Transtornos pós-parto - Blues pós-parto

Transtornos pós-parto - Blues pós-parto
COTIDIANO
Durante os dias após o nascimento do bebê, em muitas ocasiões a mulher experimenta uma emotividade emocional caracterizada por episódios de labilidade emocional. Esta síndrome, segundo Pitt (1973, apud Cercós, 2000, p. 92) é descrita em primeiro lugar como síndrome transitória que inclui ansiedade e confusão leve, assim como depressão e tristeza que denominam o blues pós-parto.

O blues começa durante o segundo ou terceiro dia após o parto, sua duração não ultrapassa os primeiros quinze dias posteriores ao parto e em muitos casos acaba se resolvendo de maneira espontânea na primeira semana. Seu principal sintoma é a tristeza, que aparece praticamente em todas as mulheres diagnosticadas. O segundo sintoma mais importante é a mudança de humor em maior ou menor medida, onde prevalecem: irritabilidade, falta de apetite, dificuldade para concentrar-se, insônia, despertar precoce, tensão, ansiedade e dores de cabeça (CERCÓS, 2000).

Ao observar com sensibilidade e atenção uma mulher no pós-parto, podemos notar, não raramente, variações no estado de humor com tendência à depressão, choro fácil, expressões, falas, gestos e condutas que indicam todo o complexo da nova situação vivenciada e a adaptação nos níveis emocional e social (AZEVEDO & FILHO, 2001)
Azevedo & Filho (2001) colocam que esta síndrome “blues” tem seu nome derivado de um gênero musical interpretados principalmente por negros no sul dos Estados Unidos, no fim do século passado, com um colorido de lamento, dor e tristeza característicos.

Os autores afirmam que a síndrome é passageira, porém sintomas mais sérios podem aparecer, tais como: ideação hipocondríaca, vivências de desrealização e despersonificação. Como ela tende a se resolver naturalmente nas primeiras semanas não costumam deixar sequelas do ponto de vista psicopatológico clínico, mas é necessário ficar atento como medida de prevenção das dificuldades psicodinâmicas que envolvem a relação mãe-bebê, de modo a evitar também a progressão para uma psicose puerperal. É importante deixar claro que esta síndrome não é caracterizada uma depressão pós-parto e deve-se tomar cuidado com o diagnóstico diferencial.

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