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Redes sociais e a "gestão da bondade"

Artigo por Márcio Aparecido Nogueira Viana - quinta-feira, 21 de junho de 2012

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Tecnologia
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Com uma boa estratégia de uso das redes sociais, as empresas podem ganhar muito no que diz respeito ao trabalho em equipe. Isso se transforma em vantagem competitiva e se traduz em lucro. Até aí, aparentemente, não há nenhuma novidade. Este assunto já vem há muito tempo sendo discutido em artigos e publicações especializadas. Mas e quando concorrentes têm a possibilidade de se unirem em nome de um bem maior, sem que por conta disso vejam seus lucros se reduzirem? Acredite, esta é uma tendência cada vez mais forte e irreversível. A razão disso, além do “grito de socorro” que o planeta vem dando através de catástrofes naturais, é o fato de que, mais do que nunca, com a facilidade de acesso dos consumidores à comunicação nas redes, as empresas têm se preocupado em incluir ações de responsabilidade social em seu planejamento. E como “à mulher de César não basta ser honesta, ela tem de parecer honesta”, estas ações precisam ser divulgadas e reforçadas em campanhas que agreguem valor à marca.

Mas o que as redes sociais têm a ver com isso? Tudo! Primeiro: redes sociais são um conjunto de atores e suas conexões. Veja que aqui, estamos falando de redes sociais como grupos independentes do meio, como estas conexões se estabelecem. No caso de redes sociais na Internet, o que conta é a velocidade como estas conexões se formam. Desse modo, é mais fácil conseguir engajamento e colaboração em torno de uma causa, e as marcas que se prestam a lutar em nome de um ideal funcionam como uma “alavanca” para pessoas de todas as partes do mundo que compartilham do mesmo propósito.

O consultor de marcas Simon Mainwaring, em artigo que fará parte de seu livro “We First: How Brands and Consumers Use Social Media to Build a Better World” (o artigo está disponível – em inglês), diz que o mundo corporativo está cheio de propriedade intelectual, e muito conhecimento permanece inacessível nos centros de pesquisa, quando poderia estar disponível para resolver problemas mundiais. Heiko Spitzeck, em artigo intitulado “As redes sociais podem ajudar a salvar o mundo”, publicado na revista Dom n.º 13, cita alguns exemplos de atitudes tomadas por organizações através das redes de relacionamento para promover a colaboração em torno de causas sociais. Entre elas, vale destacar a ação do The Guardian, que criou uma rede chamada Green Ad Network, que não usa perfis de usuários, mas sim uma reunião de páginas criadas e mantidas por pequenas empresas, levantando temas em torno da sustentabilidade, tecnologias verdes, etc. isso atraiu leitores preocupados com as questões ambientais, e ainda beneficiou as micros e pequenas empresas criadoras do conteúdo publicado na rede.

Estes exemplos mostram o que pode ser feito com ajuda das redes e da colaboração, mas é importante que se perceba que embora estas atitudes possam gerar lucro, o foco principal aqui é a vontade de construir um mundo melhor e reverter situações que podem levar ao caos este planeta que já conta com sete bilhões de habitantes. Se por um lado, caminhamos à beira do abismo, vale lembrar que, por outro lado, um passo atrás é possível. Numa canção em que diz que o Brasil é o país do futuro, Renato Russo pergunta “e você, de que lado está?”.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Márcio Aparecido Nogueira Viana

Márcio Viana, jornalista. Atua como Gestor de Documentação e Arquivo. Especialista em Gerência de Sistemas e Serviços de Informação e Gestão de Documentos de Arquivo pela FESP-SP, e em Gestão Estratégica do Conhecimento e da Inovação pelo Senac/SP. Participante de grupos de estudo sobre Redes Sociais e Gestão do Conhecimento.