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quarta-feira, 27 de junho de 2012 - 19:26

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A fisioterapia onco-funcional: o nascimento de uma nova especialidade

por: Daniel Salgado Xavier

Livro Fisioterapia onco-funcional para a graduação
Livro Fisioterapia onco-funcional para a graduação
A Fisioterapia Onco-Funcional: O Nascimento de uma nova especialidade

O ano de 2009 com o reconhecimento da fisioterapia onco-funcional como especialidade fisioterapêutica coroou a luta incessante de todas as organizações e entidades que agiam em prol de uma melhor prestação de serviços fisioterapêuticos, contemplando o profissional habilitado para lidar com as nuances e especificidades inerentes tão somente ao paciente oncológico.

Conforme a resolução nº. 364/2009 do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), de 20 de Maio de 2009 e publicado no DOU nº. 112, Seção 1, em 16/6/2009, página 42, Reconhece a Fisioterapia Onco-Funcional como especialidade do profissional Fisioterapeuta e dá outras providências:

“… Considerando a necessidade de prover, por meio de uma assistência profissional adequada e específica, as exigências clínico-cinesiológico-funcionais dos indivíduos portadores de débitos funcionais, decorrentes de doenças oncológicas.”

O fisioterapeuta, assim como os demais profissionais da área da saúde, estão sujeitos a presenciarem frequentemente situações de óbito, devendo este estar preparado para tais ocorrências. No entanto, durante os cursos de formação profissional, primou-se pela qualidade técnico-científica, subvalorizando os aspectos humanistas. Os cursos de fisioterapia raramente abordam as necessidades dos pacientes terminais e tampouco o tema morte, resultando em profissionais que se baseiam somente em conceitos técnicos e dão pouco crédito aos relatos do paciente (MARCUCCI, 2005).

Quando o profissional está apto a prever as possíveis complicações consequentemente estará mais bem preparado para o caso destas ocorrerem. A ocorrência de úlceras de decúbito, infecções, dispneia ou parada cardiorrespiratória, são alguns exemplos de complicações que se forem deixados para terem seus cuidados decididos na hora em que acontecem podem levar a tomada de decisões equivocadas ou errôneas, além de causar um custo adicional ao tratamento desta complicação (PESSINI, 2003).
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Daniel Salgado Xavier

Doutor em Terapia Intensiva pelo Instituto Brasileiro de Terapia Intensiva- IBRATI/SP. Mestre em Terapia intensiva pela IBRATI/SP.Pós graduado em Fisioterapia em UTI pela Fundação A/C Camargo-Hospital do Câncer de São Paulo, pós-graduado em Neurologia pela UMESP, Fisioterapia Intensivista - SOBRATI/SP. Fisioterapeuta da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazona

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