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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013 - 10:14

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Complicações na aplicação de insulina

por: Colunista Portal - Educação

Escolha de um instrumental adequado à quantidade de insulina
Escolha de um instrumental adequado à quantidade de insulina
A aplicação de insulina está associada a algumas complicações, principalmente nos pacientes que fazem uso diário deste hormônio. As complicações podem estar ligadas a vários fatores; é de suma importância que o profissional de enfermagem realize este acompanhamento de reações cutâneas no paciente, já que isto pode ser indício de que uma das etapas do processo de conservação, preparo e aplicação está falho.

Segundo Camata (2003), para a aplicação de insulina são imprescindíveis alguns cuidados como: a escolha de um instrumental adequado à quantidade de insulina, bem como ao estado físico do paciente, o domínio sobre a técnica de aplicação da insulina e os rodízios dos locais de aplicação na pele, entre outros. Davidson (2001) e Costa (1988) afirmam ser comum o portador de diabetes e usuário de insulinoterapia domiciliar apresentar complicações cutâneas ou reações como lipodistrofia insulínica, lipo-hipertrofia, nódulos endurecidos, equimose, ardência e prurido.

Segundo Navarro et al. (1995), as reações alérgicas durante a insulinoterapia geralmente ocasionam sintomas como rush, seguido de prurido e enduração. Os hematomas podem estar relacionados à técnica inadequada de aplicação ou à redução do número de células adiposas no local da aplicação. O aparecimento da hipertrofia está conexo à aplicação prolongada do hormônio insulínico em um mesmo local, resultando em sua absorção e controle glicêmico errático (MATHEUS e AHMED, 1999).

As principais complicações com o uso da insulina são:

- Reações Alérgicas: caracteriza-se por uma reação alérgica local em forma de vermelhidão, inchaço, sensibilidade e enduração ou círculo de dois a quatro centímetros, podendo aparecer no local uma a duas horas após a aplicação da injeção. Geralmente estas reações ocorrem no início da terapia.

- Reações Alérgicas Sistêmicas: são raras. Há uma reação cutânea local imediata que logo se espalha em forma de uma urticária generalizada. O tratamento é a dessensibilização, com pequenas doses de insulina administradas em quantidades gradualmente crescentes. Estas reações raras são ocasionalmente associadas a edema generalizado ou anafilaxia.

- Lipodistrofia de Insulina: refere-se a uma perturbação localizada do metabolismo de gorduras, sob a forma ou de lipoartrofia, ocorrendo no local das injeções de insulina. A lipoartrofia é a perda de gordura subcutânea e aparece como uma leve ou acentuada depressão da gordura subcutânea, a utilização da insulina humana quase que eliminou esta situação.

A lipohipertrofia é o desenvolvimento de massas fibrogordurosas no local da injeção e é causada pelo uso repetido de um local de injeção. Caso a insulina seja injetada em áreas como cicatrizes, a absorção pode ser retardada. Este é um dos motivos pelos quais é importante o rodízio dos locais de aplicação; o paciente deve evitar injetar insulina nestas áreas até que a hipertrofia desapareça.

- Resistências à Insulina: a maioria dos pacientes em uma época ou outra tem algum grau de resistência à insulina. Isto pode ocorrer por vários motivos, sendo o mais comum a obesidade, que pode ser superada pela perda de peso.

Segundo Brunner & Suddarth (1998), a resistência clínica à insulina foi definida como uma necessidade diária de insulina de 200 unidades ou mais. Na maioria dos pacientes diabéticos que recebem insulina desenvolvem-se imunoanticorpos que se ligam à insulina, diminuindo assim a insulina disponível para uso. Todas as insulinas animais, bem como as humanas, em menor grau causam produção de anticorpos em seres humanos. O tratamento consiste em administrar uma preparação de insulina mais pura e, ocasionalmente, a prednisona pode ser necessária para bloquear a produção de anticorpos, isto pode ser seguido de uma redução gradual da produção de insulina. Portanto, os pacientes precisam se automonitorar quanto à hipoglicemia.
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