CURSOS ONLINE GRÁTIS NA COMPRA DE UM DOS 1400 CURSOS ONLINE

A Insuficiência Cardíaca: Fisiopatologia e Classificação

Artigo por Alexandre do Prado Caldas Serafim - sábado, 27 de outubro de 2012

Tamanho do texto: A A

A Insuficiência Cardíaca é uma síndrome heterogênea
A Insuficiência Cardíaca é uma síndrome heterogênea
A Insuficiência Cardíaca
A Insuficiência Cardíaca é uma síndrome heterogênea na qual o coração torna-se incapaz de suprir a demanda metabólica ou a faz à custa de pressões de enchimento elevada (KNOBEL, 2006). Recentemente, programas de atenção multidisciplinar em Insuficiência Cardíaca (IC) têm diminuído significativamente o número de hospitalizações e custos, além de reduzir as indicações para Transplante Cardíaco (TC) (KNOBEL, 2006).
Epidemiologia
Em decorrência do envelhecimento da população e da sobrevida crescente de pacientes cardiopatas com IC crônica, constitui principal problema cardiovascular de saúde pública, sua incidência tem alcançado níveis epidêmicos (KNOBEL, 2006). Calcula-se que quase dois milhões e meio de brasileiros e 15 milhões em todo mundo sejam portadores de Insuficiência Cardíaca (MESQUITA, 2004).

Etiologia
Como via final de cardiopatias está a falência miocárdica e destacam-se as seguintes etiologias (KNOBEL, 2006):
Isquêmica;
Chagásica;
Dilatada idiopática (familiar ou não)
Hipertensiva;
Valvar;
Congênita;
Periparto;
Pós-miocardite;
Por agentes cardiotóxicos (exemplos: álcool, cocaína, antraciclina);
Infiltrativas (exemplos: hemocromatose, amiloidose, sarcoidose).

Classificação mais Empregada: Funcional
A classificação da New York Heart Association (2006) enfoca a condição funcional e classifica o cardiopata em classes funcionais, que vai de classe I até a classe V, como mostrado nos próximos parágrafos (KNOBEL, 2006, p.248):
Classe I: Pacientes com cardiopatia, mas sem limitações resultantes da atividade física. A atividade física comum não causa fadiga anormal, palpitações ou dor anginosa.
Classe II: Pacientes com cardiopatia levando a leve limitação da atividade física. Assintomáticos em repouso. A atividade física comum resulta em fadiga, palpitação, dispneia ou dor anginosa. Classe III: Pacientes com cardiopatia resultando em marcada limitação de atividade física.
Assintomáticos em repouso. Mínimo esforço físico, menos que a atividade física comum, causa fadiga, palpitação, dispneia ou dor anginosa.
Classe IV: Pacientes com cardiopatia incapazes de executar qualquer atividade física sem desconforto. Os sintomas de IC ou de Síndrome Anginosa podem estar presentes mesmo em repouso. A qualquer esforço físico empreendido, o desconforto aumenta.
Classe V: Severas limitações com sintomas presentes mesmo em repouso. Não tolera a ergonometria.

Classificação em Estágios
A classificação em estágios, recentemente introduzida, descreve a história natural da IC e enfatiza a possibilidade de intervenções antes do surgimento de sintomas, nos estágios A e B, (KNOBEL, 2006, p.248):
Estágio A - Presença de fatores de risco para a IC.
Estágio B - Disfunção sistólica ventricular esquerda assintomática.
Estágio C - Disfunção sistólica ventricular esquerda sintomática.
Estágio D - Insuficiência cardíaca refratária.

Referência: KNOBEL, Elias. Condutas no paciente grave. Vol. 1; 3ª ed. Cidade, Estado: Atheneu, 2006, p. 246-248.
CreativeCommons

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

Comentários


colunista

Alexandre do Prado Caldas Serafim

Especialista em Metodologia do Ensino na Educação Superior e em Fisioterapia Cardiorrespiratória. Licenciatura em Ciências Biológicas (2012-2014).Licenciatura em Ciências pela USP (2014-2018) Professor de Educação Básica no Ciclo II do Ensino fundamental e Ensino Médio.