A importância da comunicação em Libras na vida das pessoas surdas

A importância da comunicação em Libras na vida das pessoas surdas
A importância da comunicação em Libras na vida das pessoas surdas

Educação e Pedagogia

25/11/2012

Introdução
A linguagem é parte integrante no desenvolvimento do ser humano. A falta dela tem graves consequências para o indivíduo no que se refere ao seu desenvolvimento emocional, social e intelectual. A comunicação é um processo de interação no qual se compartilha mensagens, ideias, emoções e sentimentos, podendo influenciar ou não outras pessoas. No entanto, a comunicação nem sempre ocorre de forma clara, uma vez que há várias crianças, jovens e adultos com deficiência na audição e consequentemente na comunicação.

Algumas pessoas nascem com problemas auditivos, e não conseguem ouvir o que é dito pelos outros. Devido a deficiência auditiva a fala fica prejudicada e não são raros os casos em que ela não é desenvolvida. As pessoas que apresentam essa deficiência geralmente se comunicam através de gestos, numa linguagem própria, feita através de sinais. Essa linguagem recebe a nomenclatura de Língua Brasileira de Sinais, mais conhecida como LIBRAS.

Para melhor compreender a linguagem no processo de comunicação dos surdos, busca-se neste trabalho distinguir Língua e Linguagem, conceituar Libras e explicitar suas características, refletir acerca da importância da comunicação em Libras na vida das pessoas surdas e na constituição da identidade do sujeito surdo.

Capítulo 1 Distinção Entre Língua E Linguagem
Desde os tempos mais remotos da humanidade, o homem procura registrar os fatos marcantes e mais importantes da sua época. Para fazer os registros, o homem pré-histórico utilizava-se de sinais e pinturas feitas nas paredes das cavernas. Através desses registros, foi possível conhecer a história da humanidade, as culturas, o modo de vida dos nossos antepassados. Foi possível perceber também que o homem, em diferentes épocas demonstra a necessidade de interação social e através da comunicação. Além disso, há o fato da busca constante em entender o processo comunicativo, principalmente no que tange aos conceitos de língua, linguagem e as características que as distinguem. Assim, neste capítulo serão abordados os conceitos e diferenças entre Língua e Linguagem.

1.1-Conceituando Língua e Linguagem
De acordo com o Dicionárioweb língua é um "conjunto dos elementos que constituem a linguagem falada ou escrita peculiar a uma coletividade: a língua portuguesa". Ou seja, língua é o conjunto organizado de elementos, sendo sons e gestos, que determinadas comunidades usam para se comunicar.

A língua pertence a todos os membros de uma comunidade, por isso faz parte do patrimônio social e cultural de cada coletividade. A língua geograficamente é distinta, como por exemplo, no Brasil a língua falada é a Portuguesa, na Inglaterra é o Inglês, na França é o francês e assim por diante. As línguas podem se manifestar de forma oral ou gestual, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras) Já a linguagem é a capacidade que os homens têm para produzir, desenvolver e compreender a língua falada e outras manifestações, como a pintura, a música e a dança. A linguagem é uma forma de ação interindividual orientada por uma finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes nos diferentes grupos de uma sociedade, nos distintos momentos da sua história. (BRASIL, 200, p.23-24)

As pessoas se comunicam e interage pela linguagem tanto em conversas informais com os amigos, quanto na redação de carta, bilhete ou ainda na produção de relatório profissional, de uma notícia ou livros. De acordo com Lacerda (1998, p.38), linguagem é "uma atividade constitutiva dos sujeitos. É nela, por ela e com ela que nós, seres humanos, nos tornamos humanos, nos apropriamos da cultura circundante e temos acesso aos conhecimentos construídos ao longo da história da humanidade".

