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terça-feira, 17 de junho de 2008 - 18:10

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TV Digital: sinal perfeito ou não?

por: Colunista Portal - Educação

A tecnologia analógica, como o próprio nome diz, faz uma analogia com os diferentes valores de luminância (luz) e crominância (cor) contidos nas ondas eletromagnéticas. Essas ondas eletromagnéticas estão sempre sujeitas a oscilações e interferências causadas por vários fatores naturais – chuva, vento, raios, radiação solar – e por fatores gerados pelo homem – funcionamento de motores e outras transmissões de radiofreqüência – que causam a deterioração do sinal. No Brasil, a TV analógica atual permite somente imagens em resolução Standard – em torno de 480 linhas horizontais, na proporção 4 por 3 e com perdas no processo de transmissão. A TV digital permitirá a transmissão de imagens em HDTV – High Definition Television (televisão de alta definição) – com até 1080 linhas horizontais, na proporção 16 por 9 e sem perdas – semelhante ao cinema.

A cidade de São Paulo foi a primeira a ter TV Digital no Brasil. As transmissões foram iniciadas em 2 de dezembro de 2007. Em 7 de abril de 2008, a Rede TV, Globo (experimentalmente) e Record iniciaram a transmissão do sinal digital nas cidades de Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em 25 do mesmo mês a Rede Globo iniciou oficialmente a transmissão digital em Belo Horizonte. Um balanço dos primeiros 6 meses da TV Digital apontam para uma baixa adoção e problemas de cobertura. Pesam ainda neste cenário preço dos conversores e a limitada oferta de programas de alta resolução e de interatividade. Estes problemas terão de ser superados à medida que as transmissões de TV Digital se tornam disponíveis em outras capitais.

Na TV digital receberemos um sinal perfeito ou simplesmente não receberemos nenhum sinal. Em condições normais, nas transmissões digitais as imagens estarão livres de fantasmas, chuviscos e ruídos, proporcionando muito mais qualidade do que nas atuais transmissões de TV analógica. Nas transmissões analógicas atuais, o áudio possui no máximo em 2 canais estéreo e também está sujeito a ruídos. Com a digitalização, o som também será melhor, possibilitando a utilização do padrão Surround 5.1 (6 canais), semelhante ao cinema e ao DVD.

O sucesso da implantação da TV Digital depende em grande parte da disponibilidade de conversores (set top box) com preços baixos, acessíveis para a população, o que só é possível com grandes escalas de produção. Esta é uma das justificativas para se adotar um padrão único de TV Digital para o Brasil. Seis meses após sua estréia oficial, a única certeza que se tem sobre a TV digital brasileira é que ela ainda dá traço --ou seja, a recepção do sinal em televisores sequer atinge o equivalente a um ponto no Ibope, 55 mil domicílios na Grande SP. Números obtidos com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) revelam que, de 2007 até abril deste ano, 25.854 conversores (ou "set-top boxes") foram fabricados na região. Os aparelhos são necessários para a recepção do sinal digital nas TVs. Além de São Paulo, as cidades de Rio de Janeiro e Belo Horizonte também têm TV digital, mas a implementação começou há menos tempo. Órgãos responsáveis pela inserção do novo sistema no país, como Ministério das Comunicações, Abert (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) e Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), alegam não ter dados oficiais sobre adesão.

Redação Portal Educação

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