Contabilidade Gerencial

Contabilidade Gerencial
ADMINISTRACAO

Rodrigo Renir Comunelo*
Rrc_comunelo@hotmail.com
Mauricio Farias Cardoso**
farias-cardoso@uol.com.br



R E S U M O

Este trabalho de Contabilidade Gerencial estuda a função da contabilidade na área de controle, gerenciamento e tomada de decisões através de seus relatórios, os quais nos mostram a empresa ou indústria na sua forma mais real. O estudo da Contabilidade Gerencial, auxilia e da base sólida na tomada de decisão, pois nesse mundo globalizado no qual vivemos qualquer erro que cometamos numa tomada de decisão pode significar a perda de muito dinheiro, ou até mesmo a falência imediata da empresa, e para que isso não ocorra é que a contabilidade gerencial surgiu, para que esse risco seja praticamente zero, uma vez que ninguém quer nem pensar em uma eventual falência, também devemos lembrar que a Contabilidade Gerencial pode propiciar mudanças já que seus relatórios são capazes de mostrar com tamanha precisão a situação real da empresa, ate mesmo para fazer previsões futuras para um eventual investimento, como uma Filial ou uma ampliação da Indústria, e até mesmo na possibilidade de uma compra maior para um eventual estoque, e até mesmo num investimento. Nesse trabalho farei uma breve explanação sobre o Conceito de Contabilidade, Função do Contador, Contabilidade Gerencial e para que ela é mantida, Objetivos da Contabilidade Gerencial, Evolução e Mudança da Contabilidade Gerencial, Função de Criação de valor e Sistemas de informação assim como uma breve Conclusão.

Palavras – Chave: Controle; Tomada de Decisão; Falência; Previsões.

* Rodrigo Renir Comunelo – Pós Graduando do Curso de Controladoria e Gestão Financeira – UNIPAR – Francisco Beltrão – Paraná.
** Mauricio Farias Cardoso – Contador, especialista em Contabilidade, Auditoria e Finanças, consultor na área de gestão empresarial, professor da FAPA – Faculdade Porto-Alegrense.

 

1 – Introdução
A contabilidade desde o seu surgimento até os dias atuais, passou por grandes transformações, hoje ela é uma ferramenta de extrema importância para o bom êxito de um negocio. Neste trabalho, vamos encontrar o conceito e a importância da Contabilidade Gerencial para a administração e principalmente, acentuando o papel da informação gerencial contábil, para ajudar nas atividades decisórias e de resolução de problemas. Em vista deste tema, temos a transitória função do contador, que deixa de ser caracterizado como um profissional que somente olha para o passado, e passa a tratar de um futuro próximo, desenvolvendo assim, agilidade, perspicácia e disponibilidade para resolução de problemas que surgem, por causa principal da constante mudança do cenário econômico.


A Contabilidade Gerencial é um dos ramos da contabilidade que vem crescendo, pois tem como objetivo fornecer informações aos administradores de empresas que os auxiliam em funções gerências.


Com o mercado cada vez mais competitivo, cabe as empresas buscarem alternativas para manterem a atividade e terem um diferencial, e uma das soluções e investir em uma Contabilidade Gerencial, onde a mesma abrange varias técnicas como contabilidade financeira, contabilidade de custos, analise financeira e de balanços, e com a aplicação dessas técnicas irão contribuir para os administradores nas tomadas de decisões.


A Contabilidade Gerencial também fornece informações úteis e relevantes que facilitarão aos administradores encontrar respostas certas para as questões fundamentais de curto e longo prazo e assegurar o uso apropriado e a responsabilidade abrangente de seus recursos. 

 


Para um bom gerenciamento de uma empresa é necessário ter um setor contábil qualificado que além de saber efetuar as contabilizações saiba interpretar o reflexo dessas informações, porem par o bom andamento é importante ter um sistema que facilite o processo disso tudo e que também forneça diversos tipos de relatórios precisos e que gerencie a atividade como um todo.

