O Sistema Cardiovascular da Gestante

O Sistema Cardiovascular da Gestante
ESTETICA
O sistema cardiovascular ou circulatório é composto por uma rede de tubos de vários tipos e calibres, que se comunicam com todas as partes do corpo. Dentro desses tubos existe sangue circulando, impulsionado pelas contrações rítmicas do coração.

Esse sistema tem como principais funções:
- transporte de gases:
os pulmões obtêm o oxigênio e eliminam o dióxido de carbono, essa comunicação é feita com os demais tecidos do corpo por meio do sangue.

- transporte de nutrientes: os nutrientes resultantes da digestão alcançam o sangue. Os nutrientes são levados aos tecidos do corpo, nos quais se difundem para o líquido intersticial que banha as células.

- transporte de resíduos metabólicos: o metabolismo de cada célula origina resíduos, que são transportados pelo sangue para a devida excreção.

- transporte de hormônios: o sistema vascular carrega os hormônios que são lançados no sangue e que controlam a harmonia do organismo.

- intercâmbio de materiais: algumas substâncias são produzidas ou armazenadas em uma parte do corpo e utilizadas em outra parte. É esse sistema o responsável por carrear essas substâncias.

- transporte de calor: o sangue distribui de forma homogênea o calor para as partes do organismo. Assim a temperatura fica adequada para todas as regiões.

- distribuição de mecanismo de defesa: no sangue existem células que fazem a fagocitose e livram o organismo de agentes infecciosos.

- coagulação sanguínea: as plaquetas existentes no sangue fazem ocorrer a coagulação, bloqueando eventuais vazamentos se houver rompimento de algum vaso sanguíneo.

Na gestação o coração e os grandes vasos sofrem adaptações. O miocárdio aumenta seu poder de contração e fica hipertrofiado. O volume diastólico aumenta e as dimensões de ambos os ventrículos do coração aumentam nos dois últimos trimestres.

A dimensão do átrio esquerdo aumentam paralelamente à volemia (volume de sangue no interior do vaso), desde a primeira semana até atingir seu máximo na 30 semana.

Essas alterações dependem de vários fatores (tamanho da mulher, número de gestações, número de partos anteriores, gestação única ou gemelar). Com o crescimento do útero e a elevação do diafragma, o coração fica mais horizontalizado e a ponta desloca-se lateralmente.

Ao ser auscultado, pode-se perceber alterações no batimento. 95% das grávidas apresentam sopros sistólicos de ejeção. Algumas apresentam sopro nas artérias mamárias internas.

Alterações eletrocardiográficas não devem ser encontradas na gravidez normal, somente aquelas provenientes do desvio anatômico do coração.

A parede dos vasos do sistema vascular apresenta alterações de sua estrutura (hipertrofia do músculo liso, colágeno) e presença da vasodilatação devido a diminuição da sensibilidade às substâncias compressoras dos vasos.

O debito cardíaco é aumentado (40%) atingindo seu valor máximo nas 20-24 semanas, tornando-se mais sensível a alterações posturais (devido ao fato do útero em crescimento comprimir a veia cava inferior diminuindo o retorno venoso).

No início da gestação, a ejeção de sangue aumenta até 30%, sendo responsável pelo incremento do débito cardíaco.

À medida que a gravidez passa, essa freqüência vai aumentando, até que no final poderá apresentar 15 batimentos por minutos acima dos valores iniciais da gravidez.
Existe aumento do fluxo do sangue uterino. A progesterona permite com que a vascularização tenha seu fluxo aumentado para nutrir placenta e útero.

O fluxo de sangue renal aumenta, bem como o fluxo mamário.

O fluxo sanguíneo na pele aumenta, especialmente em mãos e pés. Assim pode-se dissipar o calor gerado pelo aumento do metabolismo com a gestação.

O fluxo sanguíneo levado até as massas musculares quando a gestante realiza exercício físico faz com que o útero-placenta tenha níveis de sangue diminuídos. Exercícios moderados são aceitos pelo feto, sem prejuízos.

A pressão arterial diminui durante as primeiras semanas, e quando se aproxima o final da gravidez estes números regressam ao normal.

A pressão venosa da metade superior não sofre alterações, mas na metade inferior esta pressão aumenta principalmente na posição em que a grávida se encontra deitada, sentada e em pé.

O útero da grávida apresenta pressão sobre a veia cava e veias ilíacas, o que dificultam o retorno venoso. Edemas em membros inferiores aparecem devido a diminuição da pressão arterial e do débito cardíaco.

Quando a gestante se coloca em decúbito lateral (deitada de lado) a pressão venosa regressa ao normal.

As adaptações do sistema cardiovascular sofrida ao longo da gravidez podem ser compensadas após o parto pela hemorragia causada.

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