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A Importância da Literatura de Monteiro Lobato

Artigo por Bianca Elias dos Santos Elias dos Santos - segunda-feira, 22 de outubro de 2012

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"Um País se Faz com Homens e livros"
"Um País se Faz com Homens e livros"

Este trabalho examinará a importância de Monteiro Lobato, figura central e pioneira no crescimento da indústria do livro no Brasil. A partir de seus projetos nasce a primeira editora no Brasil, com isso o mercado de livros se desenvolve e cria um amplo mercado de consumo. Antes de Lobato, a maioria das publicações estava nas mãos de Portugueses ou de empresas com capital francês.

Lobato acreditava que uma crescente indústria do livro seria de grande ajuda para o desenvolvimento brasileiro. "Um País se Faz com Homens e livros" (KOSHIYAMA, 1982, p. 7) No primeiro capítulo, o estudo será direcionado à obra Jeca Tatu, analisando a temática e a ambiguidade de sentidos, examinada por Monteiro, e que apresenta um tom critico e irônico sobre a realidade brasileira.

Esta nova visão do autor sobre a referida obra desgastou a relação de Lobato com as autoridades de nosso país. Mediante estudos sobre Jeca Tatu, no capítulo de conclusão, serão abordados a importância das obras expostas no contexto social e político, na época de criação desta, e o que foi mudado na ideologia brasileira após a influencia Lobatiana, que permanece atual ainda hoje, tantos anos passados.

O Início do Mercado Editorial
"Livro não é gênero de primeira necessidade é sobremesa: tem que ser posto embaixo do nariz do freguês, para provocar-lhe a gulodice" (LOBATO, 2006, P.; 73) O personagem central no desenvolvimento da indústria editorial brasileira é José Bento Monteiro Lobato, não só autor de livros infantis e de ficção, mas de tratados sobre como tornar mais avançada a mentalidade do país.

Atuou também como editor, primeiro na Monteiro Lobato e Cia. e, posteriormente, na Companhia Editora Nacional, sendo o primeiro editor no país a procurar desenvolver um mercado de massa para livros e transformar a indústria editorial em uma indústria de consumo. Até então, a atividade editorial estava nas mãos de companhias portuguesas ou francesas, e o público alvo era a elite.

No entanto, apesar dessa exaltação do livro, este era, para o pragmático Lobato, um produto a ser comercializado em vários pontos de venda. Ele conseguiu aumentar os pontos de venda de seus livros de 40 - o número total de livrarias no Brasil - para 1.200, incluindo farmácias e bancas de jornal. Além disso, inovou em termos da apresentação visual do livro e foi responsável por produzir capas mais atraentes do que as tradicionais, que eram amarelas e sem vida e seguiam o estilo francês.

O sucesso inicial de Lobato foi com Urupês (1918), histórias sobre a vida rural inspiradas por sua experiência como proprietária de uma fazenda perto de São Paulo, onde surge Jeca Tatu, personagem caipira e indolente, que representava o atraso e a ignorância rural. Este foi seguido por sua primeira coleção de histórias infantis, A Menina do Narizinho Arrebitado (1921), no qual ele apresenta o seu elenco de crianças e bonecos no Sitio do Pica-pau Amarelo.

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colunista

Bianca Elias dos Santos Elias dos Santos

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