2 – Conceito de Contabilidade
Segundo Marion (1998) “a contabilidade é o instrumento que fornece o máximo de informações úteis para a tomada de decisões dentro e fora da empresa. Ela é muito antiga e sempre existiu para auxiliar as pessoas a tomarem decisões. Com o passar do tempo o governo começa a utilizar-se dela para arrecadar impostos e torna obrigatório para a maioria das empresas”.


Porque, sendo uma técnica obrigatória em todas as empresas, no entanto na maioria das vezes somente é usada para atender as exigências de governo e não para fornecer informações na tomada de decisões. 


Esta ciência destina-se a captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os fatos contábeis que podem afetar as situações patrimoniais, econômicas e financeiras da empresa, seja ela Física ou Jurídica, entidades lucrativas ou não lucrativas, que tenham necessidades que exercem atividades econômicas para alcançar seus objetivos.

2.1 – Para quem é mantida a Contabilidade
A contabilidade é feita tanto para a pessoa Física ou pessoa Jurídica seja ela com ou sem fins lucrativos.
Pessoa Física: É qualquer pessoa ser humano.
Pessoa Jurídica: É constituído legalmente através de um contrato, formado por duas ou mais pessoa.


2.2 – A Função do Contador
A função básica do Contador é produzir informações úteis aos usuários da Contabilidade para a tomada de decisões. Ressalte-se, entretanto, que, em nosso país, em alguns segmentos da nossa economia, principalmente na pequena empresa, a função do contador foi distorcida (infelizmente), estando voltada exclusivamente para satisfazer às exigências do fisco.


3 - Contabilidade Gerencial
Segundo Sérgio de Ludícibus, “contabilidade gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido a varias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na analise financeira e de balanços etc., colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório”. 



Robert N. Anthony, considerado por muitos como um dos precursores da disciplina Contabilidade Gerencial, é bastante sintético em sua caracterização da disciplina: “A Contabilidade Gerencial, preocupa-se com a informação contábil útil à administração”.


A Contabilidade é uma atividade fundamental na vida econômica . Mesmo nas economias mais simples, é necessário manter a documentação dos ativos, das dívidas e das negociações com terceiros. O papel da contabilidade torna-se ainda mais importante nas complexas economias modernas. Uma vez que os recursos são escassos, temos de escolher entre as melhores alternativas, e para identificá-las são necessários os dados contábeis.


Em sentido amplo, a Contabilidade trata da coleta , apresentação e interpretação dos fatos econômicos. Usam-se os termos contabilidade gerencial para descrever essa atividade dentro da organização e contabilidade financeira quando a organização presta informações a terceiros. 

 

A Contabilidade Financeira é o processo de elaboração de demonstrativos financeiros para propósitos externos: pessoal externo à organização, como acionistas, credores e autoridades governamentais. Esse processo é muito influenciado por autoridades que estabelecem padrões, regulamentadores e fiscais, bem como por exigências de auditoria de contadores independentes.


Contabilidade Gerencial é o ramo da Contabilidade que tem por objetivo fornecer instrumentos aos administradores de empresas que os auxiliem em suas funções gerenciais. É voltado para a melhor utilização dos recursos econômicos da empresa, através de um adequado controle dos insumos efetuado por um sistema de informação gerencial. 

 


A contabilidade de Custos, cuja função inicial era de fornecer elementos para avaliação dos estoques e apuração do resultado, passou, nas últimas décadas, a prestar duas funções muito importantes na Contabilidade Gerencial: a utilização dos dados de custos para auxilio ao controle e para a tomada de decisões. É hoje, talvez, a área mais valorizada no Brasil e no mundo. Tornou-se muito importante com a redução da taxa de inflação e a abertura econômica aos produtos estrangeiros. Fornece importantes informações na formação de preços das empresas.


No que diz respeito à função administrativa de controle, a função da contabilidade de Custos é fornecer informações para o estabelecimento de padrões, orçamentos ou previsões e, a seguir, acompanhar o efetivamente acontecido com os valores previstos. Este tipo de custeamento é chamado de Custeio - Padrão; tem um papel muito importante no sentido de detectar ineficiências ou desperdícios nas atividades produtivas.
O contador gerencial é definido pelo IFAC – International Federation of Accounting (Federação Internacional de Contabilidade) como um profissional que:

“...identifica, mede, acumula, analisa, interpreta e relata informações (tanto financeiras quanto operacionais) para uso da administração de uma empresa, nas funções de planejamento, avaliação e controle de suas atividades e para assegurar o uso apropriado e a responsabilidade abrangente de seus recursos”. 



