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sábado, 3 de dezembro de 2011 - 12:27

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A língua como produto das relações sociais

por: Ana cristina de Araujo

A língua como produto das relações sociais
A língua como produto das relações sociais

Resumo

O presente trabalho se propõe a discutir questões relacionadas à linguagem no que tange a norma padrão e a diversidade linguística, trazendo a discussão daquela enquanto ato social que só existe mediante as relações humanas tecidas na sociedade. Paralelo a esta análise, apresenta a fala e, posteriormente, a língua como fenômeno social, sobre as quais recaem preconceitos e intolerâncias linguísticas que emergem no cotidiano dos falantes da língua portuguesa no Brasil. Por fim, aborda alguns aspectos, especialmente no que se refere à imposição da norma padrão como uma barreira à emancipação humana, uma vez que silencia os sujeitos e os ignora na história que eles mesmos são os construtores. Para tal estudo nos embasaremos nos seguintes pensadores: Sergio Lessa e Ivo Tonet (2008), Newton Duarte (2004, 2010), Florence Carboni e Mario Maestri (2003), Pierre Bordieu e Jean Claude Passeron (1975), Irandé Antunes (2003), Marcos Bagno (1999, 2001, 2003), Dante Lucchesi (2004), Magda Soares (1997), Lukács (2009), Leandro Konder (2009), dentre outros.


Abstract

This paper aims to discuss issues related to language as it concerns to educated norms and linguistic diversity. It brings the discussion of language as social act that only exists faced with human relations developed in society. Parallel to this analysis, it shows the speech and then the language as a social phenomenon, which suffer the prejudices and intolerances that emerge from everyday language of Portuguese speakers in Brazil. Finally, discusses some aspects, especially those with regard to the imposition of the educated norms as a barrier to human emancipation, once that it does not take the speaker into account, making him silent and ignoring him as a builder of his own history. For such a study we based on the following thinkers: Sergio Lessa and Ivo Tonet (2008), Newton Duarte (2004, 2010), Florence Carboni and Mario Maestri (2003), Pierre Bordieu and Jean Claude Passeron (1975), Irandé Antunes (2003), Marcos Bagno (1999, 2001, 2003), Dante Lucchesi (2004), Magda Soares (1997), Lukács (2009), Leandro Konder (2009), among others.

 

A linguagem e a interação sócio comunicativa

A linguagem está intimamente ligada ao processo de formação da consciência humana, pois, para externar o pensamento, os seres sociais utilizam-se daquela cotidianamente. Já nos primórdios da Idade Moderna, Marx e Engels conceberam a linguagem como algo que acontece no meio social, ou seja, a partir da convivência social que estabelecem. Logo, pensar a linguagem é refletir sobre as relações sociais que se fazem no cotidiano de cada sociedade, onde ocorrem interações econômicas, sociais, políticas, religiosas, culturais, artísticas, etc.

"A linguagem é a consciência real prática que existe também para os outros homens, e que, portanto, só assim existe também para mim, e a linguagem só nasce como a consciência, da necessidade, da carência física do intercambio com outros homens." (id., 2002, p.33/34).

Logo, a linguagem é o conjunto de signos que temos organizados na mente, isto é, uma gama intrincada de formas sociais de comunicação que inclui a linguagem verbal articulada, mas absorve também todos os meios de sistemas de produção de sentido, que se tornam consciência em cada ser social.

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Ana cristina de Araujo

Licenciada em Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e Literatura da Língua Portuguesa, pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB.

Educação e Pedagogia