Síndrome de Guillain-barré

Síndrome de Guillain-barré
ENFERMAGEM
Silva (2002) define a síndrome como uma enfermidade de caráter inflamatório e evolução aguda ou subaguda, que compromete o sistema nervoso periférico mediante desmielinização segmentar, face a uma agressão autoimune, traduzindo-se clinicamente por polirradiculoneuropatia, essencialmente motora, e laboratorialmente, por dissociação albumino-citológica no líquido cefalorraquidiano. Para Ferraz e Hoelz (2003) a síndrome de Guillain-barré é a causa mais comum de neuropatia aguda e é considerada o protótipo da doença neurológica pós-infecciosa.

Está presente em 1,7 casos a cada 100.000 habitantes/ ano, é também a causa mais comum de tetraparesia aguda e consequentemente uma das causas mais comuns de admissão de doença neuromuscular da unidade de terapia intensiva. Oliveira e Pereira (2007) completam as informações citadas, referindo a possibilidade de reversão completa do quadro. Clinicamente as manifestações são déficit motor simétrico, de início agudo de caráter progressivo e com arreflexia.

O paciente informa o início de parestesia nos dedos dos pés e das mãos, podem ainda informar queixas álgicas envolvendo as grandes massas musculares das coxas, flancos ou dorso. Com o decorrer dos dias, pode-se assistir a paresia/paralisia flácida e arreflexia de caráter rapidamente progressivo. A gravidade do caso é variável, em geral, este paciente torna-se acamado, com parestesia distal e facial, alguma dificuldade de deglutição e capacidade vital reduzida à metade. (Silva 2002) O mesmo autor ainda cita que pacientes mais graves se tornam tetraplégicos, oftalmoplégicos e poderão requerer ventilação mecânica por até um ano. Ferraz e Hoelz (2003) apresentam uma evolução clínica deste paciente:

Evolução clínica da síndrome de Guillain-barré

1ª fase: Dura de 3 a 21 dias em 80% casos. Fraqueza máxima é atingida em 1 semana para 50% dos casos. Em 3% dos casos há uma piora rápida em 3 dias: pior prognóstico.

2ª fase: A partir da cessação da progressão. Dura em média 2 a 4 semanas.

3ª fase: Geralmente lenta, pode levar até 2 anos. 85% dos pacientes podem andar em até 6 meses. 20% permanecem com sequelas moderadas ou graves.

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