A importância do Gestor Educacional

A importância do Gestor Educacional
ADMINISTRACAO

Acredito que não podemos falar deste profissional sem nos referirmos  a ÉTICA; uma vez que esta última é definida como a ciência da moral. Ou seja, estamos falando de um profissional que precisa primar pela ética para que se estabeleça o bem estar no seio da população.

Lembremos, ainda, que o vocábulo é usado sob a expressão de ética profissional, para indicar a soma de deveres, que estabelece a norma de conduta do profissional no desempenho de suas atribuições e em suas relações com o cliente e com todas as demais pessoas com quem possa ter trato. Estabelecendo, desta forma, a pauta de suas ações em todo e qualquer terreno, onde quer que venha exercer sua profissão, seja no setor público ou privado.

O conceito de moral deriva do latim moralis (relativo aos costumes) na forma substantiva designa a parte da filosofia que estuda os costumes, para assinalar o que é honesto e virtuoso, segundo os ditames da consciência e os princípios da humanidade. Nestas condições, podemos perguntar o que seria ético e moral para o bem estar da população? – falando genericamente.

- o que seria ético e moral na condução e execução das atividades de um gestor educacional?  - falando de forma específica.  

Precisamos entender que bem estar é um estado de espírito, onde as pessoas podem saborear de uma condição ímpar de valorização de si mesmo. É o reconhecimento do próprio EU enquanto um ser integrado e responsável por aquilo que faz e é sabedor que o seu EU, embora seja único, não é o único ser vivente e pensante na face da terra. Outros eus de igual peso e valor existem e precisam ser valorizados e potencializados.

O gestor educacional, por sua vez, pode ser um disseminador em potencial desse estado de espírito, no momento em que, no exercício de sua profissão, dissemina cuidados e orientação ao corpo educacional ao qual está inserido.

Normalmente não se fala que as pessoas – independentemente de credo, raça ou posição social – são todas carentes de atenção (umas mais outras menos). É preciso criar mecanismos que possam valorizar as pessoas e nas pessoas aquilo que elas têm de melhor, ou seja, o seu SI MESMO.

Lembro, neste momento, da empresa que anunciou, em certa manhã, que na madrugada falecera o funcionário que vinha atrapalhando o crescimento da instituição e dos seus membros. Naquela manhã fora afixado um cartaz no quadro de avisos da empresa convocando a todos para dirigirem-se o mais rápido possível para o salão de eventos da mesma, para que pudessem velar o corpo do infeliz moribundo. Uma fila fora organizada e um após o outro iam ao salão de eventos verem de quem era o corpo. Neste meio tempo, alguns afirmavam que sabiam que havia alguém atrapalhando o crescimento e desenvolvimento da empresa. Mas, quem seria? O fato é que à medida que as pessoas aproximavam-se do caixão e paravam para contemplar o corpo do infeliz tomavam um verdadeiro choque. Pois é, dentro do caixão havia um espelho... O que as pessoas viam era o seu próprio reflexo, sua própria imagem sem refletida naquela superfície polida que refletia a luz e a imagem de quem sobre ela se debruçava. 

Só há uma pessoa é capaz de atrapalhar o nosso crescimento: NÓS MESMOS!

Só há uma pessoa é capaz de valorizar o nosso potencial e fazê-lo brilhar: NÓS MESMOS!

E então, de que lado você está?

Ou melhor, onde você está agora?

Parafraseando uma mensagem cristã, diríamos que, onde estão os nossos pensamentos aí está o nosso tesouro.

É importante que o líder, na condição de gestor, precisa entender que lida com pessoas e pessoas são seres dinâmicos – cada qual com o seu time, é verdade. Seres que precisam ser estimulados a valorizar e potencializar o seu marketing pessoal e profissional.

Não cabem mais, nos dias atuais, profissionais inertes. Estamos na era do dinamismo[1], da proatividade. Entendendo-se que esta deve vir acompanhada de uma postura empática. Ou seja, cabe ao gestor ver e perceber o outro enquanto outro e não como uma extensão sua ou uma marionete. Pensemos nisto com carinho e tornemos o clima organizacional do nosso ambiente de trabalho mais humano e produtivo.




[1] Alguns diriam que estamos na era do fast food.

Salatiel Soares Diniz
Psicólogo, Palestrante e Escritor. Autor dos livros: Gestão de Atendimento ao Cliente (Editora Viena, 2014); Gestão de Pessoas (Ed.Viena, 2013); Vivendo e aprendendo, com o mestre Jesus (Cube de Autores, 2012). Coautor nos livros: Seleta Cutural Brasil-Portugal (Ed.LP-Books, 2014); Capital Intelectual (Ed. Ser Mais, 2013).
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