Feocromocitoma

Feocromocitoma
VETERINARIA
Os feocromocitomas são tumores secretores de catecolaminas originados a partir das células cromafins da medula adrenal oriundas do neuroectoderma embrionário. Apesar de descrito em diversas espécies de mamíferos domésticos e em humanos, é uma neoplasia bastante rara, e normalmente associada a outros tumores mesenquimais, ou a outros tumores endócrinos, como os que levam ao desenvolvimento de HPD, carcinomas de tireóide e hiperplasia de paratireóides. Em humanos, os feocromocitomas secretam predominantemente noradrenalina do que adrenalina, no entanto não se tem esta informação nos tumores adrenomedulares de cães e gatos. Os diversos efeitos da maior secreção de catecolaminas no sangue são oriundos da interação e potência de ativação dos diferentes tipos de receptores α e β dispersos pelos diferentes tecidos.

Apresentação e Sintomas
A ocorrência desta patologia é extremamente rara no cão, e ainda menos comum em gatos. A média de idade na apresentação inicial é em torno de 10,5 anos, mas relatos variam de 1 a 15 anos. Aparentemente não há predileção sexual. Cerca de 50% dos feocromocitomas são invasivos localmente e apresentam taxas de metástases (fígado, pulmões, linfonodos, baço, ossos, e SNC) na ordem de 15 a 30%. O diagnóstico de feocromocitoma é bastante desafiador, e cerca de até 48% dos casos podem ser descobertos na necropsia somente. O diagnóstico ainda em vida é importante, uma vez que se podem evitar as complicações limitantes à vida causadas pelos feocromocitomas.

A maioria dos sinais clínicos observados em cães com feocromocitomas são secundários aos efeitos biológicos das catecolaminas. Contudo, alguns sinais podem ser secundários a invasão local de estruturas pelo tumor (rins, veia Cava, artéria Aorta, canal medular), o que pode levar de forma mais drástica a trombose da veia Cava caudal ou hemorragia intra-abdominal aguda. Os sintomas podem ser brandos e aparentemente ausentes, até graves como colapso circulatório. Da mesma forma, os sinais podem ser agudos, episódicos, ou podem ser crônicos e progressivos dependendo da natureza secretora do tumor (intermitente ou continua), da quantidade e tipo de catecolamina secretada e se há ou não invasão de estruturas.

As queixas comuns envolvem perda de peso, anorexia e depressão, assim como os sinais respiratórios. A taquicardia e arritmias são efeitos diretos das catecolaminas. As mucosas podem estar hiperêmicas ou pálidas em virtude de hemorragias e vasoconstrição (até um terço dos casos). Distensão abdominal pode estar presente secundário a ascite por obstrução vascular, ou como resultado de hemorragias. Alguns animais poderão evidenciar massas abdominais palpáveis. A avaliação retiniana pode evidenciar sinais de retinopatia hipertensiva. Apesar de comum, a hipertensão sistêmica (pressão sistólica > 160 mmHg e pressão diastólica > 100 mmHg) não tem a sua verdadeira incidência determinada podendo estar associada com distúrbios concomitantes e não com o feocromocitoma. A Paralisia dos membros posteriores pode ser secundária ao tromboembolismo ou por problemas neurológicos primários.

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