Inflamação do Trato Urinário Inferior dos Felinos - FLUTD

Inflamação do Trato Urinário Inferior dos Felinos - FLUTD
VETERINARIA
Essa inflamação, antigamente conhecida por SUF (Síndrome Urológica Felina), geralmente acompanha uma obstrução uretral no macho e uma cistite e uretrite nas fêmeas. Acometem principalmente animais de um a seis anos, particularmente aqueles que não recebem rações com propriedades preventivas de FLUTD (Feline Lower Urinary Tract Disease), ou seja, alimentos sem controle dos minerais, e de baixo grau de digestibilidade.
A maior parte dos quadros de FLUTD é de origem desconhecida ou idiopática, e uma menor parte causados pela presença de urólitos e outras causas.

Fatores pré-disponentes
Redução da atividade física (diminuição do consumo de água e da micção);
Castração, confinamento, obesidade, enfermidades;
Dietas ricas em Mg (cálculos de fosfatos ou duplos amoníacos magnesianos);
Ração seca – baixa caloria e fibra aumentada - aumenta o volume fecal, aumenta a excreção de água, diminuindo a quantidade de urina;
pH urinário maior que 6.8.

Sinais clínicos
Os sintomas clínicos da FLUTD variam e podem ser resultado de uma inflamação ou irritação do trato urinário ou do seu completo bloqueio.
Disúria - (dor ou dificuldade para urinar - o gato pode tentar urinar, sem conseguir, ou chorar ao se esforçar para urinar, de modo inadequado como, por exemplo: fazer fora da caixa de areia);
Hematúria - (vestígios de sangue na urina);
Polaciúria - (urinar com muita freqüência)
Anúria – (obstrução do fluxo urinário - aumento da bexiga gerando dor; lambedura do períneo e pênis);

Se ocorrer azotemia não tratada, o animal pode vir a óbito em 48 a 72 horas

Diagnóstico
Histórico, anamnese e exame clínico;
Urinálise;
Urocultura;
Rx e Ultra-sonografia;

Deve-se procurar fazer o diagnóstico diferencial com pólipos inflamatórios; neoplasias e alguns defeitos anatômicos.
O tratamento emergencial deve ser feito com o animal contido quimicamente para haver um relaxamento da musculatura uretral (ketamina). Na tentativa de fazer o gato urinar, massageia-se a ponta do pênis e, ao mesmo tempo, faz-se ligeira compressão da bexiga; caso não surta o efeito desejado, durante a sedação, pode-se proceder a cistocentese e a lavagem vesical com soro fisiológico morno na tentativa de retirar as areias e cristais presentes na bexiga. Cálculos maiores requerem tratamento cirúrgico.
Prognóstico: depende do tempo de evolução e do sucesso no tratamento.

A prevenção é fundamental e está baseada nesses princípios:
Aumento da ingestão de água;
Rações de boa qualidade;
Aumento a atividade física;
Cuidados com a bandeja sanitária;
Evitar estresse e sedentarismo.

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