O contador gerencial deve esforçar-se para assegurar que a administração tome as melhores decisões estratégicas para o longo prazo. O desafio é propiciar informações úteis e relevantes que facilitarão encontrar as respostas certas para as questões fundamentais, em toda a empresa, com um enfoque constante sobre o que ser feito de imediato e mais tarde.


A Contabilidade Gerencial também se vale, em suas aplicações, de outros campos de conhecimento não circunscritos à contabilidade. Atinge e aproveita conceitos da administração da produção, da estrutura organizacional, bem como da administração financeira, campo mais amplo, no qual toda a contabilidade empresarial se situa.


De maneira geral, portanto, pode-se afirmar que todo procedimento, técnica, informação ou relatório contábil feitos “sob medida” para que a administração os utilize na tomada de decisões entre alternativas conflitantes, ou na avaliação de desempenho, recai na contabilidade gerencial. Certos relatórios, todavia, são validos tanto sob o ponto de vista do interessado externo a empresa quanto sob o ponto de vista da gerência.

3.1 – Objetivos da Contabilidade Gerencial
O estudo da Contabilidade Gerencial tem sido de grande importância para as empresas, de um modo geral, há algum tempo. Sua importância origina-se, principalmente, nas relações existentes entre a tomada decisão pelos administradores e as informações, que sustentam essas decisões.

Segundo Antônio Lopes de Sá. "O entrelaçamento dos estudos contábeis e administrativos não deixa dúvidas, na atualidade. Valer-se do conhecimento da contabilidade para a tomada de decisões dos fatos administrativos é hoje a mais exuberante parte de estudos que se conhece no setor".


A experimentação, a vivência, o bom senso e a origem das doutrinas são fatores determinantes para que os dados e interpretações oferecidos pela contabilidade não sejam abandonados pela Administração. Quanto mais complexa se torna à vida econômica dos povos, quanto mais inquieto o seu sistema político-social, quanto mais agitada a legislação, tanto mais subsídios devem ser colhidos pela administração através da ciência contábil. 


Com o surgimento das grandes sociedades comerciais, industriais e em especial das sociedades anônimas de capital aberto, as empresas vêm distanciando o conceito de propriedade do conceito de dirigentes, uma vez que estes não são necessariamente seus proprietários. Na medida em que este processo sobressai-se aumenta a necessidade de informações precisas, basicamente contábeis, que possibilitem um maior rigor administrativo.


A ampliação do leque dos usuários potenciais da contabilidade decorre da necessidade de uma empresa evidenciar suas realizações para a sociedade em sua totalidade. Antigamente, a contabilidade tinha por objetivo informar ao dono qual foi o lucro obtido num exercício comercial. No capitalismo moderno, isso somente não é suficiente. Os sindicatos precisam saber qual é a capacidade de pagamento de salários, o governo demanda a agregação de riqueza à economia e a capacidade de pagamento dos impostos, os ambientalistas exigem conhecer s contribuição para o meio ambiente, os credores querem calcular o nível de endividamento e a possibilidade de pagamento das dividas, os gerentes das empresas precisam de informações para subsidiar o processo decisório e reduzir incertezas, e assim por diante. 

 


Diante deste quadro, pode-se afirmar que o grande objetivo da contabilidade é planejar e colocar em prática um sistema de informação para uma organização, com ou sem fins lucrativos.


