Fibras musculares e seus tipos

Fibras musculares e seus tipos
FISIOTERAPIA
O músculo esquelético é um agregado de fibras, que podem ser controladas individual e coletivamente. A multiplicidade de padrões de movimentos realizados pelo ser humano demonstra o complexo controle que o sistema nervoso exerce sobre os músculos, e indica as diversas características das fibras musculares. Um mesmo músculo, ou grupo muscular, pode responder e adaptar-se a um movimento de elevada coordenação, a um esforço curto e intenso, ou ainda a uma atividade prolongada.

As fibras musculares podem ser classificadas através de suas características contráteis e metabólicas. São elas: fibras do tipo I (contração lenta) e fibras do tipo IIA e IIB (contração rápida). A classificação em fibras brancas e vermelhas está em desuso porque foi idealizado com base em amostras modificadas por corantes, o que altera a cor original da fibra.

A velocidade de contração está diretamente relacionada à inervação da fibra muscular. Quanto maior a frequência de disparo dos potenciais de ação sobre a sarcolema, maior a velocidade de contração. A frequência natural de disparo para recrutamento de fibras lentas situa-se na faixa dos 10 a 30 Hz; para fibras rápidas, na ordem de 80 a 100 Hz.

A maioria dos músculos contém uma mistura de todos os tipos de fibras, porém, sempre há o predomínio de um tipo de fibra muscular. A existência dessa variabilidade entre as fibras ajuda a explicar de que modo as estruturas e as funções musculares se adaptam ao treinamento. A maioria dos músculos são compostos por aproximadamente 50% de fibras tipo I, 25% de fibras de tipo IIa e os 25% restantes são representados por fibras de IIb, sendo que há também a presença das fibras intermediárias ou mistas de característica rápida, oxidativa e glicolítica.

Fibras do tipo I (contração lenta - CL)

Também denominadas de fibras tônicas, encurtam-se com relativa lentidão e geram energia predominantemente através do metabolismo aeróbico. São mais resistentes à fadiga e bem apropriadas para o exercício aeróbio prolongado e que exijam maior resistência, como corrida em distância, ciclismo ou natação. São encontradas em maiores quantidades nos músculos posturais do corpo, como os músculos das. As fibras são avermelhadas devido ao alto conteúdo de mioglobina no músculo.

Fibras do tipo II (contração rápida - CR)

Também chamadas de fibras fásicas. Nas fibras deste tipo, a energia é gerada através de processos anaeróbicos para contrações rápidas e vigorosas. São rotuladas como fibras de grande velocidade de encurtamento e altas propriedades. Importantes contribuintes para o sucesso na execução de manobras que exijam contração muscular rápida e forte, como correr em velocidade ou saltar.

Possuem um número reduzido de mitocôndrias, uma capacidade limitada de metabolismo aeróbio e poucos capilares. Esses fatores contribuem para que essas fibras possuam baixa resistência à fadiga, se comparadas com as fibras do tipo I. No entanto, são ricas em enzimas glicolíticas, que proporcionam uma grande capacidade anaeróbia, requerida em atividades que necessitam de uma fonte de energia rápida. Podem ser subdivididas em dois tipos: tipo IIA – fibra que possui características intermediárias (aeróbias e anaeróbias) e tipo IIB – fibra que possui maior potencial anaeróbio do que aeróbio.

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