Envelhecimento: Conceitos e Definições

Envelhecimento: Conceitos e Definições
ENFERMAGEM
O envelhecimento é um "processo de diminuição orgânica e funcional, não decorrente de doença, e que acontece inevitavelmente com o passar do tempo". (ERMINDA, 1999, p. 43). Considera-se o envelhecimento como um fenômeno natural, mas que geralmente apresenta um aumento da fragilidade e vulnerabilidade, devido à influência dos agravos à saúde e do estilo de vida.

Erminda (1999) complementa que o envelhecimento pode ser dividido em três dimensões: biológica, cronológica e social.

A dimensão cronológica é mensurada pelo calendário católico romano. A pessoa idosa é aquela com idade de 60 anos ou mais, nos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, conforme o critério da Organização das Nações Unidas (ONU). Tal critério foi definido em 1982, na 1ª Assembléia Mundial do Envelhecimento. Os países desenvolvidos consideram a pessoa idosa com idade de 65 anos ou mais. (VERAS, 1994; ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD, 2000).

A dimensão biológica se expressa pela alteração estrutural e funcional, a qual nem sempre coincide com o avanço cronológico e a perda social. O envelhecimento é regulado por mecanismos celulares intrínsecos e modulado por numerosas influências do meio ambiente.

Porém, as alterações biológicas tornam o idoso menos capaz de manter a homeostase quando submetido ao estresse fisiológico. Tais alterações quando associadas, principalmente, à idade cronológica avançada, determinam maior suscetibilidade ao aparecimento de doenças, à instalação de incapacidades físicas, mentais e funcionais, assim como a maior probabilidade de morte. (ANDREOLI et al., 1998; ERMIDA, 1999).

A senescência ou envelhecimento fisiológico é definido como um conjunto de alterações que ocorrem no organismo humano que implica em perda progressiva da reserva funcional sem que comprometa as necessidades básicas de manutenção de vida. (JACOB-FILHO et al., 2006). Em contrapartida, a senilidade ou envelhecimento patológico denomina-se como conjunto de alterações que ocorrem no organismo em decorrência de doenças e do estilo de vida que acompanha o indivíduo até a fase idosa. (JACOB-FILHO et al., 2006).

Entende-se que as doenças (senilidade) associadas às perdas fisiológicas (senescência) em idade avançada poderão levar a insuficiência de órgãos, a incapacidade funcional e ao óbito.

Para Karsch e Leal (1998) a Terceira Idade considera-se o período que as pessoas estejam em boas condições físicas e mentais, mas, algumas vezes, instalam-se limitações que podem tornar a vida diária complicada, sobretudo, pela restrição funcional para algumas ou todas as atividades básicas e instrumentais da vida diária.

Estudos apontam que o maior temor da velhice está relacionado com a perda da saúde. As possibilidades para desenvolver as doenças e as incapacidades aumentam quando associadas ao estilo de vida, tais como: tabagismo, sedentarismo, obesidade e etilismo (LITVOC e DERNTL, 2002; VOSER e VARGAS NETO, 2002).


Portanto, a dimensão social refere-se aos papéis e hábitos que a pessoa, ao longo do seu ciclo vital, assume na sociedade e na família, a partir de um padrão culturalmente estabelecido. O envelhecimento agregado à vulnerabilidade social pode, muitas vezes, manifestar-se pela diminuição ou perda do papel desempenhado por longos anos, na esfera familiar, na social e na profissional (ERMIDA, 1999). Considera-se que a inatividade acarreta uma profunda alteração ao estilo e ritmo de vida, devido à perda do papel profissional e pessoal junto da família e da sociedade, por sentir-se em desigualdade diante dos que trabalham.

A Geriatria é uma especialidade médica que abrange os conhecimentos em torno do diagnóstico e do tratamento das doenças que comprometem a saúde do indivíduo em processo de envelhecimento. E a Gerontologia é um termo utilizado pelas diversas áreas de conhecimento, sejam elas: ciências biológicas e da saúde, ciências humanas e sociais aplicadas, e ciências exatas que estudam o processo de envelhecimento inter-relacionando ao contexto socioeconômico, cultural e ambiental. (JACOB-FILHO et al., 2006).

Entende-se que a Gerontologia propõe a articulação das áreas de conhecimento por meio de discussões e investigações de equipes multi ou interdisciplinares no intuito da construção e da consolidação de políticas e dos programas de saúde na área do idoso. Enfim, é um campo vasto aos profissionais para que possam atuar de maneira multi, inter e transdisciplinar nas questões que cercam o processo de envelhecimento humano.

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