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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012 - 10:42

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Teoria de Callista Roy

por: Colunista Portal - Educação

Callista Roy
Callista Roy
Callista Roy, enfermeira formada em 1963, com Doutorado em Sociologia em 1977, desenvolveu um modelo de adaptação que foi a base de seu trabalho de graduação, sob orientação de Dorothy E. Johnson, pioneira da proposição da enfermagem como ciência e arte e que desenvolveu o modelo de sistemas comportamentais.

Sob esta influência, apresenta determinadas áreas de fundamental importância para a prática da enfermagem, quais sejam:

- A pessoa que é receptora do atendimento de enfermagem;

- O conceito de ambiente;

- O conceito de saúde;

- A enfermagem.

O receptor do cuidado de enfermagem pode ser o indivíduo, a família, a comunidade ou a sociedade, cada qual com uma abordagem holística de adaptação. Os aspectos individuais compõem um ser unificado e as pessoas sempre estão interagindo com o ambiente, com permanente troca de informações, estímulos e respostas, constituindo um sistema em que existem entradas, saídas, controles e retroalimentação.

Esse sistema apresenta entradas na forma de estímulos e nível de adaptação, e saídas com respostas comportamentais, que poderão ser retroalimentadoras e determinantes de processos de controles (mecanismos de enfrentamento). Essas entradas podem ter origem no meio externo à pessoa ou em si próprio, e os estímulos poderão ter características classificadas como focal, contextual e residual. O estímulo focal é o que mais impacto causa na pessoa, determinando mudanças.

O estímulo contextual são aqueles que advêm do meio interno ou externo à pessoa, com influência positiva ou negativa sobre a situação. O estímulo residual são aqueles que, advindos do meio interno e/ou externo, não são claramente identificados. Com estes estímulos entra em ação o sistema adaptativo, cujo nível será determinado pela intensidade dos estímulos presentes.

As respostas são individuais e o nível de adaptação está sempre em constante mudança. Essas respostas são identificadas pelas mudanças ocorridas e, nesta situação, o enfermeiro se faz necessário para a identificação destas respostas, por intermédio de sua percepção.

A adaptação a esses estímulos constitui a resposta do indivíduo e promove o equilíbrio e integridade do sistema e, por consequência, da própria pessoa. As respostas do indivíduo na forma de controle do processo constituem-se no mecanismo de enfrentamento defendido por Roy, que podem ter natureza genética ou de herança (sistema imunológico), ou de aprendizagem (por exemplo, uso de antissépticos para ferimentos).
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