Exames de Imunologia

Exames de Imunologia
ENFERMAGEM
O sistema imunológico é desmembrado didaticamente em inespecífico, simulado pelos princípios de fagócitos e Complemento (C), e o específico, simulado pela imunidade intercedida por linfócitos B - humoral e linfócitos T - celular.

Contudo, o que acontece é uma influência mútua entre os diferentes componentes da resposta imunológica, que permite prevenir e dominar as infecções de maneira mais competente.

As carências predominantemente humorais, segundo Campos (2005), importam cerca de 60% das imunodeficiências primárias, acompanhada temos as deficiências celulares e de fagócitos culpadas por cerca de 20 e 18%, simultaneamente. As mais infrequentes são as do Sistema Complemento.

A ponderação da capacidade imunológica de maneira geral requer laboratório especializado e o gasto financeiro é alto. Em pacientes pediátricos, outra feição que deve ser analisada é a escolha de métodos passíveis de serem cumpridos com a mínima quantidade de sangue possível, por isso, na suposição de uma imunodeficiência, é necessário requerer os exames que irão dar mais subsídios de combinação com a história clínica do paciente.
O diagnóstico de qualquer ID (imunodeficiência) pode ser afastado, com baixo custo, se forem usadas provas de triagem bem seletas. Um hemograma completo é seguramente um dos exames mais informativos e de grande relação custo/benefício.

Uma boa bateria de antígenos deve incluir PPD, SK-SD (varidase), tétano e candidina, por serem antígenos contra os quais a maioria da população está sensibilizada. Desta forma, torna-se altamente improvável que um indivíduo normal seja negativo a todos estes antígenos por falta de contato prévio. Em se tratando de crianças, entretanto, essa chance é muito elevada e, nesse caso, o teste com a Candidina é o que tem maior probabilidade de dar resultado positivo. No Brasil, devido a obrigatoriedade de vacinação precoce com BCG, o teste com o PPD é a melhor escolha. Se o teste for positivo, caracterizado por eritema e nódulo após 24-48 horas, estarão praticamente afastadas as suspeitas de deficiências graves de células T. O tamanho do nódulo não tem importância (CAMPOS, 2005, p. 1).

Em caso de suspeita de imunodeficiência livre do setor que possa estar atacado, os exames iniciais a serem requeridos são: o hemograma, níveis séricos de imunoglobulinas (IgG, IgA e IgM) e testes cutâneos de hipersensibilidade tardia (PPD).

Para avaliação da Imunidade Humoral, os exames inicias são: dosagem de IgG , IgA , IgM séricas; dosagem de iso-hemaglutininas; dosagem de Anticorpos Vacinais, como Rubéola, Poliovírus, Sarampo.

Seguindo-se com exames complementares como: Subclasses de IgG; níveis de anticorpos após vacinas com antígenos polissacárides (pneumococos) e quantificação de Linfócitos B (CD19).

Para avaliação da Imunidade Celular, inicia-se com hemograma – morfologia e número de Linfócitos; Rx de Tórax – Imagem Tímica; testes cutâneos de hipersensibilidade tardia – PPD, candidina, SK-SD, tétano.

Seguindo com os exames complementares que incluem quantificação de Linfócitos T:CD3, CD4 e CD8 e resposta linfoproliferativa a fito-hemaglutinina (PHA).

Na avaliação dos fagócitos, os exames iniciais incluem hemograma: número e morfologia dos neutrófilos e monócitos, assim como teste do N.B.T.

Outros exames realizados em laboratórios hemoterápicos são:

• Amebíase, IgG e IgM;
• Aspergilose, Anticorpos Totais;
• Antiestreptolisina “O”;
• Brucelose;
• Cadeias leves;
• Caxumba;
• Complemento fração C3/C4;
• Complemento total (CH100%);
• Crioaglutininas;
• Crioglobulinas;
• Dengue;
• Doença de Lyme;
• Ferritina;
• Folato (ácido fólico);
• Helicobacter pylori;
• Imunoeletroforese;
• Inibidor de C1 esterase;
• Sorologia para Leishmaniose;
• Listeriose (sorotipos 1 e 4b);
• Mycoplasma pneumoniae;
• Proteína C reativa;
• Rubéola;
• Sarampo;
• Sida/Aids – síndrome de imunodeficiência adquirida;
• Testes cutâneos;
• Toxoplasmose;
• Vitamina B12 ;
• Reação de Widal (H, O, A, B);
• Bartonelose, IgG e IgM;
• Blastomicose Sul Americana;
• Cisticercose;
• Coxsackievírus, IgG e IgM;
• Cryptococcus neoformans;
• Hidatidose;
• Esquistossomose, IgG;
• Estreptozima;
• Histoplasmose;
• Inibina B dimérica;
• Malária, IgG e IgM;
• Parvovírus B19, IgG e IgM;
• Proteína eosinofílica catiônica;
• Toxocaríase.

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