Aneurisma cerebral

Aneurisma cerebral
ENFERMAGEM
Braga (2007) explica que aneurismas intracranianos são malformações saculares que se formam devido à presença de uma deficiência congênita da parede da artéria cerebral com uma evaginação progressiva da intima. Estas alterações congênitas são mais presentes ao nível da bifurcação vascular e da saída da ramificação, pontos onde ocorre maior impacto da pressão sanguínea.

Podem se apresentar de duas formas: saculares e fusiformes, sendo fusiforme uma forma mais rara, em geral relacionada à infecção da parede do vaso principalmente por estreptococos.

A ruptura do aneurisma cerebral ocorre com maior frequência entre os 40 a 60 anos de idade, em geral duas vezes mais em mulheres. As artérias mais acometidas são na circulação anterior, território das carótidas ou posterior, território do sistema vertebro-basilar (polígono de Willis) Segundo Machado e Akamine (2003) dentre os fatores de risco para ruptura do aneurisma estão: historia familiar, hipertensão arterial, tabagismo e esforço físico.

Aneurisma com 5 a 7 mm de diâmetro apresentam maior probabilidade de ruptura, sendo rara a ruptura de aneurismas com menos de 4 mm. Os aneurismas mais frequentes ao de circulação anterior (cerca de 80 a 85%) em relação aos de circulação posterior. Apresentam algumas localizações comuns: artéria comunicante anterior (AcoA), artéria carótida junto ao inicio da artéria comunicante posterior (AcoP) e junto a bifurcação da artéria cerebral média (ACM). Os aneurismas apresentam tamanhos variados, sendo:

• Mínimos quando têm até 3 mm;

• Pequenos de 4 a 9 mm;

• Médios de 9 a 14 mm;

• Grandes de 15 a 24 mm;

• Gigantes acima de 25 mm.


E devido à localização apresentam sinais específicos. Quando localizados em:

• Carótida junto ao inicio da AcoP, podem ser diagnosticados por uma paralisia aguda ou subaguda do III nervo craniano, o paciente apresenta ptose palpebral aguda com desvio de olho para fora e midriase, pode ainda estar associada a presença de hemorragias subaracnóidea (HSA);

• Aneurismas de ACM são mais associados à presença de hematomas intraparenquimatoso (HIP).

Estão entre as complicações do aneurisma cerebral estão:

• Ruptura do aneurisma e desenvolvimento de HSA ou HIP (o sangramento forma coágulo e comprime a massa encefálica desenvolvendo hipertensão intracraniana e podendo levar a morte. A cirurgia para drenagem de hematoma deve ser imediata);

• Ressangramento (complicação frequente e geralmente proveniente do mesmo aneurisma. Geralmente ocorre nas primeiras 24 horas, mas também é visto nos primeiros 10 dias, aumenta a possibilidade de morte por HSA em 60% dos casos);

• Vasoespasmo (complicação frequente e temida pelo alto índice de morbidade e mortalidade que causa. Decorrido o tempo de vasoespasmo leva a isquemia, pode estar localizado no próprio vaso do aneurisma roto ou mais distante, uma vez instalado dificilmente é revertido);

• Hidrocefalia (complicação importante dá-se por obstrução das cisternas da base pelo sangramento e presença de coágulos, ou ainda obstrução o local de absorção do líquor).

Colunista Portal - Educação
O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos.
Sucesso! Recebemos Seu Cadastro.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER