Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)

Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)
ENFERMAGEM
Você sabia que o infarto agudo do miocárdio (IAM) refere-se ao processo pelo qual áreas de células miocárdicas no coração são destruídas de maneira permanente? Entenda mais abaixo!

Como a angina instável, o infarto agudo do miocárdio é usualmente causado por fluxo sanguíneo reduzido em uma artéria coronária devido à aterosclerose e oclusão de uma artéria por um êmbolo ou trombo.  As outras etiologias do infarto agudo do miocárdio incluem o vasoespasmo (constrição ou estreitamento súbito) de uma artéria coronária, suprimento de oxigênio diminuído (em razão da perda sanguínea aguda) e demanda aumentada de oxigênio (em razão de uma frequência cardíaca rápida ou ingestão de cocaína).

Oclusão coronariana, ataque cardíaco e infarto agudo do miocárdio são termos usados como sinônimos. A área de infarto leva tempo para se desenvolver. À medida que as células são privadas de oxigênio, a isquemia se desenvolve, ocorre à lesão celular e, com o passar do tempo, a falta de oxigênio resulta em infarto ou morte das células, que não pode mais ser revertida.

A expressão “tempo é músculo” reflete a urgência do tratamento apropriado para melhorar os resultados do paciente.

Existem algumas manifestações clínicas típicas desse paciente, entre eles a dor torácica que ocorre de forma repentina e contínua, apesar do repouso e medicamento, é o sintoma apresentado na maioria dos pacientes com um infarto agudo do miocárdio.

Esta dor pode irradiar para os braços (principalmente o esquerdo), ou pescoço. Alguns pacientes podem apresentar dor epigástrica, dorsal, no membro superior direito e nos ombros. A dor pode associar-se a vômitos, sudorese, ansiedade, inquietação e falta de ar.
Geralmente os sintomas se iniciam em repouso, pioram gradualmente e duram horas caso não tratado. Os sinais vitais são inespecíficos, pois podem estar dentro dos parâmetros normais.

As complicações do infarto agudo do miocárdio são classificadas como elétricas, como por exemplo, as arritmias e mecânicas, como exemplo, a falência cardíaca. A fibrilação ventricular é a principal causa de óbito por arritmias em pacientes infartados.

A maioria das mortes ocorre nas primeiras 24 horas, especialmente na primeira hora (50% dos óbitos). O profissional de saúde pode atuar com eficácia utilizando o desfibrilador semiautomático e transportando a vítima rapidamente ao hospital.

Quando o paciente chega ao hospital com os IAM o enfermeiro ou outro profissional que irá atender precisa tomar algumas abordagens e condutas. Num primeiro momento é preciso realizar a avaliação primária e colher informações, perguntar sobre outros episódios de dor, diagnósticos prévios e uso de medicações.

Todo paciente adulto com dor torácica aguda e de forte intensidade deve ser considerado como vítima de infarto agudo do miocárdio, até que prove ao contrário. Por isso, mantenha a vítima em repouso absoluto, em caso de paciente lúcido, tranquilize-o. Se o paciente se torne inconsciente, abra as vias aéreas e assista a respiração, além de administrar oxigênio suplementar sob máscara e todos os casos.

Se o paciente já tenha o diagnóstico de angina de peito, faça o uso de medicação prescrita por médico e tenha o medicamento em seu poder. O transporte de urgência e emergência rápido é fundamental, pois quanto mais rápido o paciente chegar a um centro de saúde de referência, maiores são as possibilidades de reduzir a área de infarto. Verifique obter acesso venoso periférico em membro superior, mantendo-o com solução glicosada 5%, desde que prescrito pelo médico. Para finalizar, reavalie frequentemente o paciente e fique preparado para complicações súbitas como, parada cardíaca, choque ou edema pulmonar agudo.

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