Pinheiro (2010, p. 20), ressalta que "a linguagem humana é natural, não é herdada [...], mas o homem aprende a sua Língua e é dotado de cultura e de capacidade de expressar sentidos diferentes de acordo com as diferentes situações [...]". Sendo assim, a linguagem possui um valor fundamental na vida do ser humano uma vez que através dela, as pessoas fazem-se entender umas pelas outras, compartilham experiências de diversas ordens, expressam suas emoções, sentimentos, planejam suas ações, a condução de suas vidas, da comunidade e do país, ou seja, ela dá oportunidade ao individuo de traduzir o que sente, estruturar o seu pensamento e expressar o que já conhece.

Através da comunicação o homem aprende a viver e conviver em sociedade uma vez que ele passa a conhecer e manter contato com as normas sociais essenciais para uma convivência pacífica e responsável. Portanto, a comunicação humana é fundamental para a evolução do homem como pessoa e como cidadão ao qual influencia a sociedade e o meio em que ele vive.

Sobre comunicação, Sacks (2007, p.22 apud PINHEIRO, 2010, p. 18) afirma que: Ser deficiente na linguagem, para um ser humano, é uma das calamidades mais terríveis, porque é apenas por meio da língua que entramos plenamente em nosso estado e cultura humanos, que nos comunicamos livremente com nossos semelhantes, adquirimos e compartilhamos informações. Através da comunicação os seres humanos acumulam informações de todo tipo, proporcionando seu amadurecimento e desenvolvimento pessoal e social, além de possibilitar reinventar a cultura para além da realidade atual. Sendo assim, a linguagem permite uma comunicação ilimitada acerca de todos os aspectos da vida das pessoas, sejam elas surdas, deficientes auditivas ou não.

Ferreira (2001, p.694), define surdez como sendo o "enfraquecimento ou abolição do sentido da audição". Pessoas surdas são aquelas "que não são capazes de ouvir e, consequentemente, não podem falar para se comunicar" (PINHEIRO, 2010, p.21).

Para Balbueno (2010, p.18) a deficiência auditiva "é caracterizada como um problema sensorial não visível, que acarreta dificuldades na detecção e percepção dos sons e que, devido a natureza complexa do ser humano trás sérias consequências ao indivíduo" como por exemplo, a ausência de comunicação por meio da fala.

Porém, tanto os surdos quanto as pessoas com deficiência auditiva são pessoas que compartilham os mesmos valores, interesses, ideologias e possuem uma identidade assim como os ouvintes. Como a linguagem reflete o cotidiano em que o homem vive, o surdo para "chegar a transmitir aquilo que pensa procura fazer uma aproximação com o real durante a comunicação, projetando em sua mente a imagem daquilo que se deseja transmitir" (PINHEIRO, 2010, p. 24). Por isso, mesmo não fazendo uso da linguagem oral para se comunicarem, é possível que Surdos e ouvintes vivam em comunidades e se comuniquem sem muitos atritos. Para tanto, é preciso "que haja um esforço mútuo de aproximação pelo conhecimento das duas línguas, tanto por parte dos ouvintes como dos Surdos". (idem, p.22).

Em se tratando de linguagem, esta pode ser classificada em linguagem verbal e não verbal. É uma linguagem verbal quando se usa palavras escritas ou faladas para fazer a comunicação. Já a linguagem Não verbal utiliza gestos, sons, cores, imagens, e outros. Para a pessoa se comunicar, pode fazer uso de uma ou outra forma de linguagem, ou até mesmo utilizar a combinação das duas. As pessoas surdas fazem uso da linguagem não verbal no qual utilizam gestos e expressões para se comunicarem. Porém, o que é denominado de palavra nas línguas orais auditivas é denominado sinal na Língua de Sinais.

Capítulo 2
Língua de Sinais Os surdos criaram uma Língua de Sinais, e através dela podem comunicar-se tão bem quanto os ouvintes, pois ela permite a melhor integração entre pessoas surdas e/ou ouvintes (RIBEIRO; SANTO, 2008, p. 179). A Língua de Sinais é uma língua visoespacial e se apresenta em uma modalidade diferente da língua oral, uma vez que utiliza a visão e o espaço, e não o canal oral- auditivo, ou seja, a fala. A Língua de Sinais faz uso de movimentos e expressões corporais e faciais que são percebidos pela visão.