3.2 – Evolução e Mudança na Contabilidade Gerencial
O campo da atividade organizacional abarcado pela Contabilidade Gerencial foi desenvolvido através de quatro estágios reconhecíveis:
? Estágio 1 – Antes de 1950, o foco era na determinação do custo e controle financeiro, através do uso das tecnologia de orçamento e contabilidade de custos;
? Estágio 2 – Por volta de 1965, o foco foi mudado para o fornecimento de informação para o controle e planejamento gerencial, através do uso de tecnologias tais como análise de decisão e contabilidade por responsabilidade;
? Estágio 3 – Por volta de 1985, a atenção foi focada na redução do desperdício de recursos usados nos processo de negócios, através do uso das tecnologias de análise do processo e administração estratégica de custos;
? Estágio 4 – Por volta de 1995, a atenção foi mudada para a geração ou criação de valor através do uso efetivo dos recursos, através do uso de tecnologias tais como exame dos direcionadores de valor ao cliente, valor para o acionista, e inovação organizacional. 

 


Cada estágio da evolução representa adaptação para um novo conjunto de condições que as organizações enfrentam, pela absorção, reforma, e adição aos focos e tecnologias utilizadas anteriormente. Cada estágio é uma combinação do velho e do novo, com o velho sendo reformado para ajustar-se com o novo em combinação a um novo conjunto de condições para o ambiente gerencial. A Contabilidade Gerencial atual refere-se ao produto do processo de evolução cobrindo os quatro estágios. (IFAC, parágrafos 9 e 15). 


Nos estágios 3 e 4, ela (a Contabilidade Gerencial) é vista como uma parte integral do processo de gestão, com informações sendo disponibilizadas em tempo real diretamente para a administração, e com a distinção entre administração de apoio e linha sendo progressivamente embaçada. Nos estágios 3 e 4, a informação é vista como um recurso organizacional, juntamente com outros recursos organizacionais; o foco, agora, contudo, é na redução das perdas e desperdícios desses recursos e em conservar ou alavancar seu uso na geração ou criação de valor (IFAC, parágrafo 17). 



3.3 - Contabilidade Gerencial e a Função de Criação de Valor
O atual foco das pesquisas sobre a missão das entidades empresariais está centrado no conceito de criação de valor, associando dentro do mesmo escopo o processo de informação gerado pela contabilidade para que as entidades possam cumprir adequadamente sua missão. 


ATKINSON, BANKER, KAPLAN E YOUNG iniciam seu trabalho mais recente com este conceito, dizendo: “Contabilidade Gerencial – Informação que cria valor – Sistemas contábeis gerenciais efetivos podem criar valor considerável, pelo fornecimento de informações acuradas e oportunas sobre as atividades necessárias para o sucesso das organizações de hoje.” 


“A Contabilidade Gerencial, como uma parte integral do processo de gestão, adiciona valor distintivamente pela investigação contínua sobre a efetividade da utilização dos recursos pelas organizações – na criação de valor para os acionistas, clientes e outros credores” (IFAC, parágrafo 29). 


A função - objetivo da Contabilidade Gerencial de criação de valor para os acionistas é um conceito objetivo, pois pode ser mensurado economicamente. A criação do valor para o acionista centra-se na geração do lucro empresarial, que, por sua vez, é transferido para os proprietários da entidade, que genericamente estamos denominando de acionistas. O pequeno e simples exemplo, sobre objetivo de finanças com a abertura de uma empresa, de ROSS, WESTERFIELD e JAFFE ilustra bem a questão: “No linguajar financeiro, seria feito um investimento em ativos, tais como estoques, máquinas, terrenos e mão-de-obra. O dinheiro aplicado em ativos deve ser contrabalançado por uma quantia idêntica de dinheiro gerado por algum financiamento. Quando começar a vender, sua empresa irá gerar dinheiro. Essa é a base da criação de valor. A finalidade da empresa é criar valor para o seu proprietário. O valor está refletido no modelo básico da empresa, representado pelo seu balanço patrimonial.” 


Assim, o conceito de criação (ou adição) de valor na Contabilidade Gerencial, como em finanças, está ligado ao processo de geração de lucro para os acionistas. 


Dentro desses pontos referenciais, a Controladoria, no exercício da função contábil gerencial, pode monitorar adequadamente o processo de geração de valor dentro da empresa, por meio da:
? adoção dos conceitos adequados de mensuração do lucro empresarial, que são derivados do conceito de lucro econômico;
? apoio às atividades operacionais no processo de geração de valor, por meio do sistema de informação contábil gerencial. 


