Arritmias

Arritmias
ENFERMAGEM
Uma arritmia cardíaca é um evento que causa alguma perturbação no coração e que estarão alterando a frequência ou o ritmo dos batimentos do coração. Ela pode existir devido a várias razões e podem levar à morte imediatamente de um paciente, portanto, é um caso de extrema emergência médica.

Grande parte delas é inofensiva, porém se diagnosticadas devem ser tratadas seja com medicações ou por meio de medicamentos. O nódulo sinusal ou sinoatrial, localizado no átrio direito, tem a responsabilidade de gerar o impulso elétrico inicial para que a despolarização atrial, estimulando a contração do músculo cardíaco ou miocárdio.

A arritmia cardíaca ocorre quando esses impulsos elétricos são gerados de forma irregular ou conduzidos de forma deficiente. Pode estar associada aos ritmos rápidos, ou extremamente rápidos como as taquicardias, ou aos ritmos lentos como, por exemplo, as bradicardias. Ainda podem ocorrer apenas ritmos irregulares.

Nas arritmias, podemos analisar e registrar alterações da frequência cardíaca e também do ritmo apresentado pelo coração.

Consideramos uma frequência cardíaca normal quando os batimentos do coração estão entre os valores de 60 até 100 ciclos, ou batimentos por minuto. Já em crianças, podemos considerar que os batimentos cardíacos estão mais elevados.

Quando o paciente apresenta alterações de ritmo cardíaco, seus batimentos cardíacos apresentam alterações no intervalo entre um estímulo e outro. Essas pequenas alterações nos intervalos de tempo podem ser consideradas normais. As alterações na condução do estímulo elétrico pelo coração ou do ritmo cardíaco podem levar o indivíduo a morte súbita, em muitos casos o paciente é assintomático, identificando a doença somente após a ocorrência de algum distúrbio, ou ainda o paciente pode apresentar sintomas como síncopes, tonturas e palpitações. Existem ainda pacientes que mesmo apresentando a patologia não desenvolvem a doença, e esses, consideramos assintomáticos.

As arritmias podem ser assintomáticas ou sintomáticas, dependendo da sua intensidade e da situação clínica do portador. Um paciente debilitado ou com a saúde prejudicada poderá apresentar rapidamente os sintomas, já outro indivíduo com excelente condição de saúde pode tolerar muito bem uma arritmia, sem apresentar alterações clínicas significativas.

Para determinar se o paciente possui uma arritmia, esse deverá realizar uma consulta médica, preferencialmente com um médico cardiologista, para que sejam avaliados e verificados fatores de risco que possam agravar ou serem desencadeantes de doenças cardíacas.

A confirmação exata que um paciente possui uma arritmia cardíaca deve ser determinada por estudos elétricos, ou seja, que demonstrem e registrem a arritmia no momento que ela esteja acontecendo. Para isso, dispomos de equipamentos que realizam e armazenam estes dados, como por exemplo, o eletrocardiograma (imagem abaixo), monitores portáteis e outros equipamentos disponíveis em unidades de terapia intensiva.

Quando um indivíduo apresenta um aumento da frequência cardíaca, acima dos valores convencionais falamos que esta pessoa apresenta uma taquicardia ou ainda quando este indivíduo apresenta uma diminuição dos batimentos cardíacos consideramos que a pessoa está com uma bradicardia. Arritmias do Nódulo Sinusal
São consideradas arritmias do nódulo sinusal as seguintes patologias:

• Arritmia sinusal;
• Bradicardia sinusal;
• Taquicardia sinusal;
• Parada sinusal;
• Bloqueio de saída sinoatrial;
• Síndrome do seio doente.

Arritmia Sinusal
A arritmia sinusal é considerada um ritmo irregular variável que pode, muitas vezes, ser causada pela atividade vagal reflexa, geralmente devido à doença do nódulo sinoatrial. É um distúrbio de formação do impulso elétrico gerado no nódulo sinusal, determinado ciclos irregulares, geralmente associado ao ciclo respiratório do indivíduo.

Os impulsos elétricos são gerados no nódulo sinoatrial, portanto existirá onda P no traçado eletrocardiográfico e todas serão idênticas. Por esse motivo também, é denominada sinusal.

A atividade gerada pelo marca-passo cardíaco é muito irregular e os impulsos elétricos são emitidos em intervalos variáveis. Além da onda P, o complexo QRS e a onda T em cada ciclo cardíaco são geralmente normais, com tamanho e forma semelhantes, mas com a cronologia dos ciclos são apresentadas de forma irregular.

A frequência cardíaca geralmente encontra-se dentro dos limites de normalidade, com um ritmo irregular correspondente ao ciclo respiratório, porém como resposta cardíaca normal à respiração. Pode ser um achado normal em atletas, crianças e adultos jovens, mas raramente afetará uma criança.

Durante a inspiração pode ser causada pelo aumento do retorno venoso, pela diminuição do tônus vagal e pelo aumento da frequência cardíaca. Durante a expiração pode ser causada pela diminuição do retorno venoso, pelo aumento do tônus vagal e pela diminuição da frequência cardíaca.

Outras causas possíveis são as doenças cardíacas, o infarto agudo do miocárdio atingindo a parede anterior do coração, por medicamentos, como por exemplo, a digoxina e a morfina e pode ocorrer também pelo aumento da pressão intracraniana.

Geralmente, não possui um significado clínico e não produz sintomas, porém pode indicar a síndrome do seio doente, que é uma patologia relacionada, mas potencialmente mais grave.

Os principais sinais e sintomas são:
• Aumento da frequência respiratória durante a inspiração;
• Diminuição da frequência respiratória durante a expiração;
• Manifestação dos sinais e sintomas de doenças subjacentes;
• Tontura;
• Síncope.

As principais características do eletrocardiograma são:

• Ritmo irregular correspondente ao ciclo respiratório;
• Frequência geralmente dentro dos limites de normalidade;
• Onda P com tamanho e configuração normal;
• Intervalo PR pode variar discretamente, mas se mantém dentro dos limites de normalidade.
• O complexo QRS sendo precedido pela onda P;
• Onda T com tamanho e configuração normal;
• Intervalo QT podendo variar discretamente, mas se mantém dentro dos limites de normalidade.

Se o paciente permanece assintomático não é necessário realizar nenhum tratamento específico. Caso ocorra uma doença subjacente, essa deve ser tratada. Agora, se este tipo de arritmia for causado pelo uso de medicamentos, o médico deverá avaliar o risco benefício em manter esta medicação.

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