Formas de infecção da Hepatite B

Formas de infecção da Hepatite B
ODONTOLOGIA
A transmissão do vírus da hepatite B (HBV) se faz principalmente por via parenteral e pela via sexual, sendo considerada, pelo Ministério da Saúde, uma doença sexualmente transmissível. Sendo assim, a hepatite B pode ser transmitida por solução de continuidade (pele e mucosa), relações sexuais desprotegidas e através do compartilhamento de agulhas e seringas, realizando tatuagens, à partir da colocação de “piercings”, por meio de procedimentos odontológicos ou cirúrgicos).

Outros líquidos orgânicos, como sêmen, secreção vaginal e leite materno, também podem conter o vírus e dessa forma, constituir-se fonte de infecção.

A transmissão vertical (de mãe para filho) também é causa frequente de disseminação do HBV em regiões de alta endemicidade.



Sangue e seus derivados

Nas zonas de baixa prevalência, um dos principais modos de propagação do HBV continua sendo a inoculação de sangue e derivados por transfusões, inoculação acidental com quantidades mínimas de sangue (intervenções cirúrgicas e odontológicas), injeções, imunização em massa, tatuagens, acupuntura, "piercings” em região oral e nasal, acidentes em laboratório, aparelhos de barba ou escovas de dente usadas por mais de uma pessoa.

Nas zonas de prevalência intermediária e alta, destacam-se a transmissão perinatal, a possibilidade de propagação por insetos hematófagos e a transmissão horizontal.


Transmissão perinatal

A transmissão materno-fetal do HBV representa um fator de risco maior de infecção crônica, principalmente em certas regiões da Amazônia. O AgHBs pode ser detectado no sangue, colostro e secreção vaginal das mães, enquanto os recém-nascidos apresentam o AgHBs no suco gástrico.

Infecções intrauterinas são incomuns, visto que o HBV não atravessa a placenta intacta, e acredita-se que os poucos casos de ocorrência intrauterina ocorreram por extravasamento de sangue materno para a circulação fetal via placenta danificada.

A transmissão do VHB perinatal provavelmente ocorre durante o parto ou logo após o nascimento, quando o sangue materno entra em contato com a circulação do recém-nascido, ou por ingestão inadvertida de sangue por ele. A transmissão materno-fetal está fortemente relacionada com o perfil do VHB presente na mãe. Mães AgHBs positivas e AgHBe positivas representam risco de 90% de infecção em seus recém-nascidos. Já mães AgHBs positivas e anti-HBe positivas apresentam prevalências de 17% de infecção em recém- nascidos.


Outras vias de propagação


O AgHBs foi detectado na bile e no suco pancreático, e pode ser consequência da replicação do vírus na célula hepática, porém tal fato ainda não foi demonstrado no pâncreas ou em outros tecidos, e parece haver fatores no trato gastrointestinal que destroem o HBV.

A saliva contém AgHBs e pode ser infectante, fato comprovado por inoculação em chimpanzés.

Como pode haver AgHBs no sêmen, na secreção vaginal e no sangue menstrual, é possível que durante a relação sexual o VHB atravesse as superfícies mucosas expostas. Esses fatos podem explicar a maior frequência de hepatite B em familiares de portadores do HBV.


População de alto risco


Más condições de higiene, promiscuidade ou imunodeficiência, tornam certos grupos populacionais de alto risco em adquirir o HBV:

Além destes, profissionais da área médica e odontológica, pacientes em hemodiálise, hemofílicos, homossexuais masculinos, prostitutas, toxicômanos, presidiários, familiares de portadores crônicos do HBV, portadores de esquistossomose hepatoesplênica e deficientes mentais também constituem populações de alto risco.

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