A Controladoria, por meio dos sistemas contábeis gerencial, que incorpora os conceitos de lucro econômico, dá as condições à empresa de avaliar todo o processo de geração ou criação de valor (geração de lucro para os acionistas). Outrossim, considerando que, para exercer as funções de controladoria, são necessários recursos, que custam para a empresa, essa função, como todo recurso investido, deve ser sempre avaliado à luz dos benefícios gerados. Dessa maneira, cabe ao controlador, e à empresa, avaliar o exercício da função de controladoria dentro da relação custo versus benefício da produção da informação, como qualquer sistema informacional existente dentro da empresa.

4 – Contabilidade Gerencial como Sistema de informação Contábil
4.1 – Contabilidade Gerencial e Sistema de Informação
A maior parte dos temas da disciplina contabilidade gerencial é tomada de outras disciplinas das áreas de ciências contábeis ou administração financeira. Ponto fundamental da contabilidade gerencial é o uso da informação contábil como ferramenta para a administração. 


Para que a informação contábil seja usada no processo de administração, é necessário que essa informação contábil seja desejável e útil para as pessoas responsáveis pela administração da entidade. Para os administradores que buscam a excelência empresarial, uma informação, mesmo que útil só é desejável se conseguida a um custo adequado e interessante para a entidade. A informação não pode custar mais do que ela pode valer para a administração da entidade. 


Diante desses pressupostos básicos para a informação contábil, fica claro o caminho a ser adotado para que a contabilidade se transforme em ferramenta se ação administrativa e se torne um instrumento gerencial. Para se fazer, então, contabilidade gerencial, é necessário a construção de um Sistema de Informação Contábil Gerencial. Em outras palavras, é possível fazer e é possível ter contabilidade gerencial dentro de uma entidade, desde que se construa um Sistema de Informação Contábil. 


Portanto, para se fazer contabilidade gerencial é necessário um sistema de informação contábil gerencial, um sistema de informação operacional, que seja um instrumento dotado de características tais que preencha todas as necessidades informacionais dos administradores para o gerenciamento de sua entidade.



4.2 – Sistema e Sistema de Informação
Segundo Clóvis Luís Padoveze (2000):
Sistema é um conjunto de elementos interdependentes, ou um todo organizado, ou partes que interagem formando um todo unitário e complexo. Como uma resultante do enfoque sistêmico, o todo deve ser mais que a soma das partes. Fundamentalmente, o funcionamento de um sistema configura-se a um processamento de recursos (entradas do sistema) obtendo-se, com esse processamento, as saídas ou produtos do sistema (entradas, processamento, saídas).


Os sistemas classificam-se em sistemas abertos e fechados. Os sistemas fechados não interagem com o ambiente externo, enquanto que os sistemas abertos caracterizam-se pela interação com o ambiente externo, suas entidades e variáveis. A empresa é um sistema aberto, bem como os sistemas de informações, pois há um processo de interação com o ambiente. 


Os elementos básicos que compõem um sistema são: objetivos do sistema, ambiente do sistema ou processamento, recursos ou as entradas do sistema, componentes do sistema, saídas do sistema, administração ou controle e avaliação do sistema. 


Podemos definir Sistema de Informação como um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma sequência lógica para o processamento dos dados e tradução em informações, para com seu produto permitir às organizações o cumprimento de seus objetivos principais.


Os sistemas de informações classificam-se em: Sistemas de Informação de Apoio às Operações e Sistemas de Informação de Apoio à Gestão. Os Sistemas de Apoio às Operações têm como objetivo auxiliar os departamentos e atividades a executarem suas funções operacionais (compras, estocagem, produção, vendas, faturamento, recebimentos, pagamentos, qualidade, manutenção, planejamento, e controle de produção etc.).


Os Sistemas de Apoio à Gestão, preocupam-se basicamente com as informações necessárias para a Gestão Econômico-financeira da empresa. O Sistema de Informação Contábil é um sistema de apoio à gestão, juntamente com os demais sistemas de controladoria e finanças. Os sistemas de apoio à gestão têm como base de apoio informacional as informações de processo e quantitativas geradas pelos sistemas operacionais.


