O papel do arteterapeuta

O papel do arteterapeuta
PSICOLOGIA
Olá pessoal, hoje eu gostaria de escrever um pouco sobre o papel do arteterapeuta. Primeiramente, quero ressaltar que a arte como instrumento terapêutico ainda é vista por algumas correntes da psicologia mais conservadoras com certas reservas. Entretanto, a prática da arteterapia existe em torno de 30 anos e dentro da abordagem junguiana a arte sempre esteve presente, pois é uma prática rotineiramente incluída nas condutas terapêuticas. O principal objetivo da arteterapia é de oferecer um apoio e uma assistência às pessoas em dificuldades de aprendizado, sociais e pessoais, de maneira que as atividades artísticas desenvolvidas pelo indivíduo possa induzi-lo para um processo de transformação de si mesmo, assim ajudando-os a integrar-se à grupos sociais de forma mais saudável, crítica e criativa. Ao meu ver, a arteterapia também pode nos ajudar no nosso autoconhecimento, contribuindo para que nos tornamos pessoas melhores.

Os arteterapeutas podem vir de diversas áreas do conhecimento:
Educação: professores, pedagogos etc.
Social: assistentes sociais, educadores etc.
Arte: artistas plásticos, dançarinos, pintores, atores, músicos, fotógrafos, etc.
Saúde: enfermeiros, médicos, psicólogos, psicanalistas etc.
A arteterapia pode ser trabalhada em grupo ou individualmente.

O trabalho com a arteterapia tem crescido muito nos últimos tempos e tem sido trabalhada em diversas instituições da sociedade como, por exemplo: hospitais, prisões, comunidades carentes e empresas.

Uma frase de Jung que me toca muito durante todo o meu trabalho e também uma postura que eu procuro ter e manter é esta aqui: "Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana - Carl Gustav Jung".
O arteterapeuta é um facilitador no processo de transformação da pessoa. O profissional atua como o guia do processo, ou seja, não tem o poder de mudar as pessoas, mas tem o poder de proporcionar os recursos e materiais para as intenções criativas de cada uma delas com o intuito de que as transformações possam acontecer. Assim sendo, o arteterapeuta irá trazer para o espaço terapêutico diversos materiais, tais como: lápis de cor, giz de cera, tintas, argila etc.

O paciente irá escolher o material em que ele se sinta mais confortável em trabalhar, pois estes materiais deverão ser adequados com a individualidade de cada pessoa, ou seja, o processo de terapia com a arte é adaptado ao indivíduo e suas particularidades (o que faz cada um ser único). A variedade de materiais dá ao sujeito uma abrangência de possibilidades, pois assim facilita a expressão da singularidade do seu criador, além de estimular a criatividade e trazer para consciente conteúdos internos importante para o nosso desenvolvimento que ficam recalcados e guardados na sombra. A sombra é o nosso lado obscuro, desconhecido e reprimido da nossa psique humana. Quando olhamos para estes conteúdos da sombra e trazemos para a consciência, ocorre uma expansão de toda a estrutura psíquica. Por consequência, provoca mudanças de comportamento.

As atividades que são desenvolvidas por meio da arteterapia não são submetidas a julgamento pertinentes aos padrões estéticos formais. É arte pela arte e ela por si só já é transformadora. As intervenções de arteterapia são envolvidas pela predominância do não verbal, ou seja, o arteterapeuta na sua intervenção, utiliza a palavra de forma não abusiva ao longo do desenvolvimento dos processos expressivos, pois este falar compulsivamente pode dificultar o aprofundamento da psique. Somente após o término da atividade expressiva que a palavra pode ser empregada com mais produtiva, com a finalidade de expressar as vivências subjetivas com mais profundidade. Através deste trabalho a pessoa vai se apropriando dos seus próprios conteúdos, conhecendo a si mesma e se tornando assim um sujeito ativo do processo terapêutico. Espero que você tenha gostado deste artigo e que ele também tenha lhe ajudado. Até a próxima e boa semana!!!!

Referências Bibliográficas
VALLADARES, Ana Cláudia Afonso. A Arteterapia Humanizando os Espaços de Saúde. 1. Ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2008.
Gabriela Monteiro do Amaral Prado
Especializada em Psicologia da Saude. Formações em Constelações Familiares, Grafologia, Psicopatologia da criança e do adolescente, Psicodiagnostico e Arteterapia. Possui experiencias em Ongs, Avaliação Psicologica e Recursos Humanos.Trabalha atualmente na condução de grupos terapêuticos, atendimento clinico e no desenvolvimento de palestras e workshops. site: lalchimiepourvous.webnode.fr/pt-br/
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