Fisiopatologia do Transtorno de Deficit de Atenção - Hiperatividade

Fisiopatologia do Transtorno de Deficit de Atenção - Hiperatividade
PEDAGOGIA

De acordo com a literatura atual, os sintomas do transtorno de deficit  de atenção/hiperatividade (TDAH) são originados por disfunções no funcionamento cerebral. A variação nas manifestações clínicas do TDAH reflete, possivelmente, a complexidade dos processos biológicos implicados na origem de seus sintomas, supondo-se que alterações em diferentes sistemas de neurotransmissores (NT) devam estar envolvidas.

Embora os resultados ainda não sejam definitivos, uma série de estudos de neuroimagem, neuropsicologia e bioquímica vem comprovando essa ideia (FARAONE e cols., 1998). Diferentes teorias já foram propostas para explicar a fisiopatologia do TDAH. Uma das primeiras foi a da disfunção frontolímbica, considerando que o TDAH não seria, em essência, um distúrbio da atenção, mas o resultado de uma falha no desenvolvimento dos circuitos cerebrais que possibilitam a inibição e o autocontrole.

Um fraco controle inibitório da região cortical frontal sobre as funções límbicas seria a origem dos sintomas desse transtorno. Essa hipótese foi posteriormente testada e modificada por uma série de investigações.

Dados de estudos neuropsicológicos mostraram que crianças com TDAH têm um desempenho prejudicado em tarefas que demandam funções cognitivas tais como atenção, percepção, planejamento e organização, além de falhas na inibição comportamental, processos relacionados com o lobo frontal e com as áreas subcorticais. O envolvimento de circuitos frontossubcorticais na fisiopatologia do TDAH também foi sugerido pelos estudos de neuroimagem.



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