Fernandes (1998, p.2) diz que a Língua de Sinais é uma língua natural, com organização em todos os níveis gramaticais, prestando-se às mesmas funções das línguas orais. Sua produção é realizada através de recursos gestuais e espaciais e sua percepção é realizada por meio da visão, por isso é denominada uma língua de modalidade gestual-visual-espacial. Dessa forma, pode-se afirmar que a Língua de Sinais é completa, com uma estrutura independente da língua portuguesa, que possibilita o desenvolvimento cognitivo da pessoa surda para que este tenha acesso a conceitos e conhecimentos já existentes. As Línguas de Sinais são complexas por que permitem a "expressão de qualquer significado decorrente da necessidade comunicativa e expressiva do ser humano" (BRITO, 1998, p. 19).

A Língua de Sinais não é um conjunto de gestos que interpretam as línguas orais, mas uma língua que expressa um pensamento sendo ele complexo ou abstrato. Sendo assim, da mesma forma que os ouvintes discutem todo e qualquer tipo de assunto por meio da fala, os surdos, graças a Língua de Sinais encontram-se no mesmo patamar, ou seja, eles podem emitir opiniões sobre vários assuntos tais como política, economia, física, histórias de humor, literatura, contos, piadas, novelas, culinária, etc.

No entanto, assim como na linguagem oral-auditiva não há uma universalização, pois os ouvintes se comunicam em diferentes idiomas nos mais distintos países, as comunidades surdas também apresentam variação na língua de sinais devido a nacionalidade, regionalidade e cultura. Porém, pode acontecer dos surdos de dois países utilizarem a mesma Língua de Sinais como é o caso dos Estados Unidos e Canadá, que usam a Língua de Sinais Americana. No Brasil, assim como em outros países, os surdos se comunicam por meio de uma linguagem gestual. Porém, a língua de sinais no Brasil é denominada de LIBRAS, que significa Língua Brasileira de Sinais.

2.1- Libras
A Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS - é a língua materna dos surdos brasileiros. Foi assim denominada durante a Assembleia convocada pela FENEIS, Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos, em outubro de 1993. Desde então, a Lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002 reconhece e oficializa a Libras. Já o Decreto nº 5.626 de 22 de dezembro de 2005 regulamenta a referida lei e mantém a denominação conforme descrito no art. 1º que diz, "é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados".

Ainda o mesmo Decreto e art., define a Língua Brasileira de Sinais, LIBRAS, como sendo a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Assim, a Libras adquire o status de primeira Língua da comunidade surda e a Língua portuguesa torna-se a segunda.


Todas as línguas sejam elas orais ou sinalizadas são estruturadas a partir de uma unidade mínima que formam unidades mais complexas. Porém, as pessoas geralmente acreditam que a Libras é uma representação da língua portuguesa através dos gestos, devido a modalidade sinalizada. Mas, ela não é derivada do português e também não é uma língua simplificada, pois contém estruturas e processos que não se encontra no português. A Libras é uma língua completa e possui uma gramática própria e única.

Brito (1995, p.36), afirma que: [...] todos os sinais que se incorporam ao léxico utilizam os parâmetros considerados gramaticais e aceitos dentro dessa língua. Isso constitui um dos aspectos que confirmam que a Libras é um sistema linguístico que constrói a partir de regras, distanciando-a dos gestos naturais e das mímicas que não possuem restrições para a articulação. Mesmo os sinais com interferência da língua oral, a serem incorporados à língua de sinais, obedecem às regras e restrições de sua estrutura.

A Libra diferencia-se de linguagem por possuir todos os requisitos que a conferem como Língua, tais como: aspectos fonológicos, morfológicos, sintaxe, semântica e pragmática. Dessa forma, as línguas de sinais assim como as línguas orais, "também são organizadas em níveis hierárquicos em que os sinais são constituídos em sequencias de unidades mínimas, o que corresponde à fonologia". (NANTES, 2010, p.120)

2.2 - Principais Características da Libras

Na Libras, os sinais representam um determinado ser ou objeto. O sinal é o fio condutor capaz de transmitir, propagar e difundir as palavras em suas distintas realizações por meio das mãos. Ele tem vida própria e, geralmente uma semelhança que remete a forma ou objeto representado, ou seja, "tem a propriedade de reproduzir por semelhança o mundo real, como também, comunicar signos abstratos, independentemente de seu grau de subjetividade" (PINHEIRO, 2010, p. 64).

Os sinais da Libras são classificados em icônicos e arbitrários. Os sinais icônicos são aqueles que apresentam semelhanças com o seu referente. Esta relação de iconicidade é estabelecida, na maioria das vezes, na comunidade surda, onde busca-se resgatar uma imagem que torne o sinal mais concreto.

Para Brito (1998, p. 19-20 apud PINHEIRO, 2010, p. 65) os sinais icônicos são "formas linguísticas que tentam copiar o referente real e suas características visuais", ou seja apresentam semelhanças físicas e geográficas com os seres e objetos representados. Já os sinais arbitrários não estabelecem ligação ao significado do sinal, pois estão na maioria dos casos relacionados a conceitos abstratos. Os sinais são formados por unidades mínimas chamados de parâmetros que são: configuração de mãos, ponto de articulação, movimento, orientação, expressão facial e/ou corporal. Estas unidades seriam os fonemas nas línguas de sinais que se combinam entre si para formar os morfemas.

Ribeiro e Santo (2008, p. 182-183) define os parâmetros da seguinte forma: - CM ou Configuração da(s) mão(s) - é a forma que a mão apresenta os sinais. [...] - PA ou ponto de articulação - é o local onde o sinal é feito, podendo estar num espaço neutro ou tocar alguma parte do corpo. [...] - movimento - os sinais podem não ter um movimento. [...] - orientação/direcionalidade - os sinais podem apresentar diversas direções [...] - expressão facial e/ou corporal - as expressões faciais/corporais são de fundamental importância para o entendimento real do sinal, sendo que a entonação em Língua de Sinais é feita pela expressão facial. Quando uma palavra em português não possui significado próprio ou a pessoa ouvinte ainda não possui um sinal pessoal exclusivo, é necessário fazer a soletração manual, ou seja, usar os sinais do alfabeto manual para formar as palavras e dizer seu nome. Esse procedimento chama-se datilologia.

A Datilologia é um sistema com configurações de mão que representa cada letra do alfabeto da língua portuguesa. É usada para "expressar nome de pessoas, de localidades e outras palavras que não possuem um sinal" ou que o soletrador não conhece (PINHEIRO, 2010, p. 75). Dessa forma, é possível a comunicação entre os surdos e os ouvintes mesmo quando não há um sinal específico para expressar, pensamentos, desejos, opiniões, sentimentos ou compartilhar assuntos diversos.

2.3 - A importância da comunicação em Libras na vida das pessoas surdas
O que mais angustia os pais de pessoas surdas não é a surdez em si, mas o obstáculo na comunicação que ela proporciona. Muitos pais não estabelecem a Língua de Sinais na comunicação com seus filhos, porque desconhecem a importância dela para o desenvolvimento psíquico-social e ainda como uma forma de aquisição dos conhecimentos das pessoas surdas. Há por parte deles a ilusão de que seus filhos possam ouvir ou tornarem-se semelhantes aos ouvintes. Para tanto, buscam atendimentos, tratamentos clínicos e educação oralista na tentativa de oferecer aos filhos surdos, a oportunidade de constituírem-se como sujeitos e cidadãos através da linguagem oral.

Porém, a utilização da Linguagem Brasileira de Sinais é uma forma de garantir a preservação da identidade das pessoas e comunidades surdas. Além disso, contribui para a valorização e reconhecimento da cultura surda que, por tanto tempo, foi o alvo da hegemonia da cultura ouvinte (ZANETTE, 2010).

