Tratamento facial de mulheres fumantes com uso tópico de ácido ascórbico (AA)

Tratamento facial de mulheres fumantes com uso tópico de ácido ascórbico (AA)
ESTETICA

Uma estimativa relevante que Fratta (2003) relata é que o fumante tem, em média, 4,7 vezes mais tendência de desenvolver rugas profundas do que indivíduos não fumantes, pois o cigarro pode causar envelhecimento precoce. O hábito de fumar libera grande quantidade de radicais livres que alteram as estruturas moleculares de todos os tecidos que compõem a pele.

O ácido ascórbico é um potente antioxidante que reage fortemente com os diversos radicais livres. Sua aplicação em produtos cosméticos possibilita níveis que não seriam possíveis alcançar com a ingestão de frutas ou suplementação oral (CHORILLI et al., 2007).

O termo vitamina C é usado para descrever genericamente todos os compostos que apresentam quantitativamente a atividade biológica do ácido ascórbico, sendo o ácido L-ascórbico o principal composto natural com essa característica. O ácido L-ascórbico é o mais completo antioxidante para a pele humana (FARRIS, 2009; RIOS, 2003).

A vitamina C é essencial para a biossíntese do colágeno. Azulay (2003) relata que o mecanismo pelo qual o ácido ascórbico atua na síntese do colágeno é complexo e ainda não foi totalmente esclarecido.

Estudos in vitro sugerem que o ácido L-ascórbico pode inibir a biossíntese de elastina pelos fibroblastos. Podendo, portanto, ser um aliado importante no tratamento de peles envelhecidas onde há acúmulo de elastina, como é o caso de peles de indivíduos fumantes.

A vitamina C tornou-se um cosmecêutico popular de aplicação tópica e hoje é amplamente utilizado pela indústria cosmecêutica como componente principal em formulações (FARRIS, 2009).

Para serem usados como ativos na pele, os antioxidantes devem ser estáveis para não reagir com os outros componentes da formulação. Assim, os ativos antioxidantes são comumente encontrados encapsulados e/ou complexados a fim de reagirem somente em contato com a pele (VANZIN e CAMARGO, 2011).

Os antioxidantes tópicos empregados nos cosméticos devem ser absorvidos pela pele e liberados no tecido alvo em sua forma ativa. A absorção é um processo importante e dependente de fatores como a forma molecular do composto ativo, suas propriedades físico-químicas, solubilidade e a base cosmética utilizada (STEINER, 2008).

Referências bibliográficas

AZULAY-ABULAFIA, L. et al. Tratamento tópico do melasma com monometil éter da hidroquinona (MMEH). Estudo de observação de eficácia clínica. RBM – Revista Brasileira Médica, Rio de Janeiro. v. 60. n. 08. p. 595-602, ago. 2003.

CHORILLI, M. et al. Radicais livres e antioxidantes: conceitos fundamentais para a aplicação em formulações farmacêuticas e cosméticas. Revista Brasileira de Farmácia, v. 88, n. 3, p. 113-118, 2007.

FRATTA, T. Cigarro acelera o envelhecimento da pele. Revista Saúde, Novembro 2003. Disponível em: <www.viadeacesso.com.br/v2/revista/saúde/?id=244#>. Acesso em: 03 julho 2016.

FARRIS, P. K. Vitaminas cosmecêuticas: vitamina C. In: DRAELOS, Z. D. Cosmecêuticos. 2. ed. 2009 Editora Elsevier. p. 65-68.

STEINER, D. Antioxidantes em cosméticos. Cosmetics and Toiletries, São Paulo, v. 20, n. 4, p.36, jul-ago 2008.

Taís da Silva Furine
http://lattes.cnpq.br/7224908295105660
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