4.3 – Sistema de Informação de Apoio á Decisão
Como refinamento dos sistemas de apoio à gestão, existem sistemas específicos desenhados para um auxílio direto à questão das decisões gerenciais. São denominados de Sistemas de Suporte à Decisão – DSS, Sistemas de Informações Executivas – EIS (Decision Support Systems e Executive information Systems) e Busines Intelligence – BI. Eles utilizam-se da base de dados dos sistemas operacionais e dos sistemas de apoio à gestão e têm como foco flexibilizar informações não estruturadas para tomada de decisão.


4.4 – Sistema integrado de Gestão Empresarial
Os sistemas gerenciais que têm como objetivo fundamental a consolidação e aglutinação de todas as informações necessárias para a gestão do sistema da empresa, recebem o nome de Sistema Integrado de Gestão Empresarial. Pois, unem e integram todos os subsistemas componentes dos sistemas operacionais e dos sistemas de apoio à gestão, através de recursos da tecnologia de informação, de forma tal que todos os processos de negócios da empresa possam ser visualizados em termos de um fluxo dinâmico de informações, que perpassam todos os departamentos e funções. Permitem, com isso, uma visão horizontal e de processo, oposição à visão tradicional verticalizada da hierarquia das empresas. O Sistema de Gestão Empresarial. 


Os sistemas integrados de gestão empresarial são mais conhecidos pela denominação de Enterprise Resource Planning – ERP. Esses sistemas permitem também o acompanhamento de outras soluções de tecnologia de informação como Customer Relatioship Management – CRM (Gerenciamento de Relações com Clientes) etc., bem como total integração em rede e com a Internet.


4.5 – Sistema de Informação Contábil

“Conforme definem a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o IBRACON (Instituto Brasileiro de Contadores), “A contabilidade é, objetivamente, um Sistema de informação e Avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização. Os objetivos da Contabilidade, pois, devem ser ardentes, de alguma forma explícita ou implícita, àquilo que o usuário considera como elementos importantes para seu processo decisório”. Esta conceituação é importante para entendermos os objetivos e a abrangência do Sistema de Informação Contábil Gerencial.

5 – Arquitetura de um Sistema de Informação Contábil Gerencial
Na elaboração de um Sistema de Informação Contábil Gerencial, devem-se observar dois aspectos principais: sua necessidade como informação e seu planejamento e controle.


5.1 – Necessidade de Informação
A informação deve ser tratada como qualquer outro produto que se esteja disponível para o consumo. Ela deve ser desejada, para ser necessária. Para ser necessária, deve ser útil. Cabe a contador gerencial construir essa mercadoria com qualidade e custos competitivos, já que tem plena consciência de sua utilidade e, portanto, de sua extrema necessidade para o gerenciamento dos negócios. 


A necessidade de informação é determinada pelos usuários finais dessa formação, por seus consumidores. Assim, a informação deve construída para atender a esses consumidores e não para atender os contadores. O contador gerencial deve fazer um estudo básico das necessidades de informações a partir das decisões-chaves que serão tomadas baseadas no Sistema de Informação Contábil Gerencial. 


Para que um sistema de informação contábil seja vivo dentro de uma empresa, é preciso o apoio da alta administração da companhia. Por conseguinte, a necessidade tem que ser sentida pela alta cúpula da empresa, fazendo com que a partir daí, tenhamos tranquilidade para desenvolver e manter adequadamente o sistema de informação. 


A necessidade da informação aliada ao absoluto respaldo ao contador e a seu sistema, é o elemento vital para o sucesso de um sistema de informação contábil. 


Caso esses conceitos de utilidade e necessidade da informação contábil não estejam imediatamente presentes no ambiente da cúpula administrativa da entidade, é tarefa do contador fazer nascer e crescer essa mentalidade gerencial. Para isso, é necessário apenas o conhecimento profundo da Ciência Contábil e de seu papel informativo gerencial.


