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Histórico de saúde do trabalhado

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 16 de abril de 2013

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A preocupação com a saúde do trbalhador é antiga
A preocupação com a saúde do trbalhador é antiga
A observação de que as condições de viver, adoecer e morrer dos homens podem ser transformadas e determinadas pelo trabalho, remonta desde a Antiguidade greco-romana. A importância do ambiente, da sazonalidade, da posição social e do tipo de trabalho, já eram enfatizadas por Hipócrates, Plínio, Galeno e outros como fatores determinantes na produção de doenças (FRIAS, 1999).

Há registros de atendimento e prevenção das enfermidades dos trabalhadores feitos por Aristóteles (384 – 322 a.C.) no século IV a.C.. Na mesma época, Platão, verificou e apresentou enfermidades específicas do esqueleto que acometiam determinados trabalhadores no exercício de suas profissões (MULATINHO, 2001).

Temas referentes à Segurança do Trabalho, sobre chumbo, mercúrio e poeiras foram tratados pela primeira vez, por Plínio, publicados na “História Natural” com menção ao uso de máscaras pelos trabalhadores dessas atividades. A origem das doenças profissionais que acometiam os trabalhadores nas minas de estanho foi revelada por Hipócrates (460 – 370 a.C.) e o saturnismo foi estudado por Galeno (129 – 201 d.C.). (MULATINHO, 2001)

Outro estudo sobre saturnismo, que correlacionou o uso de tintas a base de chumbo como causador de cólicas, provocadas pelo trabalho em pinturas, foi realizado por Avicena (908 – 1037), no século XIII. Medidas de Higiene de Trabalho foram publicadas no século XV, por Ulrich Ellembog.

No século XVI, na Europa, foram criadas corporações de ofício que organizaram e protegeram os interesses dos artesãos por eles representados. Assim, com o passar dos anos, a relação Trabalho e Saúde/Doença ganha cada vez mais estudiosos.

Entre os séculos XVI e XVII, surge na Itália, o "Pai da Medicina do Trabalho", Bernardino Ramazzini (1633-1714), assim considerado por sua grande contribuição com a publicação, em 1700, do clássico livro De Morbis Artificum Diatriba ("As Doenças dos Trabalhadores").

A doutrina da Medicina de Estado é difundida em toda a Europa, a urbanização crescente, as questões de alimento para o povo, saneamento e as grandes epidemias passam a ser preocupações constantes da época (FOUCAULT, 1987). Neste contexto,ocorre uma enorme mudança em todo um sistema econômico mundial, com reflexos sociais e para a saúde das populações européias - a Revolução Industrial.

A Revolução Industrial traz uma nova conformação no trabalho e, consequentemente, na saúde do trabalhador. Com o advento das fábricas, muda muito o ambiente de trabalho: ambientes fechados, agressão de diversos agentes, oriundos do processo de trabalho. Isto somado a outros fatores como o êxodo rural, as condições precarias de saneamento urbano, as péssimas condições de trabalho, provocam mudanças no perfil de adoecimento dos trabalhadores que passaram a sofrer acidentes e desenvolver doenças nas áreas fabris. (FRIAS, 1999)

Todas essa mudanças fazem com que cada vez mais profissionais desenvolvam estudos e ações voltadas para as doenças decorrentes do trabalho bem como para a manutenção da saúde desses trabalhadores, o que favorece o surgimento da Medicina do Trabalho.

A saúde do trabalhador no Brasil tem uma trajetória histórica mais recente – cinco séculos. Aqui, a relação com o trabalho também sofreu influências sociais e econômicas.

Os séculos de escravidão negra, a exploração do índio nativo, de certa forma também escravizado, o modelo agrário feudal, dos latifúndios, dos senhores de engenho e dos coroneis, o extrativismo mineral que motivou o conhecimento e a ocupação do interior brasileiro, também foram determinantes, como na antiguidade grego-romana, das doenças e acidentes decorrentes do trabalho (FRIAS, 1999)
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