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A importância da educação profissionalizante

Artigo por Cesar Renato Formice - segunda-feira, 15 de julho de 2013

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Aluno de curso profissionalizante deve estar preparado para lidar com a realidade
Aluno de curso profissionalizante deve estar preparado para lidar com a realidade
Quando falamos sobre educação profissionalizante tratamos de cursos que, além de formar profissionais com conhecimento técnico, devem estar preocupados também com a formação do cidadão.


O papel da educação é de grande importância para a sociedade, não só pela formação dos indivíduos que atuaram nesta sociedade, mas também pela inclusão daqueles que estão fora do processo produtivo do sistema social, ou seja, qualquer grupo de pessoas marginalizadas, como desempregados e pessoas que não tem acesso a saúde, lazer e outros componentes da cidadania. A educação deve ser um dos principais meios para a realização do que chamamos de inclusão social, que é a inserção dos indivíduos marginalizados no contexto social.


Vários órgãos governamentais têm se preocupado com o aumento das populações marginalizadas, principalmente nos países subdesenvolvidos. Nesse sentido, a educação profissionalizante se torna de extrema importância, pois os países em desenvolvimento necessitam de pessoas preparadas para um mercado de trabalho num mundo globalizado.


De acordo com Oliveira (2005), o Banco Mundial há mais de duas décadas vem se preocupando com o ensino profissionalizante.


“A preocupação do Banco Mundial com a educação profissionalizante justifica-se, dentre outros fatores, pela necessidade das economias em desenvolvimento disporem de uma mão de obra flexível, capaz de adequar-se às mudanças ocorridas no mundo do trabalho. Para o Banco Mundial, o investimento na qualificação dos trabalhadores é tão necessário quanto o maior investimento de capitais em áreas fundamentais ao desenvolvimento econômico” (Oliveira, 2005).

Com relação ao aspecto técnico, a educação profissionalizante deve se preocupar com um momento de mudanças em todos os campos da sociedade, há que se pensar na educação mais contextualizada possível (Grinspun, 2001).

Segundo Ortiz apud Grinspun (2001), ao discutir a questão da mundialização e cultura, afirma que as inovações tecnológicas têm uma influência capital na mundialização da cultura, formando a infraestrutura para que ela se consolide.

Conforme Grinspun (2001, p.30):

“Modernidade significa um desafio em que se aponta para o futuro com suas novas propostas, onde a educação se faz presente não como antes, mas sim como a mediação nesse novo tempo. A utilização das tecnologias com sua dimensão interativa mostra que a educação tem de mudar para que o indivíduo não venha sofrer com lacunas que deixaram de ser preenchidas porque a educação só estava preocupada com um currículo rígido voltado para saberes e conhecimentos aprovados por um programa oficial”.

O aluno de um curso profissionalizante deve estar preparado para lidar com a realidade de uma sociedade desenvolvida tecnologicamente, ou seja, as inovações tecnológicas devem fazer parte de sua formação.

Os cursos técnicos presentes em todo o território brasileiro busca suprir uma demanda por mão de obra qualificada e certificada, uma vez muitas instituições hoje trabalham respeitando selos de certificações internacionais, que requerem métodos e trabalhadores com certificados profissionais. A importância dos cursos técnicos é ressaltada uma vez que educação superior segue hoje acordos internacionais objetivando a produção de mercadorias para a circulação de produtos dos países centrais aos periféricos.

A importação de modelos pelos países periféricos é imprescindíveis para futuros acordos comerciais. Os países centrais pretendem exportar conhecimento escolar, como ocorre hoje com as patentes. Essa ofensiva, tem como meta concretizar um mercado educacional fundamentado na a heteronomia cultural. Mas o pré-requisito é converter, no plano do imaginário social, a educação da esfera do direito para a esfera do mercado, por isso o uso de um léxico empresarial: excelência, eficiência, gestão por objetivos, clientes e usuários, empreendedorismo, produtividade, profissionalização por competências. Outro consenso construído nos últimos anos é o da obsolescência da produção do conhecimento criando outros valores não só no que tange ao comportamento das instituições em relação à pesquisa, mas definindo outras concepções pedagógicas que atingem a relação professor/aluno/conhecimento/formação (Rodrigues, 2013).

Nesse cenário a educação técnica ganha destaque por criar um profissional destinado a necessidade do mercado interno, conhecendo melhor a realidade local da empresa que o emprega, isso faz com que o profissional técnico seja cada vez mais procurado.

Referências

GRINSPUN, Mirian P. S. Zippin. Educação Tecnológica: Desafios e Perspectivas. 2 ed. São Paulo: Cortez Editora, 2001.

OLIVEIRA, Ramon. Educação Profissional. Disponível em:                               <http://www. senac.br/informativo/BTS/272/boltec272c.htm>. Acesso em 10 mai. 2005.

RODRIGUES, Rosa Maria. Movimentos na Educação Superiorl. Disponível em:                               < http://www.redalyc.org/pdf/2670/267019604016.pdf>. Acesso em 10 mai. 2013.

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colunista

Cesar Renato Formice

Técnologo em Processamento de Dados, Professor do Curso Técnico em Informática da ETEC Dr. Adail Nunes da Silva