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Síndrome do Ninho Vazio

Artigo por Karina Romera de Carvalho - quarta-feira, 28 de novembro de 2012

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Síndrome do Ninho Vazio
Síndrome do Ninho Vazio

Síndrome do Ninho Vazio se caracteriza pelo sentimento de solidão, vazio, tristeza, irritação e depressão sentidos pelos pais quando um filho deixa o lar, rumo a uma vida mais independente. Essa Síndrome atinge mais as mulheres e elas muitas vezes se sentem abandonadas.


É natural em algum momento da vida os filhos saírem de casa, seja porque vão se casar, ou porque vão cursar a universidade em outra cidade ou país, etc. Isso deveria ser comemorado pelos pais, mas nem sempre isso acontece. Muitas vezes isso se torna um pesadelo. Por não conseguir lidar com isso, o sentimento de saudade acaba ganhando proporções prejudiciais à vida de quem fica.


A saudade pode virar depressão, crises de ansiedade, angústia, problema psicossomáticos que antes não existiam. A emoção pode ser transformada em dor. É comum as pessoas transferirem a tensão do estresse para o músculo, nas costas, e isso por mais que seja psicológico, causa dor. E a dor é real.


É uma fase complicada principalmente para mulheres que passaram toda a sua vida dedicando-se exclusivamente aos filhos, quando eles vão embora, elas perdem o chão, sentem um vazio, uma perda de si mesma.


O primeiro passo a ser tomado é reconhecer a situação. O segundo é aceitá-la. E aí começar uma nova etapa da vida, descobrindo o que dá prazer, pode ser estudar, dançar, ler livros, sair, viajar, costurar, fazer cursos, voltar a trabalhar, fazer trabalhos voluntários, ampliar a rede social, aprender a usar a Internet, fazer atividades físicas, retomar a fazer o que antes dava prazer, existe uma infinidade de coisas, basta a pessoa ficar aberta e disposta.


Nada vai substituir a saída dos filhos, mas é preciso entender que a fase da vida mudou e se a pessoa não buscar outras fontes de prazer ela pode desenvolver muitas e até um somatório de doenças. Não é para ignorar os sintomas, mas sim aceitar a dor, aceitar a saída do filho, se adaptar a essa mudança e dar novos sentidos para a vida.


Conversar com outros pais que já passaram pela mesma situação pode ajudar. É um peso muito grande que você dá ao seu filho a responsabilizá-lo pela sua felicidade. O importante é que a mãe ou pai tire o foco da ausência do filho.


Se nada disso adiantar e a dor não passar, é importante que a pessoa procure um tratamento psicológico, fazendo terapia pelo menos uma vez por semana e talvez até tomar algum medicamento para alívio dos sintomas que um Psiquiatra pode receitar. Pode também procurar ajuda de remédios naturais, mas sempre indicados por um médico.

IMPORTANTE: As informações contidas neste artigo são apenas para referência, não devendo ser usadas para automedicação ou autodiagnóstico. Se você estiver com algum problema de saúde, qualquer tipo de sofrimento, algo que está prejudicando sua vida, procure um médico.

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Karina Romera de Carvalho

Psicoterapeuta Transpessoal, trabalha também com Florais, Cromoterapia, Pedras, Reiki, formada em Adm. de Empresas, com Pós-Grad. em Gestão de Pessoas, participou de disciplinas de Psicologia na UNICAMP, adepta ao EAD faz diversos cursos na área de Psicologia e é autora do livro infantil Perdidos na Floresta Amazônica (www.perdidosnaflorestamazonica). karinaromeracarvalho@gmail.com