5.2 – Planejamento e Controle
O Sistema de informação Gerencial exige planejamento para produção dos relatórios, para atender plenamente aos usuários. É necessário saber o conhecimento contábil de todos os usuários, e construir relatórios com enfoques diferentes para os diferentes níveis de usuários. Dessa forma, será possível efetuar o controle posterior. Só poderá ser controlado aquilo que é aceito e atendido. Além disso, o sistema precisa ser atualizado periodicamente, pois senão ficará em descrédito perante seus usuários. 


O Sistema de Informação Contábil deve produzir informações que possam atender aos seguintes aspectos:
I – Níveis empresariais:
• estratégico;
• tático;
• operacional.

II – Ciclo administrativo:
• planejamento:
• execução;
• controle.

III – Nível de estruturação da informação:
• estruturada;
• semi-estruturada;
• não estruturada.



6 – Fundamentos de um Sistema de Informação Contábil
Três pontos são fundamentais para que um sistema de informação contábil tenha validade perene dentro de uma entidade. São os seguintes:
I – operacionalidade;
II – integração;
III - custo da informação.

I - Operacionalidade
As informações devem ser coletadas, armazenadas e processadas de forma operacional. O fundamento de operacionalidade significa que todos os que trabalhados reais, significativos, práticos e objetivos; conseguidos, armazenados e processados de forma prática e objetiva. Com isso, teremos uma utilização gerencial, ou seja, uma utilização prática e objetiva. 


Utilização prática e objetiva dentro das operações, significa operacionalidade.
São sinais de operacionalidade informativa relatórios práticos e objetivos; ou seja, relatórios necessários para quem os utiliza e entendidos por quem os utiliza.
São características básicas de operacionalidade:
a) relatórios concisos;
b) elaborados de acordo com as necessidades do usuário;
c) coletados de informações objetivas e de imediato entendido pelo usuário;
d) que não permitam uma única dúvida sequer, ou possibilitem pergunta indicando falta de alguma informação do objeto do relatório;
e) apresentação visual e manipulação adequada.


II – Integração e Navegabilidade dos Dados

Considera-se um sistema de informação contábil com integrado quando todas as áreas necessárias para o gerenciamento da informação contábil estejam abrangidas por um único sistema de informação contábil. Todos devem utilizar-se de um mesmo e único sistema de informação. 


O que caracteriza um sistema de informação contábil integrado é a “navegabilidade” dos dados. A partir do momento em que um dado é coletado (e ele só será coletado pelo sistema se for um dado operacional), este deverá ser utilizado em todos os segmentos do sistema de informação contábil. 


Exemplificando, quando do pagamento de determinada despesa, a mesma classificação dada pela contabilidade financeira deverá ser dada pela contabilidade e formação de custos, que será identicamente entendida e classificada pelo setor de orçamentos, assim como pela tesouraria e fluxo de caixa etc. 


Num sistema de informação contábil integrado só haverá um dado e só uma classificação. Se a empresa se definir pelo tratamento das despesas com transporte de empregados como um adicional dos gastos com pessoal – como encargos sociais – então todos os utilizadores dessa informação deverão buscar esse dado na contabilidade financeira e transferi-lo para seus eventuais subsistemas, assim como todos deverão dar o mesmo tratamento em termos de classificação pó tipo de despesa. 


Todos os usuários do sistema de informação contábil receberão a mesma informação e falarão a mesma língua.


III – Custo da Informação
O sistema de informação contábil deve ser analisado na relação custo-benefício para a empresa. SIG deve apresentar uma situação de custo abaixo dos benefícios que proporciona à empresa. Com a incorporação definitiva dos recursos computacionais, de macro e microinformática da administração das empresas, entendemos que qualquer entidade, de microempresa a grandes corporações, tem condições de manter um sistema contábil de informação. Apenas cabe ao contador fazê-lo gerencial.

7 – A Tomada de Decisão
Frequentemente estamos tomando decisões: a que hora iremos levantar, que roupa iremos vestir, qual tipo de comida iremos almoçar, a que programa iremos assistir, qual trabalho iremos desenvolver durante o dia etc. Algumas vezes, são decisões importantíssimas: o casamento, a carreira que escolhemos, a aquisição da casa própria. 


