O que é taquicardia sinusal?

O que é taquicardia sinusal?
ENFERMAGEM
É resultante do aumento da atividade do sistema simpático, encontrado em pacientes com ou sem doenças cardíacas subjacentes. Ocorre um aumento da descarga no nódulo sinusal. A partir deste momento é constituída uma resposta fisiológica normal diante de situações em que o organismo necessita de mais energia, e com isso um maior trabalho do músculo cardíaco.

A taquicardia sinusal pode ser considerada a arritmia mais frequente de todas, pois sua frequência cardíaca pode superar 100 batimentos por minuto, porém mantendo, o ritmo regular. Dificilmente a frequência cardíaca irá superar o limite de 180 batimentos por minutos em indivíduos adultos, exceto durante a realização de exercícios físicos.

Pode ser uma resposta normal nos casos de:


• Exercícios físicos;
• Febre;
• Dor;
• Situações estressantes;
• Ansiedade;
• Medo.

Pode ser decorrente de patologias cardíacas, como por exemplo:


• Pericardite;
• Insuficiência cardíaca;
• Choque cardiogênico.

Pode ser causada também por outros quadros, tais como:


• Anemia;
• Hemorragias;
• Hipovolemia;
• Infarto agudo do miocárdio;
• Hipertireoidismo;
• Embolia pulmonar;
• Sepse;
• Angústia respiratória.

Pode ser ainda induzida por fármacos, como por exemplo:


• Aminofilina;
• Isoproterenol;
• Dopamina;
• Dobutamina;
• Atropiana;
• Anfetaminas;
• Epinefrina.

E por último, pode ser causado por hábitos e estilo de vida:


• Uso de álcool;
• Cafeína;
• Nicotina.


O significado clínico depende da causa subjacente e pode desaparecer espontaneamente com a resolução do quadro clínico subjacente, como a correção da hipovolemia, contenção de hemorragias e da dor.

Não apresenta nenhum significado clínico se for causada pela realização de exercícios físicos ou quando o indivíduo apresenta fortes emoções.

Pode ser muito grave quando associada ao infarto agudo do miocárdio por exemplo.

Os principais sinais e sintomas são:


• Frequência cardíaca superior a 100 batimentos por minuto;
• Ritmo regular;
• Em muitas situações não apresenta sintomas;
• Ansiedade;
• Dor torácica;
• Hipotensão arterial;
• Palpitações;
• Síncopes;
• Nervosismo;
• Crepitações;
• Distensão da veia jugular.

São características do eletrocardiograma:


• Frequência cardíaca acima de 100 batimentos por minuto;
• Ritmo regular;
• Onda P com tamanho e configuração normal, podendo ter sua amplitude aumentada. Com o aumento da frequência cardíaca, pode estar sobreposta na onda T precedente e difícil de ser identificada;
• Intervalo PR constante e dentro dos limites de normalidade;
• Complexo QRS com duração e configuração normal;
• Onda T sem anormalidades;
• Intervalo QT comumente encurtado e dentro dos parâmetros de normalidade.

Em relação às intervenções podemos destacar:


• Se o paciente está assintomático não é necessário realizar nenhum tratamento;
• A causa subjacente deve ser corrigida;
• Perguntar ao paciente sobre o uso de medicamentos;
• Auxilie o paciente a reduzir o medo e a ansiedade;
• Em caso de isquemia cardíaca, administre medicamentos para reduzir a frequência cardíaca, como betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio.

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