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Reflexões sobre o desenho infantil

Artigo por Noel Rosa de Castro - sexta-feira, 22 de março de 2013

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O desenho deixa de ser completamente percebido e utilizado
O desenho deixa de ser completamente percebido e utilizado

Em Lowenfeld (1997) vejo que a criança possui uma percepção diferente e própria de si mesma, do outro e do mundo ao seu redor.

Para nossos “filhos” como descreve Lowenfeld (1997) “a arte pode constituir o equilíbrio necessário entre o intelecto e as emoções”.

Entendo na leitura de Lowenfeld (1997) que a arte criadora mencionada em sua obra também se refere especificamente ao desenho e não apenas as produções no campo das artes visuais, das expressões físicas e do brincar.

Tudo o que vejo em Lowenfeld (1997) está presente em minha própria época (2013), porque vejo crianças muito intelectualizadas, mas com uma personalidade emocional frágil e desorientada, mas em outros momentos vejo crianças desenhando solitariamente ou com seus pares, então, percebo um emocional controlado, norteado pela obra que estas crianças estão produzindo no momento.

Como diz Lowenfeld (1997) a arte infantil esta entre o equilíbrio do intelecto e das emoções da criança.

Em Lowenfeld (1977) a credito que o uso do desenho no ambiente da Educação Infantil como atividade vale muito para o processo de ensino e aprendizagem das crianças e até mesmo do próprio professor da Educação Infantil, o desenho se mostra em Lowenfeld (1997) como um processo de construção impar de maturação física, emocional e intelectual na criança, principalmente na fase das garatujas.

Com minha percepção própria e a de Lowenfeld (1997) concretizo o desenho infantil como um mecanismo eficiente para se conhecer melhor a criança e pensar um processo prazeroso e significativo de avaliação escolar da mesma, principalmente no ambiente da Educação Infantil e Ensino Fundamental (series iniciais), porque segundo Albano (2012) a melhor forma para conhecer a criança esta na observação sobre ela, precisamos aprender a vê-la como ser em formação, devemos observar a criança enquanto brinca.

Em Albano (2012) entendo que precisamos enxergar o brilho dos olhos das crianças, a mudança de expressão no rosto, a movimentação do corpo e todos os seus aspectos próprios, o que esta em concordância com Lowenfeld (1997) e que coloca o desenho como promotor da maturação infantil dentro de dimensões específicas (emocional, física, intelectual, etc.).

E sendo muito pertinente a este artigo Albano diz que a melhor forma de se conhecer uma criança esta na observação atenta de como ela desenha o seu espaço.

Em uma junção própria de Lowenfeld (1997) e Albano (2012) concordo que nós professores da Educação Infantil precisamos aprender a ler a maneira como a criança escreve a sua história por meio dos sues elementos naturais como o brincar, o falar, as expressões e principalmente o desenho.

Infelizmente, diante das conversas informais com alguns docentes atuantes na Educação Infantil e Ensino Fundamental (series iniciais) percebo que o desenho deixa de ser completamente percebido e utilizado como campo de conhecimento e menos ainda como atividade construtora de conhecimento nas mediações com as crianças.

O desenho quando não é utilizado como simples passa tempo ou material engessado para que a criança pinte segundo a realidade do adulto esta deixado de lado.

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Noel Rosa de Castro

Pós-graduando (lato sensu) especialização em filosofia e humanidades-Centro Universitário Ítalo Brasileiro (UNIÍTALO/2013), Licenciado pleno em pedagogia-Centro Universitário Ítalo Brasileiro (UNIÍTALO/2011), Ludoeducador e formador de Ludoeducadores por meio do Projeto Voluntariado e Cidadania da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.