Linfoma de Burkitt

Linfoma de Burkitt
MEDICINA
O Linfoma de Burkitt (LB) representa um subgrupo de linfoma não-Hodgkin de alto grau, com características epidemiológicas, moleculares e clínicas distintas, que foi classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) dentro dos tumores de tecido linfoide, como uma neoplasia de células linfoides B maduras. É um tumor de células B, tendendo a disseminar para áreas além do sistema linfático, como a medula óssea, o sangue, o sistema nervoso central e para o liquor, apresentando três variações clínicas:

1. LB endêmico: Ocorre na África equatorial, onde está associado com a malária, em Papua Nova-Guiné e o nordeste brasileiro, sendo a principal neoplasia maligna em pacientes pediátricos nessas localizações, uma vez que foi observada a existência de uma possível associação entre sua distribuição geográfica e os fatores climáticos de cada região.

2. LB esporádico: mais frequente em crianças e pacientes jovens, com baixa incidência (cerca de 2% de todos os linfomas dos Estados Unidos da América e da Europa).

3. LB associado à imunodeficiência: verificado com frequência em pacientes infectados pelo HIV, em que nos casos de progressão para a imunodeficiência, pode apresentar uma de suas manifestações iniciais.

O tumor localiza-se geralmente na mandíbula, e mais de 90% dos casos estão associados à infecção por EBV. A infecção pelo Plasmodium falciparum (malária) possivelmente reduz a capacidade das células T de controlar as células B infectadas e intensifica a proliferação.

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