Luto

Luto
PSICOLOGIA
Tudo o que não queremos é a morte de alguém que amamos, de alguém querida. Dependendo da proximidade que tínhamos com a pessoa pode chegar a ser desesperador. Quanto mais próxima da pessoa, maior o sofrimento. Dói demais, em todos os sentidos.

Um sentimento de impotência, de se sentir sozinho, com uma tristeza intensa, um grande vazio, angústia, muita raiva e revolta. Muitos sentimentos podem surgir e fazem parte do luto. Ninguém quer passar por isso, mas todos vamos passar.

Não se sabe o que é pior, a morte que acontece de repente ou ver quem se ama sofrendo e morrendo aos poucos.

Talvez para quem vá morrer, acontecer de repente é muito melhor porque não ficou sofrendo e vendo os familiares e amigos sofrendo juntos. Por outro lado não pode ir se despedindo de todos.

E talvez para quem fica é melhor que seja aos poucos para tentar se conscientizar e se preparando para o que vai acontecer.

Se preparando? Será que dá para se preparar para a morte de alguém querida e amada? Talvez. Depende de muitos fatores. Mas seria melhor a pessoa pelo menos tentar se preparar. Pode ser através de conversas com médicos, pessoas próximas que já passaram por isso, livros e até mesmo fazer uma terapia que com certeza ajudaria muito.

Mas depois do todo preparo ou pelo menos tentativa de preparo para quem fez, quando a triste notícia vem os sentimentos transbordam.

Existem várias fases do luto e todas devem ser vividas. Não se deve fingir que nada está acontecendo, que tem que passar por cima daquilo tudo, porque mais para frente isso vem a tona e pode ser muito pior. O luto, infelizmente, tem que ser vivido.

Primeiro é preciso aceitar a realidade da morte. É preciso viver a dor. Quando “cai a ficha” o desespero pode tomar conta e a vida fica completamente desorganizada pela falta do outro. É novamente preciso trabalhar para aceitar o que aconteceu, mesmo que o processo de aceitação seja difícil, pois não tem outro jeito. É preciso adaptar a vida sem aquela pessoa.

Segundo Kübler-Ross alguns estágios tendem a ocorrer, mas nem todas as pessoas passam por todos eles, nem necessariamente ocorrem nessa ordem. São eles:

1 - 1. Negação e Isolamento: “Isso não é verdade.” Pode sentir uma sensação de irrealidade. Ou entrar em estado de choque.

2. Raiva: “Por que isto está acontecendo comigo?”. “Não é justo.” Pode ter também sentimento de culpa.

3. Barganha: “Vou fazer várias coisas diferentes e tudo ficará bem.” Acontece após a pessoa ter deixado de lado a Negação e o Isolamento, “percebendo” que a raiva também não resolveu.

4. Depressão: “Nunca mais vou ser feliz.”. “Nunca mais vou dar risada”. “Não tenho estrutura e capacidade para lidar com isso.” Tristeza sem fim.

5. Aceitação: “Posso aprender com isso e melhorar.” Não é esquecer, mas administrar a perda.

Não se deve apressar, cada etapa tem que ser vivida uma a uma.

Lógico que a vida nunca mais será a mesma sem aquela pessoa, a dor que parecia insuportável e que nunca passaria vai amenizar aos poucos e a dor vai se transformando em saudade. A dor da perda é para sempre sim, mas a intensidade da dor deve mudar. Porém esse processo não deixa de ser longo e doloroso.

Para quem quiser, existe terapia do luto e também medicamentos que ajudam a equilibrar as químicas que ficaram totalmente desequilibradas por causa dos sentimentos que foram gerados. Buscar essas ajudas podem realmente ajudar muito.

Karina Romera de Carvalho
Terapeuta Transpessoal, credenciada pela ABRATH, Constelação Familiar individual, Mesa Radiônica Quântica, Regressão de Memória, Numerologia Cabalística, Florais, Cristais, Mestre em Reiki, Tarô Terapêutico, alinhamento dos Chacras, entre muitas outros recursos terapêuticos. Email: karinaromeracarvalho@gmail.com / Site: www.terapiaholisticacampinas.com.br
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