Diferenças entre o sistema nervoso somático eferente e o visceral eferente

Diferenças entre o sistema nervoso somático eferente e o visceral eferente
MEDICINA

No sistema nervoso autônomo há 2 neurônios, um deles tem o corpo dentro do sistema nervoso central (medula ou tronco encefálico) e o outro está localizado no sistema nervoso periférico.



Assim, os neurônios do sistema nervoso autônomo cujos corpos estão fora do sistema nervoso central e se localizam em gânglios recebem o nome de neurônios pós-ganglionares e os que possuem seus corpos dentro do sistema nervoso central são chamados de neurônios pré-ganglionares.



Diferenças farmacológicas

As diferenças farmacológicas dizem respeito à ação de drogas, quando injetamos em um animal certas drogas, como adrenalina e noradrenalina, obtemos efeitos que se assemelham aos obtidos por ação do sistema nervoso simpático; estas drogas são denominadas de simpaticomiméticas.
Há também drogas, como a acetilcolina, que imitam as ações do parassimpático e são chamadas de parassimpaticomiméticas.


OBS: sabemos hoje que a ação da fibra nervosa sobre o efetuador (músculo ou glândula) se faz por liberação de um neurotransmissor, dos quais os mais importantes são a acetilcolina e a noradrenalina.



EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO:

Após a fecundação e o rápido desenvolvimento do embrião, no 18o dia, folheto mais externo (ectoderma) é possível distinguir no disco embrionário estruturas que mais tarde darão origem ao sistema nervoso central (placa, tubo e crista neural).



No 20o dia já é possível visualizar a placa neural que foi formada pela multiplicação localizada de células ectodérmicas e está circundada por outro grupo de células diferenciadas que irão formar a crista neural. A placa neural se aprofunda formando um sulco na linha média (sulco neural).



No 21° dia o sulco neural está bem evidente e as cristas neurais se aproximam, iniciando a formação de um tubo.



No 24° dia toda a placa neural se invaginou e se uniu na sua porção superior, formando um tubo (tubo neural) e as cristas neurais se separam do tubo, embora ainda próxima. O tubo neural irá originar as células que irão compor o sistema nervoso central (cérebro, tronco cerebral e medula). A crista neural formará os neurônios periféricos sensitivos e os autonômicos.



No 28° dia, o tubo neural apresenta três dilatações na sua porção rostral, que são chamadas de cérebro anterior (prosencéfalo), cérebro médio (mesencéfalo) e cérebro posterior (rombencéfalo). Dentro dessas cavidades existem dilatações que darão origem aos ventrículos.

No 36° dia o prosencéfalo se divide, formando na sua porção posterior uma vesícula que será o diencéfalo e uma porção anterior em duas novas vesículas chamadas de telencéfalo e que darão origem aos hemisférios cerebrais. Ao mesmo tempo, o rombencéfalo irá originar duas estruturas, uma posterior (metencéfalo) que irá originar a ponte e o cerebelo e uma estrutura anterior (mielencéfalo) que formará o bulbo.



No 4° dia duas novas estruturas aparecem, originadas das vesículas telencefálicas, que são os lobos olfatórios, que farão parte do rinencéfalo. Nessa época, entre o metencéfalo e o mieolocénfalo surge uma prega que dará origem à ponte.


Entre o segundo e terceiro mês, as vesículas telencefálicas aumentam de volume e sobrepujam o diencéfalo, que fica mergulhado entre as mesmas. De uma porção lateral inferior (basal) das vesículas telencefálicas surge um espessamento, que dará origem aos gânglios da base. Do diencéfalo coberto pelas vesículas telencefálicas originará o tálamo e o hipotálamo.


A partir dessa época, as vesículas telencefálicas que deram origem aos hemisférios cerebrais começam a aumentar de tamanho e em espessura e passam a envolver completamente o mesencéfalo e a parte superior do cerebelo. Inicialmente são lisas e, à medida que evoluem transformam-se em circunvoluções.



