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Introdução à higiene ocupacional: conceito e objetivos

Artigo por Colunista Portal - Educação - segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

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A ciência e a arte devotadas à antecipação, ao reconhecimento, à avaliação
A ciência e a arte devotadas à antecipação, ao reconhecimento, à avaliação
A higiene ocupacional, também conhecida como higiene do trabalho ou higiene industrial, pode ser definida como:

“A ciência e a arte devotadas à antecipação, ao reconhecimento, à avaliação e ao controle dos fatores ambientais e agentes” tensores “originados no ou do trabalho , os quais podem causar enfermidades, prejuízos à saúde e bem-estar, ou significante desconforto e ineficiência entre os trabalhadores ou entre os cidadãos da comunidade”.(American Conference of Governamental Industrial Hygienists – ACGIH)

Tem como principais objetivos:

1.    Proporcionar ambientes de trabalho salubres

2.    Proteger e promover a saúde dos trabalhadores

3.    Proteger o meio ambiente

4.    Contribuir para um desenvolvimento sócio-econômico e sustentável.


O desenvolvimento sustentável permite suprir as necessidades das gerações presentes, em termos de alimentação, habitação, serviços etc., sem prejudicar a saúde dos trabalhadores, o meio ambiente (inclusive a estratosfera) e sem diminuir excessivamente os recursos naturais, de modo que as necessidades das gerações futuras possam continuar a serem supridas (GOELZER,1994)


* Fases da higiene ocupacional:

* Antecipação de riscos

Nesta fase são realizados a avaliação dos riscos potenciais e o estabelecimento das medidas preventivas antes que se inicie a utilização em escala industrial.

* Reconhecimento de risco

É realizado o levantamento detalhado de informações e de dados sobre o ambiente de trabalho com a finalidade de identificar os agentes existentes, os potenciais de risco a eles associados e qual prioridade de avaliação e controle para esse ambiente de trabalho. Para realizar esta fase é necessário conhecer: (tecnologia de produção, processos usados, fluxogramas, parâmetros de pressão, temperatura etc.), se manual ou automático. 

“Lay-out” das instalações, dimensões dos locais de trabalho, área sob a influência potencial dos contaminantes.

Inventário de matérias-primas, produtos intermediários, produtos de decomposição, produtos de combustão, produtos finais, aditivos e catalisadores.

Organização do processo de produção (fluxos), características (se contínuo ou intermitente), tipos de equipamentos (fechado, aberto, periodicamente aberto).

Fontes potenciais de contaminantes, circunstâncias que podem gerar vazamento, possibilidade de se criarem condições perigosas, disposição de máquinas.

As condições climáticas, direção e intensidade de correntes de ar, temperatura, umidade, pressão atmosférica.

As propriedades físico-químicas dos produtos envolvidos: pressão de vapor, densidade, reatividade, entre outras.

A toxicologia  dos produtos em uso: vias de penetração, meia vida biológica, limites de exposição, estabilidade das matérias-primas, produtos intermediários, finas e auxiliares.

As condições de saúde dos trabalhadores e suas queixas.

As atividades do trabalho: tipo de exposição (contínua, intermitente, esporádica, exigências físicas do trabalho efetuado, tipo de jornada turno, ciclo de trabalho, número de trabalhadores que circulam na área, posicionamento dos trabalhadores em relação às máquinas, número de trabalhadores por operação etc.)

Os programas de manutenção: preditiva, preventiva, corretiva e os procedimentos adotados.

A natureza e resultados de avaliações existentes: avaliação ambiental, avaliação biológica, avaliação clínica.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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