & Quirino18, é fundamental que as instituições de educação infantil estejam articuladas com serviços de atendimento de saúde, ambulatorial e hospitalar, para que a assistência à saúde da criança possa ser garantida e também para que as ações de saúde decorrentes dos diagnósticos possam ser viabilizadas.

    Eles dão até encaminhamento. Aconteceu com a minha [filha] , ela está com problema no dente, eles deram encaminhamento e, através deste encaminhamento, eu consegui dentista no posto [...] eu estou fazendo o tratamento dela de graça e já encaixei as outras filhas minhas.

A adequada administração dos medicamentos prescritos às crianças aparece como uma preocupação das mães. De forma geral, elas se mostram confiantes de que as orientações médicas são seguidas, mas aparecem algumas manifestações que indicam que, em algumas situações, as instituições estabelecem os horários para a administração dos remédios de acordo com o mais conveniente para a sua rotina, não respeitando a conduta já adotada em casa. Aqui também surgem alguns problemas decorrentes da rigidez e inflexibilidade das normas: é papel do setor de enfermagem a administração dos medicamentos e, em algumas instituições, as mães manifestaram dúvidas quanto aos procedimentos adotados na ausência do profissional responsável. Da mesma forma, houve relatos de que a creche solicita que a mãe compareça à instituição para a administração do remédio, o que, para elas, é incorreto, porque elas não têm como se ausentar do trabalho e também porque entendem que essa é uma das atribuições das creches.

    Meu filho ficou muito doente e o rapaz da tarde estava de férias e não tinha quem desse o remédio para ele; se eu trabalho, é porque eu não tenho condições de vir aqui. Ele ficou sem tomar o medicamento.

As infecções do aparelho respiratório são os agravos que mais acometem as crianças no primeiro e segundo anos de vida, podendo ocorrer de cinco a oito episódios por ano. O ambiente coletivo e o convívio muito próximo entre crianças e profissionais podem facilitar a transmissão de doenças infecto-contagiosas, sendo as infecções respiratórias as mais comuns nas creches18. Decorrente desse quadro, uma queixa importante refere-se à questão da necessidade de inalação, decorrente dos problemas respiratórios muito comuns nessa faixa etária. A recomendação médica é a de realizar vários procedimentos ao longo do dia; como a creche não tem disponibilidade para fazer isso, é realizado um número menor de procedimentos, o que, conforme entendimento das mães, prejudica as crianças. Algumas creches nem oferecem esse serviço, o que é contrário a recomendações de que realizar inalações na creche constitui procedimento adequado, desde que seguindo prescrição médica19.

    Inalação, o meu [filho] precisou tomar, e eu tive que estar dando, porque eles não dão aqui.

Com relação à alimentação, deve-se considerar que, nessa faixa etária, ocorrem importantes mudanças de padrões alimentares, isto é, há a passagem da amamentação exclusiva para a introdução gradual de diferentes alimentos, líquidos, pastosos e sólidos. É desejável que as condutas e procedimentos de casa e da creche sejam semelhantes, para facilitar a aquisição dos novos hábitos alimentares pelas crianças.

As mães valorizam o respeito aos horários das refeições, durante a permanência das crianças na instituição, embora a maior parte afirme não seguir com tanta rigidez a mesma rotina durante os finais de semana.

As mães consideram adequadas e de boa qualidade as refeições fornecidas nas creches. Os relatos indicam que poucas têm conhecimento preciso sobre toda a rotina quanto à alimentação das crianças, bem como sobre o que é oferecido a elas. Os grupos alegam que essas informações estão disponíveis em todas as creches, mas que o acesso depende da demanda de cada mãe.

    Eu coloquei na creche porque eu tinha uma pessoa que cuidava dela, mas essa pessoa deixou [a filha] sem comer [...] então eu preferi a creche, que tem horário de comer bonitinho.

Poucas mães referem ter obtido alguma orientação nas consultas pediátricas (talvez porque não seja possível afirmar que as crianças têm, de fato, acompanhamento médico freqüente; aparentemente as consultas são decorrentes de problemas de saúde agudos).

Com relação à amamentação e ao processo de introdução de alimentos, pelo qual grande parte das crianças passa quando ingressa na creche, os relatos indicam que não há incentivo para a manutenção do aleitamento materno e nem orientação para essa fase de transição. Houve poucas falas mostrando que, se desejar, a mãe pode ir à creche amamentar seu filho, desde que isso não interfira na rotina da instituição. A tendência predominante é de introdução de outros alimentos líquidos ou pastosos, quando a criança ingressa na creche, caso ainda não esteja fazendo uso dos mesmos.

    Eu conversava com elas [educadoras] , combinava o horário que eu vinha [amamentar] , para não interferir na programação deles: na hora que dava comida, na hora que estava dormindo, na hora de tomar banho.

    Quando ele veio para cá, eu tinha habituado ele a mamar só de noite, que eu já tinha voltado a trabalhar. Ele já comia, comia de tudo.

    Desde quando eu pensei em colocar na creche já comecei a dar mamadeira para ela, para ela poder acostumar. Porque não adianta você pensar em colocar na creche, se você só está dando o peito, a criança chega aqui e não come nada.
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