Evidentemente que estas decisões mais importantes requerem um cuidado maior, uma análise mais profunda sobre os elementos disponíveis, sobre os critérios racionais, pois uma decisão importante, mal tomada, pode prejudicar toda uma vida.


7. 1 – A Tomada de Decisão no Âmbito Interno da Empresa
Dentro de uma empresa, a situação não é diferente. Frequentemente os responsáveis pela administração estão tomando decisões, quase todas importantes, vitais para o sucesso do negócio. Por isso, há necessidade de dados, de informações corretas, de subsídios que contribuam para uma boa tomada de decisão. Decisões tais como comprar ou alugar uma máquina, preço de um produto, contrair uma divida a longo ou curto prazo, quanto de dívida contrairemos, que quantidade de material para estoque deveremos comprar. 


A contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar decisões. Na verdade, ela coleta todos os dados econômicos, mensurando-os monetariamente, registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem sobremaneira para a tomada de decisões.


7. 2 – A Tomada de Decisão Fora dos Limites da Empresa
Evidentemente, o processo decisório decorrente das informações apuradas pela contabilidade não se restringe apenas aos limites da empresa, aos administradores e gerentes, mas também a outros segmentos, quais sejam:
? Investidores: É através dos relatórios contábeis que se identifica a situação econômica-financeira da empresa; dessa forma, o investidor tem às mãos os elementos necessários para decidir sobre as melhores alternativas de investimentos. Os relatórios evidenciam a capacidade da empresa em gerar lucros e outras informações.
? Fornecedores de bens e serviços a crédito: Usam os relatórios para analisar a capacidade de pagamento da empresa compradora.
? Bancos: Utilizam os relatórios para aprovar empréstimos, limite de crédito etc.
? Governo: Não só usa os relatórios com a finalidade de arrecadação de impostos, como também para dados estatísticos, no sentido de melhor redimensionar a economia.
? Sindicatos: Utilizam os relatórios para determinar a produtividade do setor, fator preponderante para reajuste de salários.
? Outros interessados: Funcionários órgãos de classes, pessoas e diversos institutos, como a CVM a CRC etc.

8. CONCLUSÃO
Este trabalho, procurou explanar um pouco sobre a importância da Contabilidade Gerencial nos dias de hoje, mediante pesquisa em livros e artigos relacionados ao assunto.


Constata-se que a contabilidade gerencial e um meio de informação muito importante e que ela surgiu a muitos antes do que nos imaginávamos. Sem contar que já naquela época os contadores já utilizavam da Contabilidade Gerencial, para os auxiliarem nas tomadas de decisão, mas antes de tomar as devidas decisões, eles a utilizavam para o planejamento e o controle coisa e muito importante para o bom funcionamento de uma organização.


Também não podemos esquecer da contabilidade gerencial na sua evolução onde tudo não apenas ela evoluiu, e para a contabilidade em geral a evolução por ela sofrida foi de suma importância, uma vez que os contadores, tiveram seu merecido reconhecimento, já que ate anos atrás éramos chamados de “ Guarda Livros” onde éramos vistos como meramente preenchedores de guias, onde os empresários não aceitavam as opiniões dos Contadores, mas com a evolução dos sistemas de contabilidade os contadores passaram a dar assessoria e não preencher guias, os empresários passaram a nos escutar e as empresas começaram a crescer.




REFERENCIAS BIBLIOGRAFIA
ATKINSON, Anthony A.; BANKER, Rajiv. D.; KAPLAN, Robert S.; YOUNG, S. Mark. Contabilidade Gerencial. São Paulo: Atlas, 2000.

CREPALDI, Silvio Aparecido. Contabilidade Gerencial: Teoria e Prática. 3º ed; São Paulo: Atlas, 2004.

IUDÍCIBUS, Sérgio de. Contabilidade Gerencial. 6º ed; São Paulo: Atlas, 1998.

MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial. 8º ed; São Paulo: Atlas, 1998.

MARTINS, Gilberto de Andrade. Manual para Elaboração de Monografias e Dissertações. 2º ed; São Paulo: Atlas, 2000.

PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade Gerencial: um enfoque em sistema de informação contábil. 3º ed; São Paulo: Atlas, 2000.

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