Durante a divisão do prosencéfalo nas duas vesículas telencefálicas e na formação dos ventrículos laterais, são arrastados também vasos sanguíneos, que acompanham a invaginação e junto são recobertos pela camada interior de células ependimárias que recobrem os ventrículos laterais.



Migração celular:

Ao ser formado o tubo neural com 5 semanas são encontradas 3 camadas distintas. A camada interna chamada de camada ependimária é formada por células ependimárias ciliadas (que irão perder os cílios até o nascimento). A segunda camada, denominada de camada do manto, é formada por neuroblastos migratórios. A última camada é desprovida de corpos celulares e tem somente prolongamentos de neuroblastos e é chamada de camada marginal. Por fora, sempre irá haver um revestimento de células pia-máter.



Todas as estruturas do sistema nervoso central têm origem a partir das células ependimárias centrais e conforme a região tem níveis de migração e diferenciação diferentes.


Essa migração não é ao acaso, sendo que a maioria das células segue uma trilha pré-determinada, formada por grupo de neuroblastos originados da proliferação da placa neural, chamadas de células gliais radiais. Estas células se deslocam para a periferia e suas terminações mantêm um contato com a camada de células da luz do tubo neural e outro com a superfície pial do mesmo. Os neuroblastos migram “deslizando” por essas células, da camada do manto até a camada original.

Medula espinhal (3 meses): a zona do manto é bem evidente e originará a substância cinzenta, ficando a zona marginal sem células e que no adulto corresponde à substancia branca.



Hemisfério cerebelar (3 meses): o canal central do tubo neural irá formar o quarto ventrículo e será revestido pela zona ependimária. A zona do manto irá formar os núcleos cerebelares e os neuroblastos migratórios ao se dirigirem para a zona marginal. Logo após uma outra área sem células, seguida de uma camada bem delimitada que irá formar as células de purkinge.



Hemisfério cerebral (3 meses): o centro do tubo neural irá corresponder aos ventrículos laterais e está revestido por uma camada de células ependimárias, logo acima das células ependimárias está a zona do manto com os neuroblastos migratórios, que ascendem para a zona marginal. Na zona marginal, uma parte mais inferior quase não tem células e irá corresponder no futuro a substância branca cerebral. Logo acima um aglomerado de neuroblastos que irão originar a córtex cerebral primitiva e por última a camada sem células que é a futura camada molecular, também revestida pela pia-máter assim como a medula espinhal.



Diferenciação celular:

Como vimos acima, todas as células que compõe o sistema nervoso central tem origem no ectoderma embrionário, que se transformou em tubo e crista neural. As células oriundas da crista neural têm funções diferentes das originadas no tubo neural.



Células da crista neural: a crista neural origina, principalmente, os neurônios sensitivos periféricos e células da pia-máter. Algumas células podem ter origem múltipla, isto é, tanto da crista neural como de outros folhetos (células aracnóides e microgólia). A célula de Schwann e células satélites parecem ter origem dupla, isto é, da crista neural e tubo neural.



Células do tubo neural: do tubo neural se originam as células ependimárias, células da oligodendróglia, astrócitos, de associação da medula espinhal e cérebro, células motoras viscerais, da medula espinhal e encéfalo, células do controle motor somática multipolar (piramidal).



Até o final do sexto mês de desenvolvimento praticamente todos os neurônios do futuro sistema nervoso já estão formados, sendo 10 bilhões de neurônios do córtex cerebral e 50 a 100 bilhões de células gliais.



Bainha de mielina:

Durante o desenvolvimento, os axônios dos neurônios serão recobertos por células ou pela bainha de mielina, cujas células têm origens diversas. Para axônios situados no sistema nervoso central essa cobertura é feita pela bainha de mielina que é produzida por oligodendrócitos, que tiveram origem nas células ependimárias do tubo neural.


Os axônios dos neurônios do sistema nervoso periférico são recobertos pelas células de Schawnn que revestem os axônios amielinicos e nos casos dos mielinizados, pela bainha de mielina produzida por esta célula.

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