Patologias Associadas ao Trato Urinário

Patologias Associadas ao Trato Urinário
ENFERMAGEM

Cistite
De acordo com Heilber e Shor (2003), consiste na aderência de bactérias à bexiga. Para Vieira Neto (2003), caracteriza-se clinicamente por presença de disúria, polaciúria e dor hipogástrica.

Uretrite
Consiste na inflamação da uretra. A sintomatologia se caracteriza por queimação ao redor da área da uretra, desconforto no pênis, secreção uretral e disúria. Brunner e Suddarth (2001) descrevem a etiologia da doença em que o grande número dos casos é transmitido sexualmente por Chlamydia trachomatis, Ureoplasma urealytium e Mycoplasma genitalium. A Trychomonas vaginalis e o vírus da herpes são outros disseminados via relação sexual causando uretrite em homens e mulheres. Existem também as uretrites não transmitidas por via sexual, são: uretrite bacteriana e uretrite decorrente de traumas relacionados à passagem de sondas uretrais ou cistoscopia.

Pielonefrite Bacteriana Aguda
Brunner e Suddarth (2001) definem Pielonefrite Bacteriana como uma infecção aguda e doença inflamatória do rim e pelve renal, afetando um ou ambos os rins. Manifestam-se por meio de febre, calafrios, náuseas, vômito e dor no flanco. Sua etiologia é ampla, podendo resultar da infecção de bactérias entéricas, obstrução ou infecção urinária, doenças renais, gestação, infecções do sangue e distúrbios metabólicos.
É uma das doenças mais graves relacionadas às infecções uretrais.

Prostatite
O termo prostatite representa diversos grupos de síndromes com os mais variados sintomas, desde quadro agudo com sintomas intensos do trato urinário inferior a indivíduos assintomáticos (NEUMAIER, 2006).

Ainda segundo Neumaier (2006), a prostatite bacteriana caracteriza-se por bacteiúria com sintomas agudos do trato urinário. Os agentes etiológicos mais comuns são E.coli (80% dos casos), Pseudomonas aeruginosa, Serratia, Klebisella, Proteus e Entericoccus.

Exames Diagnósticos
As manifestações clínicas acima descritas podem levar a suspeita de infecção urinária, no entanto o diagnóstico deve ser realizado pelo médico por meio de avaliação clínica e realização de exames complementares.

Os tipos mais comuns de exames para esta finalidade são o EAS (exames de urina simples ou urina tipo I) e nos casos de confirmação da proliferação de bactérias na urina ou de acordo com análise médica, pode ser realizada a urocultura de urina.

De acordo com Colombeli e Falkenberg (2006), exames laboratoriais solicitados em caso de suspeita de infecção do trato urinário envolvem, por exemplo, a detecção de bactérias e/ou leucócitos por tiras reagentes de urina, exame microscópico do sedimento ou cultura de urina.

Como colher estes exames corretamente?
EAS
• Efetuar a lavagem adequada da parte externa do aparelho geniturinário, secando posteriormente;
• Colher a urina em um frasco limpo e seco;
• Muitas vezes será necessário coletar a urina do paciente através de sondagem de alívio utilizando a técnica adequada e asséptica;
• Caso o paciente tenha condições de realizá-lo sozinho, solicitar que despreze a primeira porção de urina e em seguida coletar diretamente no frasco fechando-o em seguida;
• Encaminhar o exame ao laboratório.

O exame de urina tipo I, quando realizado de maneira correta, é um ótimo auxiliar no que diz respeito ao diagnóstico da infecção urinária sendo conhecido como um teste de triagem e é uma avaliação de rotina. É um exame que envolve um custo baixo, a amostra é de fácil obtenção e a execução é bastante simples. Além disso, permite a detecção de inúmeras enfermidades de grande importância que incluem doenças renais e do sistema geniturinário e até mesmo o câncer.

Coleta de Urina para Exame Bacteriológico – Urocultura
• Efetuar a lavagem adequada da parte externa do aparelho geniturinário, secando posteriormente;
• Colher a urina em um frasco estéril tomando o devido cuidado para não tocar a parte interior do frasco coletor;
• Muitas vezes será necessário coletar a urina do paciente por meio de sondagem de alívio utilizando a técnica adequada e asséptica;
• Caso o paciente tenha condições de realizá-lo sozinho, solicitar que despreze a primeira porção de urina e em seguida coletar diretamente no frasco fechando-o em seguida;
• Encaminhar o exame ao laboratório.
• Observação: o frasco deve ser devidamente identificado com o nome do paciente, data da coleta, leito (caso esteja hospitalizado) e demais dados exigidos pelo laboratório.

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