Úlcera péptica

Úlcera péptica
ENFERMAGEM
É mais comumente uma condição crônica caracterizada por uma ulceração da mucosa gástrica, duodenal ou, menos frequentemente, do esôfago e jejuno. Pode ser também uma resposta aguda a um estresse medicamentoso ou cirúrgico (úlcera de estresse).

Etiologia: degradação da mucosa secundária a infecção, predisposição genética, uso de tabaco, ingestão de alimentos ou drogas que alteram a mucosa gástrica (AAS, corticosteróides, cafeína, condimentos), estresse, presença de doenças que alteram a secreção gástrica (pancreatite, doença de Crohn).

Na maioria das pessoas a inflamação da mucosa gástrica não ocasiona nenhum sintoma. Após vários anos, 10 a 20% delas irão desenvolver úlcera gástrica ou duodenal (95% das úlceras duodenais e 70 a 80% das úlceras gástricas são causadas pela bactéria).

A OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou em 1994 o Helicobacter pylori como um carcinógeno (desencadeador de câncer) da classe I, o mesmo nível do fumo e dos vírus da hepatite B e C.

Processo Fisiopatológico:

a. Úlceras gástricas: em resposta ao dano à mucosa gástrica, é liberada a histamina, resultando em uma produção aumentada de HCl, aumentando também o potencial de dano. Podem ocorrer também hematêmese e melena secundariamente à erosão da úlcera. Outras complicações: obstrução pilórica e perfuração.

b. Úlceras duodenais: um aumento da taxa de secreção gástrica, seja relacionado a um aumento do número de células parietais ou secundário à estimulação vagal, afeta a liberação gástrica. Um aumento da velocidade de esvaziamento gástrico reduz os efeitos tamponantes do alimento. A secreção gástrica subsequente causa irritação duodenal e ulceração. A alta secreção de ácido gástrico é indicada por níveis baixos de pH no duodeno. As complicações incluem: hemorragia, obstrução ou perfuração.

Manifestações: eructação, distensão gástrica, dispepsia, náuseas, vômitos, dor (geralmente descrita como queimação), geralmente entre as refeições ou à noite. Às vezes a dor pode estar associada à ingestão de certos alimentos ou medicamentos (condimentos, frituras, álcool, AAS, etc).

Intervenções de enfermagem:

• Instruir o paciente em relação a ingesta alimentar (evitar alimentos estimulantes da secreção de ácido gástrico como cafeína, cola, frituras, condimentos, álcool);
• Reduzir o estresse;
• Evitar o tabagismo;
• Explicar as complicações (sangramento, ulceração, perfuração, obstrução).

Tratamento: medicamentoso (inibidor da acidez gástrica como: lansoprazol, omeprazol, pantoprazol) + antimicrobianos, alimentar, cirúrgico (antrectomia, vagotomia, piloroplastia, gastrectomia)

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