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quinta-feira, 6 de setembro de 2012 - 23:44

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Bullying: prática que prejudica o ensino e a aprendizagem

por: Luzinete Rodrigues da Silva

Bullying: prática que prejudica o ensino e a aprendizagem
Bullying: prática que prejudica o ensino e a aprendizagem

 Na atualidade, um dos temas que vem despertando cada vez mais, o interesse de profissionais das áreas de educação e saúde, em todo o mundo, é sem dúvida, o do bullying escolar. Termo encontrado na literatura psicológica anglo-saxônica, que conceitua os comportamentos agressivos e anti-sociais, em estudos sobre o problema da violência escolar.


Sem termo equivalente na língua portuguesa, define-se universalmente com “um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, adotado por um ou mais alunos contra outro(s), causando dor, angústia e sofrimento”. Insultos, intimidações, apelidos cruéis e constrangedores, gozações que magoam profundamente, acusações injustas, atuação de grupos que hostilizam , ridicularizam e infernizam a vida de outros alunos, levando-os à exclusão, além de danos físicos, psíquicos, morais e materiais, são algumas das manifestações do comportamento bullying.


O bullying é um conceito especifico e muito bem definido, uma vez que não se deixa confundir com outras formas de violência. Isso se justifica pelo fato de apresentar características próprias, dentre elas, talvez a mais graves, seja a propriedade de causar “traumas” ao psiquismo de suas vítimas e envolvidas. Possui ainda a propriedade de ser reconhecido em vários outros contextos, além do escolar: nas famílias, nas forças armadas, nos locais de trabalho (denominado de assédio moral), nos asilos de idosos, nas prisões, nos condomínios residenciais, enfim onde existem reações interpessoais.


Estudiosos do comportamento bullying entre escolares identificam e classificam assim os tipos de papéis sociais desempenhados pelos seus protagonistas: “vítima típica”, como aquele que serve de bode expiatório para um grupo, “vítima provocadora”, como aquele que provava determinadas reações contra as quais não possui habilidades para lidar: “vítima agressora”, como aquele que reproduz os maus-tratos sofridos, “agressor”, aquele que vitimeza os mais fracos; “espectador”, aquele que presencia dos maus tratos, porém não o sofre diretamente e nem o pratica, mas que se expões e reage inconscientemente a sua estimulação psicossocial.


Trata-se de um problema mundial, encontrado em todas as escolas, que vem se disseminado largamente nos últimos anos e que só recentemente vem sendo estudado em nosso país. Em todo o mundo, as taxas de prevalência de bullying, revelam que entre 5% a 35% dos alunos estão envolvidos no fenômeno. No Brasil, através de pesquisas que realizamos, inicialmente no interior do estado de São Paulo, em estabelecimentos de ensino públicos e privados, com um universo de 1.761 alunos, comprovamos que 49% dos alunos estavam envolvidos no fenômeno. Desses, 22% figuravam como “vítimas”, 15% como “agressores” e 12% como “vítimas-agressoras”.

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Luzinete Rodrigues da Silva

Luzinete Rodrigues da Silva Brasileiro, casada, 34 anos Rua Coronel Antonio Cavalcante Nº 54 centro- Buíque - PE Telefone: (87) 9994-4470/ E-mail: Luzinete.rs@ig.com.br Formação:Magisteria na Escola Vigário João Inácio Pedagogia na Universidade Estadual Vale do Acaru-UVA Especialização em LIBRAS UNICID de São Paulo cursando Pós- Graduação em Educação de Jovens e Adultos - EJA do Campo AESA

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