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História das mulheres e relações de gênero

Artigo por Maria do Carmo S. de Jesus - quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

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História das mulheres e relações de gênero
História das mulheres e relações de gênero

De acordo com os estudos e pesquisas realizadas com o auxílio de entrevistas orais pode-se, no entanto, elaborar um trabalho voltado para a história das mulheres e as relações de gênero presentes em meu município.


Assim, vale ressaltar que o estudo de História Regional e Local embora incorporada ao mitificado universo acadêmico como modalidade aceitável do ofício de historiador, continua sendo vista como uma história de status inferior, que carece de legitimidade diante das grandes questões que permeiam as preocupações do ambiente intelectual, passando a ser vista como de interesse limitado e circunscrito às expectativas das comunidades que analisa recuperando atores e fatos que haviam se perdido no tempo e na memória.


Diante deste contexto é que abordarei a questão da história das mulheres e como elas apareceram a partir de 1970, na constatação da negação e do esquecimento, atrelada à explosão do feminismo, articulada ao florescimento da antropologia e da história das mentalidades, bem como às novas modificações da história social e às pesquisas sobre memória popular.


Este foi um período fundamental, no qual as feministas fizeram a história da mulher antes mesmo dos historiadores. Apesar das inúmeras diferenças nos recursos utilizados pelos estudiosos da mulher, por sua representação e pela posição a ela concedida nas universidades, não parece haver dúvida de que a história das mulheres é uma prática estabelecida em muitos lugares do mundo. Nos anos 80 e, depois, de uma farta produção, os historiadores se perguntavam em que os estudos sobre a mulher teriam modificado a história tradicional ou renovado seus métodos.


A verdade é que a história não tinha conseguido concretizar as necessárias rupturas a fim de realizar uma redefinição e um alargamento de noções tradicionais na ciência histórica, pois antigamente as mulheres eram encorajadas a se manterem castas até o casamento, pois servia de modelo para todas as gerações de mulheres.


Desde a década de 1970, o termo Gênero foi utilizado para teorizar a questão da diferença sexual pelas feministas americanas que queriam insistir no caráter fundamentalmente social das distinções baseadas no sexo, o gênero se torna, inclusive, uma maneira de indicar as construções sociais, ou seja, os papéis próprios dos homens e das mulheres e sublinha também o aspecto relacional entre as mulheres e os homens, o que quer dizer que, nenhuma compreensão e qualquer um dos dois podem existir através de um estudo que os considere totalmente em separado.

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colunista

Maria do Carmo S. de Jesus

Professora de Língua Portuguesa e Literaturas, no Colégio Estadual Luis Eduardo Magalhães e Colégio Estadual Gildásio Penedo.Licenciada em Letras Vernáculas pela Universidade do Estado da Bahia, Campus XXII; Graduada em Pedagogia pela Faculdade de Tecnologias e Ciências; Pós-graduanda em Gestão Educacional, Psicopedagogia Clinica e Educação Infantil.