Do descobrimento ao império: histórico da saúde pública

Do descobrimento ao império: histórico da saúde pública
PEDAGOGIA
O cuidado com a saúde dos habitantes da terra brasileira já existia desde muito antes da chegada dos portugueses, pois os índios possuíam uma série de rituais e práticas curativas feitas em suas aldeias espalhadas por todo o território brasileiro.

Com a chegada de Pedro Álvares Cabral no ano de 1500 e o consequente descobrimento, o Brasil torna-se, então, colônia de Portugal até o ano de 1822. Nesse período colonial ocorreram diversas mudanças políticas e sociais na região recém-criada, como o surgimento de uma organização estatal, o surgimento de instituições, o início da vida econômica, dentre outras.

Apesar dessas novidades, a assistência à saúde dispensada aos que viviam por aqui – índios, escravos, portugueses – era baseada nas ações feitas pelos pajés, de um modo semelhante ao realizado pelos indígenas desde antes da chegada dos portugueses, e na assistência dispensada pelos boticários – atuais farmacêuticos – que viajavam por toda parte examinando os doentes e até mesmo receitando poções, remédios e fórmulas curativas.

Esse predomínio dos pajés e boticários devia-se ao fato de que nessa época, como atesta Salles (1971), os médicos eram praticamente inexistentes, sendo que esta situação foi amenizada apenas a partir do ano de 1808, ano em que a Corte Portuguesa chega ao Brasil e, para oferecer serviços médicos aos nobres, são cridas as duas primeiras escolas de medicina do Brasil: o Colégio Médico-Cirúrgico em Salvador e a Escola de Cirurgia do Rio de Janeiro.

Em 1822, o imperador D. Pedro I declara a independência do Brasil e inaugura o Período Imperial no país, o qual se estende até o ano de 1889 com a Proclamação da República.

Como se pode notar, neste período histórico pouco foi feito para melhorar ou mesmo estruturar a saúde, que ficou reduzida apenas a ações que buscaram garantir condições mínimas de higiene para a cidade do Rio de Janeiro – capital do Império – em decorrência das péssimas condições de vida e de salubridade que facilitavam a disseminação de diversas doenças.

É importante considerar também que essas medidas sanitárias tomadas durante o período imperial não tinham como preocupação a melhoria do nível de saúde da população em geral, mas sim proteger os nobres portugueses de doenças, bem como evitar perdas financeiras que pudessem ocorrer devido ao excesso de doenças existentes.

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