A comunicação através da Libras, propicia uma melhor compreensão entre surdos e ouvintes, uma vez que já está previsto em lei a presença de intérpretes de Libras em diferentes instituições públicas , como escolas, universidades, congressos, seminários, programas de televisão entre outros. Além disso, a utilização das libras facilita a comunicação entre os surdos, que passam a se compreender como uma comunidade que tem características comuns e que devem ser reconhecidas como tal, praticando assim, a verdadeira inclusão social.

A pessoa surda, através da Língua de Sinais, pode desenvolver integralmente todas as suas possibilidades cognitivas, afetivas e emocionais, permitindo sua inclusão e integração na sociedade. Por isso, é imprescindível que os pais de crianças surdas estabeleçam contato com a Língua de Sinais o mais cedo possível, aceitando a surdez de seus filhos como diferença e a Libras como uma modalidade de comunicação.

O atraso na aceitação deste fato pode acarretar prejuízos no desenvolvimento cognitivo, emocional e da comunicação da criança surda, uma vez que a utilização da Libras pelos surdos possibilita o entendimento podendo ainda facilitar o atendimento de suas necessidades, seus anseios e suas expectativas. É por meio dessa língua que o surdo fará a interação na sociedade, construir sua identidade e exercer sua cidadania, sendo esta, a forma mais expressiva de inclusão.

Conclusões

Ao refletir sobre a importância das Libras na vida das pessoas surdas foi possível perceber que, a Língua Brasileira de Sinais é um meio de garantir a socialização e interação do surdo na sociedade, além de contribuir para a valorização e reconhecimento da cultura surda. Cabe ressaltar também que a utilização das libras facilita a comunicação entre os surdos e também propicia uma melhor compreensão entre surdos e ouvintes, uma vez que, já está previsto em lei a presença de intérpretes de Libras em diferentes instituições sociais, como por exemplo, escolas, universidades, programas de televisão, palestras, eventos sociais entre outros. Assim, a língua de sinais garante ao surdo a possibilidade de reconhecimento e legitimação desta forma de comunicação, uma vez que está estabelecida em lei. Por isso, é importante que os familiares, assim que for diagnosticada a surdez em seus filhos, estabeleçam a Língua de Sinais como forma de comunicação. Dessa forma, seus filhos poderão desde cedo, além de estabelecerem uma comunicação com os ouvintes, assimilarem, compreenderem, interagirem e se apropriarem dos conhecimentos cognitivos, afetivos e emocionais.

A utilização da Libras vem colaborar para a inclusão social dos surdos desprezando qualquer forma de discriminação e preconceito com esse grupo, que ao longo da história sofreu com a ignorância e visão errônea dos ouvintes que observava a surdez como uma deficiência que deveria ser tratada clinicamente com intuito de superar o déficit auditivo. Dessa forma, pode-se concluir que a utilização da Libras deve ser cada vez mais incentivada na sociedade e não utilizada apenas nas instituições escolares, pois esta, possibilita o surdo a interagir em sociedade, construir sua identidade, colaborando ainda para a melhoria da qualidade de vida da população surda, além de assegurar os direitos como cidadão e o respeito às diferenças.

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


Maria de Fátima de Oliveira Almeida

por Maria de Fátima de Oliveira Almeida

Graduada em: Pedagogia - Educação Infantil e Séries Iniciais do Ensino Fundamental pela Universidade Luterana do Brasil (2010), em Normal Superior pela Universidade Presidente Antônio Carlos (2007) e em Licenciatura em Matemática pela Universidade Presidente Antônio Carlos (2002). Especialista em Educação. Atualmente é professor da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, tutora a distancia - If Sudeste MG - Campus Rio Pomba e tutor de sala da Universidade Norte do Paraná. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação e Aprendizagem (Texto informado pelo autor)

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