Tipos de Contaminantes

Tipos de Contaminantes
VETERINARIA
Os contaminantes alimentares são classificados em biológicos, químicos e físicos.

a) Contaminantes físicos: vidros, metais, madeira ou qualquer tipo de material palpável ou objeto que possam causar dano ao consumidor.

b) Contaminantes químicos: toxinas naturais (toxinas paralisantes, neurotóxicas, amnésicas e diarreicas, ciguatoxinas), toxinas microbianas (toxinas e micotoxinas), metabólitos tóxicos de origem microbiana (histaminas e tetrodotoxinas), contaminantes inorgânicos tóxicos, anabolizantes, antibióticos, herbicidas, pesticidas, aditivos e coadjuvantes alimentares tóxicos, tintas, lubrificantes, desinfetantes e produtos químicos de limpeza, desinfetantes, etc.

c) Contaminantes biológicos: bactérias, vírus, parasitos patogênicos e protozoários.

Prevenção
Um alimento não pode configurar-se em um meio de transmissão de doenças ou um instrumento para causar danos a quem os consumir. Desta forma, medidas de controle preventivo devem ser observadas em todo o processo produtivo a fim de evitar que um alimento se transforme em um meio de disseminação de doenças ou danos ao consumidor.

Contaminantes Físicos
São aqueles contaminantes de natureza física, representados por objetos ou matérias estranhas que são capazes de injuriar fisicamente um consumidor. Os contaminantes físicos, bem como os biológicos, são capazes de contaminar os alimentos em qualquer etapa de sua produção. É importante se ter em mente que qualquer substância estranha pode se constituir em um perigo à saúde se for capaz de produzir dano ao consumidor. Isso é de fundamental importância para os alimentos produzidos para crianças, quando pequenos pedaços de papel, provenientes dos envoltórios da embalagem, podem significar risco de vida.

Os tipos comumente associados a contaminantes físicos em alimentos são:

a) Metais: podem ser introduzidos nos alimentos a partir das matérias-primas, durante o processo produtivo e de embalagem, podendo ocasionar ferimentos. Este tipo de ocorrência pode ser prevenido por meio de uma adequada manutenção preventiva dos equipamentos, considerando as corrosões, pintura danificada, partes soltas ou frouxas a fim de evitar sua queda nos produtos. Uma prática que se verifica com certa frequência é o uso de grampeadores (grampos metálicos) para fechamento das embalagens. Este procedimento deve ser evitado.

b) Vidros: bastante perigosos, já que podem causar cortes na boca dos consumidores e se engolidos causam sérias consequências. O vidro pode estar presente nas matérias-primas, como um contaminante proveniente de um ponto de produção ou a partir da embalagem delas. Em restaurantes, rotisserias e áreas de produção, às vezes, é comum o uso de conservas acondicionadas em vidros. Uma forma de prevenção é manter estes recipientes fora dos locais de manipulação ou distantes das mesas de manipulação de alimentos. Outro cuidado preventivo de suma importância para coibir este tipo de contaminação é o uso de dispositivos de proteção contra explosões e quedas acidentais nas luminárias das áreas de produção e expositores de alimentos. c) Madeiras: fragmentos de madeira podem constituir um perigo ao consumidor, sendo causa de corte na língua e garganta e até perfurações. A prevenção deste contaminante pode ser efetivada evitando-se a entrada de caixas e pallets de madeira em áreas de produção de alimentos, bem como evitar o uso de utensílios de madeira, tais como colheres de pau, rolos de massa, tábuas de corte e palitos nas preparações culinárias.

d) Pedras: matérias-primas de origem vegetal comumente são contaminadas por pedras, principalmente o feijão, podendo ocasionar danos ao consumidor. Seleção adequada de fornecedores e matérias-primas pode ser uma maneira de prevenção a este tipo de ocorrência, bem como evitar manutenções prediais como quebra de paredes, durante os trabalhos produtivos na área de manipulação de alimentos.

e) Plásticos: fragmentos de plástico, rígido ou flexível, liberados por utensílios ou superfícies de trabalho podem ser perigosos aos consumidores. O treinamento de funcionários para o uso adequado de utensílios e a substituição deles quando danificados são medidas de controle para evitar este tipo de contaminante nos alimentos.

f) Cabelo: o principal dano físico ocasionado por um fio de cabelo no alimento é emocional, já que são carreadores de micro-organismos patogênicos aos alimentos. A principal forma de prevenir a ocorrência deste tipo de contaminante nos alimentos é a obediência às normas e cuidados higiênicos de manipulação, ou seja, uso adequado de dispositivos de proteção nos cabelos (redes, lenço, touca, boné), cabelos curtos e devidamente protegidos.

g) Pragas (insetos): além de carreadores de toda sorte de micro-organismos patogênicos, podem ser vetores de contaminação química por intermédio das iscas tóxicas utilizadas para seu controle. São também considerados perigos físicos que podem ocasionar danos emocionais. Como medida preventiva à sua ocorrência em locais de produção ou manipulação de alimentos é a manutenção de um programa eficaz de controle e combate às pragas.

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