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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013 - 18:14

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Percepção social

por: Colunista Portal - Educação

Nossas percepções são distorcidas pela rotulação
Nossas percepções são distorcidas pela rotulação
A percepção social é um processo de interpretação do comportamento das outras pessoas; sendo entendida desta forma, ela se dá em diferentes etapas. Na primeira etapa, o comportamento do outro deve atingir nossos sentidos, e para que isto aconteça, eles devem estar funcionando corretamente, além disso, é imprescindível que o ambiente forneça as condições necessárias (fase pré-psicológica do fenômeno perceptivo). A segunda etapa acontece quando o comportamento do outro já atingiu nossos sentidos, a partir daí acontece a ação dos nossos interesses, estes entendidos como nossos “preconceitos, estereótipos, valores, atitudes e ainda outros esquemas sociais”, (fase psicológica do fenômeno perceptivo) (RODRIGUES, 1996, p. 202). 

O entendimento do comportamento do outro se dará então a partir do que nossos sentidos captaram juntamente com o que pensamos, formando assim a interpretação deste comportamento (LUZA, 2008).

Segundo Rodrigues (2007, p. 203), a percepção social é condição para a interação humana. O processo perceptivo é permeado por variáveis que se intercalaram entre “o momento da estimulação sensorial e a tomada de consciência daquilo que foi responsável pela estimulação”. Estas variáveis influenciam em como as pessoas percebem determinado comportamento (LUZA, 2008).       

No caso da percepção social, quando ouvimos uma pessoa falando de outra, acontece que algumas características, por serem mais centrais que outras, fazem com que nos atenhamos a elas e portanto existe a tendência de que as informações recebidas primeiramente exerçam maior representatividade do que as apresentadas posteriormente.

Outra variável que influencia na percepção que teremos de determinada pessoa são os estereótipos, estes podem ser positivos ou negativos, e consistem em designar características às pessoas de determinado grupo, ao qual inferimos características típicas. Destaca-se que, ainda, devemos considerar a variável preconceito, neste caso a representação do grupo é negativa, e este “influi decididamente no processo perceptivo”, como veremos determinada pessoa (RODRIGUES, p. 220, 1996).

A partir da interpretação que fizemos do comportamento do outro, tendemos a tentar explicá-lo. Para compreendermos como se dá este processo, autores como Rodrigues (2007) e Leyens (1999) trazem considerações acerca da Teoria da Atribuição de Causalidade, que explica como atribuímos causas, motivos, aos comportamentos das pessoas. Para os autores, as causas atribuídas podem ser internas, “a pessoa é assim mesmo”, logo, são causas estáveis, ou externas, “a pessoa agiu desta forma porque o outro fez algo que a irritou”, estas são causas instáveis, pois, podem variar dependendo do ambiente (LUZA, 2008).

Nesta tentativa de comentar os comportamentos, podemos perceber a diferença quando explicamos o nosso próprio comportamento e quando estamos explicando o de outras pessoas. Segundo Myers (2000), enquanto explicamos nosso comportamento, o fazemos a partir da situação que o desencadeou, já quando explicamos o comportamento das outras pessoas, tendemos a inferir que esta atitude é uma característica desta pessoa, não considerando em que situação ela agiu de determinada forma. Quando fazemos isto, incorremos no que é chamado por psicólogos sociais de erro fundamental de atribuição (LUZA, 2008).

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